Maio de 2009 — Nº 001 — Ano 1
1. Entrevista - José Farias de Oliveira
2. Informe ABIPTI volta a ser distribuído neste mês
3. ABIPTI apóia a Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira
4. Pesquisador do INT é contemplado com royalties de inovação no contracheque
5. IPT contará com orçamento de R$ 96 milhões neste ano
6. Instituto associado debate incentivos à PD&I
7. Ibict realiza curso de editoração de revistas eletrônicas no Insa
8. Portal do SBRT oferece gratuitamente soluções para problemas tecnológicos
9. Associados têm acesso a livros da ABIPTI com desconto
1 - Entrevista - José Farias de Oliveira
Em entrevista ao Informe ABIPTI, o novo diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), o engenheiro José Farias de Oliveira, aponta algumas das prioridades da sua gestão. Ele também destaca o seu compromisso com a questão ambiental.
- O senhor poderia citar algumas das prioridades da sua gestão?Para fazer frente aos desafios do momento, é importante otimizar a pesquisa científica do centro, visando à produção de melhores resultados e um desenvolvimento acelerado de novas tecnologias em relação aos projetos já em andamento. Ao mesmo tempo é preciso planejar, de maneira consistente, as prioridades de pesquisas futuras.
O primeiro passo deste planejamento será obtido mediante a realização de reuniões com todas as equipes dos diversos serviços que constituem a instituição para que seja possível diagnosticar, em curto prazo, as providências prioritárias a serem tomadas na fase inicial do mandato.
Numa etapa subseqüente, será realizado um planejamento estratégico com a contribuição de todo o quadro de pesquisadores do centro e com a participação de consultores especializados. Este planejamento é importante não apenas para definir as prioridades das linhas de pesquisa no futuro próximo, mas principalmente para definir as ações a serem adotadas visando, por exemplo, uma implantação mais rápida das novas tecnologias desenvolvidas, tendo em vista as urgências decorrentes da nova realidade mundial. Uma maior eficiência da tecnologia mineral no Brasil deverá contribuir para ampliar a nossa participação no mercado internacional de commodities.
No entanto, é importante que isto seja feito com o reconhecimento mundial da capacitação tecnológica do Brasil no setor, tudo em consonância com o Plano Diretor do Cetem. Visando ainda melhorar a imagem do centro no cenário internacional, vamos procurar incentivar também as publicações internacionais, mas sem deixar de lado as nacionais.
A maior integração da instituição com outros centros de pesquisa do MCT e com as universidades que têm atuação nas áreas de tecnologia mineral e ambiental também é de fundamental importância.
Finalmente, considero uma política relevante a ser considerada no projeto de gestão uma maior cooperação com os órgãos ligados ao Ministério das Minas e Energia, principalmente o DNPM e a CPRM.- Durante o discurso de posse, o senhor destacou o seu compromisso com a questão ambiental. Como esse tema será tratado?
No planejamento estratégico que iremos realizar, é importante que pesquisas aplicadas ao setor de preservação ambiental sejam intensificadas. As atividades de mineração, processamento e transformação no setor mineral são reconhecidamente atividades com alto risco de poluição ambiental.
Assim, tendo em vista a meta de contribuir para o aumento da produção mineral no país, através de inovação tecnológica, é preciso também priorizar, em paralelo, o setor de estudos e pesquisas de processos de remediação e preservação do meio ambiente. Este aspecto é tão importante que talvez se justificasse uma alteração do nome da instituição para Cetem - Centro de Tecnologia Mineral e Ambiental. No que se refere à contaminação dos solos e à poluição das águas, o assunto deverá ser enfatizado e abordado com destaque pela nova direção.- O senhor foi um dos fundadores do Cetem, onde exerceu os cargos de pesquisador e chefe do Departamento de Processos. O senhor poderia citar alguns dos avanços obtidos pela instituição nos últimos anos?
O Centro de Tecnologia Mineral ao ser implantado, no final da década de 70, iniciou suas atividades contando com uma excelente infra-estrutura laboratorial dimensionada com a consultoria de especialistas internacionais contratados pela CPRM. Com o passar do tempo foi tornando-se necessária uma atualização dos equipamentos e uma renovação da infra-estrutura de pesquisa.
Nos últimos anos, essa infra-estrutura laboratorial foi modernizada, com a aquisição de novos equipamentos e a realização de obras de manutenção. Este aspecto representa, sem dúvida, um avanço porque uma instituição de pesquisa precisa estar sempre atualizada no que diz respeito à sua instrumentação científica. Houve também uma intensificação nas atividades de prestação de serviço às empresas do setor mineral, o que é representa uma contribuição importante para o país.- Quais são os principais desafios que ainda precisam ser vencidos?
A situação dos recursos humanos do Cetem é bastante delicada. O centro é uma instituição que completou 31 anos em abril deste ano. Cerca de 50% dos seus servidores, entre profissionais da área de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de gestão, planejamento e infraestrutura poderão se aposentar até 2014. Diante desta realidade, outra prioridade do momento é a transferência de capacitação dos pesquisadores mais antigos para os mais novos, para que se mantenha a alta qualificação da equipe inicial.
Quanto aos técnicos de nível médio, deverá ser intensificada a realização de estágios técnicos de curta duração nas usinas de processamento das empresas do setor mineral, visando dar-lhes uma melhor visão dos processos industriais.
Em relação ao pessoal administrativo, deverá ser oferecida a oportunidade de realização de cursos noturnos de curta duração. O relacionamento com o setor empresVerdana é uma questão importante e que deve ser intensificada, dentro das metas do Plano de Ação do MCT.
No entanto, o tema apresenta nuances delicadas. Em geral, as empresas da área mineral são excessivamente resguardadas no que se refere ao compartilhamento de informações. Este aspecto deverá ser levado em consideração pela nova direção do Cetem visando promover uma mudança de paradigma no setor mineral. Desta forma, o centro estará contribuindo para uma aceleração do crescimento industrial e da capacitação nacional na área de tecnologia mineral e ambiental.- Qual é o orçamento do Cetem para este ano? O volume de recursos é suficiente para atender as demandas da instituição?
O orçamento do Cetem para 2009 é de aproximadamente R$ 9 milhões, o que representa um incremento de cerca de 50% em relação a 2008. Na presente gestão, houve ainda uma novidade: o centro recebeu R$ 440 mil destinados exclusivamente ao setor de informática. Com base nos recursos recebidos em anos anteriores e considerando-se a previsão de gastos para 2009, acreditamos que a verba será suficiente.
- O Cetem é uma instituição associada à ABIPTI. De que forma a associação tem contribuído para o desenvolvimento das ações no instituto?
A ABIPTI tem sido uma fonte importante de informações para a gestão do Cetem. Dado o grande número de entidades associadas e a participação da ABIPTI nas decisões importantes relativas ao setor de pesquisa tecnológica no Brasil, sua contribuição para o planejamento estratégico do centro será cada vez mais importante.
A ABIPTI tem colaborado, por exemplo, com a rede de arranjos produtivos de base mineral, a Rede APLMineral, com a qual o Cetem interage freqüentemente porque é executor de projetos contratados pelo fundo setorial CT Mineral junto aos APLs de calcário da região do Cariri (CE), de Opala de Pedro II (PI), dentre outros. Por sinal, este ano, em outubro, o centro sediará a reunião anual desta rede e a ABIPTI é uma das colaboradoras de sua organização.
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2 - Informe ABIPTI volta a ser distribuído neste mês
O Informe ABIPTI está voltando, a partir deste mês, com um novo formato. Agora, o informativo será eletrônico e continuará sendo distribuído para todas as entidades associadas. O produto, de caráter institucional, foi repaginado e tem a nova proposta de oferecer notícias ágeis, que retratem o dia-a-dia da ABIPTI e dos seus associados.
O Informe ABIPTI foi a primeira publicação jornalística da associação. Em dezembro de 2008, ela completaria 28 anos. No entanto, em abril do ano passado a edição do produto, até então impresso, foi interrompida por conta de problemas financeiros enfrentados pela ABIPTI. Desde então, o informativo foi sendo redesenhado, para que pudesse atender os associados sob um novo formato.
Com a reformulação, os leitores terão acesso às seções da antiga versão, como Atuação, Associados e Notícias. O informativo ainda trará sugestões de eventos e de publicações. O novo layout do Informe ABIPTI foi assinado pelo designer Oscar Júnior.
A primeira edição sob o formato online conta com uma entrevista exclusiva com o novo diretor do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), José Farias de Oliveira. Durante a conversa, o engenheiro, que tomou posse no mês passado, fala sobre as prioridades da sua gestão e sobre desafios como os estudos e pesquisas de processos de remediação e preservação do meio ambiente.
Na Seção Atuação, uma das notícias aborda a possível participação da ABIPTI como secretaria executiva da Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira do Congresso Nacional. Já a Seção Associados traz matérias sobre ações do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), do Venturus, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e do Instituto Nacional de Tecnologia (INT).
Com esta iniciativa, a ABIPTI espera continuar com a sua tradição de qualidade em publicações jornalísticas especializadas no âmbito do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Além disso, por meio deste informativo, a instituição busca restabelecer mais um canal de comunicação com os seus associados. Os interessados em receber o Informe ABIPTI devem se cadastrar por meio do e-mail cadastro@abipti.org.br.
Boa leitura!.
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3 - ABIPTI apóia a Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira
A ABIPTI é uma das instituições que está apoiando a consolidação da Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira. A associação foi convidada recentemente para atuar como secretaria executiva do grupo. “Um termo de cooperação entre as partes está em fase de assinatura”, informa a gerente executiva da ABIPTI, Flaudemira Paula.
De acordo com ela, a proposta apresentada pela frente já está sendo analisada pela área jurídica da associação. “Está havendo um entendimento com a ABIPTI, que congrega os institutos de pesquisa tecnológica do país. Acho que eles poderão nos ajudar com essa parte operacional”, afirma o presidente do grupo, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG).
Entre outros objetivos, a parceria prevê que as duas entidades deverão executar estudos e pesquisas referentes à legislação nacional e internacional que possam auxiliar na remoção de obstáculos legais que limitam uma maior eficácia e um maior desenvolvimento da pesquisa e inovação no país.
Um outro foco será o planejamento, coordenação e execução de estudos, levantamentos e pesquisas que possam colaborar com a promoção e o desenvolvimento de políticas públicas, o aprimoramento da legislação nacional sobre propriedade intelectual e o fortalecimento da pesquisa e da inovação no Brasil.
Além disso, deverão ser executadas pesquisas visando à proposição de sugestões de melhorias que possam promover o aumento na alocação de recursos orçamentários e financeiros voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico e uma maior eficácia das instituições científicas e tecnológicas do país.Frente
Criada em 2007, a Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira conta com a participação de 224 membros, entre 197 deputados federais e 27 senadores. Segundo Piau, uma das prioridades do grupo neste ano será dar uma cobertura maior para o aperfeiçoamento do processo legislativo no que diz respeito à área de ciência e tecnologia.
Além disso, a instância também deverá atuar em prol da simplificação de processos, que muitas vezes emperram o andamento de pesquisas. “Temos que mudar essa cultura dos órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União. Eles têm considerado a atividade de pesquisa como uma atividade comum. No entanto, ela tem as suas peculiaridades”, lembra.
A frente ainda atuará em busca da recomposição do orçamento do MCT. Um dos deputados que integra o grupo, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), destaca que foi feito um corte substancial em três rubricas importantes do orçamento do ministério: Concessão de Bolsas (CNPq), onde foi cortado R$ 180 milhões; Subvenção Econômica para as Empresas, que teve um corte de R$ 390 milhões; e Projetos Estratégicos, cuja redução foi de cerca de R$ 500 milhões.
Sobre esse assunto, o secretário executivo do MCT, Luis Elias, já anunciou que o governo federal, por determinação do presidente Lula, está recompondo quase que integralmente os recursos necessários para bolsas e programas estratégicos. A informação foi dada durante o fórum conjunto dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), realizado em abril, em Curitiba (PR).Programa
Hoje, o grupo está em uma fase de estruturação do seu programa de trabalho. “Estamos acertando os detalhes com a ABIPTI para que a frente tenha uma estrutura mínima de trabalho”, afirma o secretário executivo da instância, Dante Scolari. Também será feito um programa de trabalho conjunto com a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.
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4 - Pesquisador do INT é contemplado com royalties de inovação no contracheque
No mês de abril, o pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), José Carlos da Rocha, recebeu dos cofres públicos os royalties pela venda de uma tecnologia à empresa de argamassa Argamil S.A, situada no município de Santo Antônio de Pádua (RJ). A tecnologia foi desenvolvida, patenteada e transferida, em junho de 2008, pelo INT e pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT).
A tecnologia resolveu um problema causado pelo pó fino da serragem das rochas ornamentais. Antes levado para o solo e mananciais pela água, o resíduo passou a ser retido e reutilizado como matéria-prima para a argamassa. O INT identificou os usos para o pó residual, incluindo cerâmica vermelha (telhas e tijolos), borracha (para uso não estrutural) e a argamassa, enquanto o Cetem desenvolveu o processo de destilação dos resíduos.
De acordo com o art. 13 da Lei de Inovação (n° 10.973/04), o pagamento de royalties assegura ao inventor a participação mínima de 5% e máxima de um terço nos ganhos econômicos, auferidos pelo INT, resultantes de contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação protegida.
Para o pesquisador, mais importante do que a gratificação é ver a aplicação do invento. José Carlos se mostrou satisfeito com a valorização da inovação tecnológica no nível governamental, representada pela incorporação dos royalties aos vencimentos dos inventores com resultados de transferência efetiva de tecnologia à sociedade.
Já o coordenador de Gestão da Qualidade e Inovação Tecnológica e diretor substituto do INT, Carlos Alberto Marques Teixeira, ressaltou, em entrevista ao Informe ABIPTI, a importância da Lei de Inovação, regulamentada em 2005, como um dos mais valiosos instrumentos de incentivo e de regulação do incremento à inovação tecnológica no Brasil. Em sua opinião, a legislação constitui-se, entre outros pontos, como um elemento de motivação e incentivo para que os pesquisadores atuantes no setor público realizem projetos que gerem tecnologia para a sociedade.
“O marco legal determinado pelo instrumento jurídico foi fundamental para que o governo federal pudesse prover os elementos formais para o pagamento ao pesquisador dos ganhos econômicos de sua criação a partir de sua comercialização e transferência ao setor privado”, disse o coordenador.
Segundo Teixeira, o pesquisador tem direito a receber um terço do valor concedido ao INT, que dispõe da quantia anual de R$ 7,2 mil reajustáveis anualmente. O valor vem incorporado à remuneração mensal do pesquisador em seu contracheque com a discriminação do valor relativo ao pagamento de royalties.
O coordenador também destaca a importância do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) na negociação do contrato de comercialização e transferência da tecnologia com a empresa Argamil S.A. Segundo ele, além de participar da elaboração, da regularização e da patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o NIT fez a devida instrução processual, junto com outras unidades do INT, como a Coordenação de Gestão de Contratos e Convênios, Divisão de Orçamento e Finanças e Divisão de Recursos Humanos, para a formalização.
De acordo com Teixeira, outros pesquisadores que são autores de programas de computador licenciados pelo INT para empresas privadas, receberão o pagamento de royalties. Para ele, o pagamento tornou-se mais fácil após a sistemática junto aos órgãos responsáveis pela gestão orçamentária e de recursos humanos do governo federal.
O INT é uma instituição associada à ABIPTI.
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5 - IPT contará com orçamento de R$ 96 milhões neste ano
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), um dos sócios-fundadores da ABIPTI, contará com R$ 96 milhões de investimentos em 2009. De acordo com o seu diretor-presidente, João Fernando Gomes de Oliveira, os recursos serão aplicados na compra de novos equipamentos com a ampliação de infra-estrutura, na implantação de um centro de simulação numérica e realidade virtual, na expansão e fortalecimento dos laboratórios de pesquisas em bionanotecnologia, em tecnologias ambientais e em bioenergia, na construção de um laboratório de pesquisas e ensaios de estruturas pesadas, dentre outros investimentos.
Do total previsto, R$ 57 milhões serão destinados pelo governo do Estado de São Paulo. Outros R$ 27 milhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Há também R$ 12 milhões de outras fontes de recursos.
Segundo Oliveira, as prioridadades do IPT, para este ano, serão o plano de cargos e salários com remuneração por resultado, a formação de pesquisadores no exterior, a infraestrutura laboratorial e a gestão de recursos humanos.
IPT
Ele lembra que, em 2008, o IPT investiu R$ 30 milhões em laboratórios, na capacitação de recursos humanos e na coordenação de diversos programas. Os recursos foram aplicados em microscopia, biotecnologia, metrologia de vazão de gás, engenharia naval, química analítica e papel e celulose.
Em termos organizacionais, o processo de modernização do instituto acarretou a extinção da antiga Diretoria de Organização e Processos e a concentração das funções administrativas na Diretoria Financeira e Administrativa. Simultaneamente, foi criada a Diretoria de Processos e Tecnologia da Informação, que é focada no redesenho dos processos e desenvolvimento de ferramentas gerenciais.
Outra mudança organizacional foi a reorientação da Diretoria de Política Industrial e Tecnológica para uma visão voltada para a gestão estratégica do IPT, passando a ser chamada de Diretoria de Gestão Estratégica. "Em 2008, fizemos a atualização de laboratórios estratégicos e abrimos uma filial em São José dos Campos (SP), no Parque Tecnológico da cidade, que ajudará o país a dominar tecnologias essenciais à competitividade no setor aeroespacial internacionalmente, desenvolvendo novos materiais capazes de reduzir o peso das aeronaves", disse Oliveira.
Em relação à gestão financeira, o IPT implantou uma ferramenta de acompanhamento mensal do orçamento gerencial e do relatório mensal do faturamento de seus projetos em andamento. Na gestão de processos e tecnologia da informação, a instituição aprimorou a sua versão do programa de planejamento Enterprise Resource Planning (ERP), em fase de testes. Foram implantados ainda uma rede interna com novos roteadores e um sistema de acompanhamento do fluxo de documentos do instituto.
O IPT é associado à ABIPTI.
Informações sobre o IPT podem ser obtidas no site www.ipt.br.
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6 - Instituto associado debate incentivos à PD&I
Com o objetivo de explicar e discutir as leis brasileiras de incentivo à área de inovação e desenvolvimento tecnológico, o Venturus – Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, promoveu, no mês de março, em São Paulo (SP), um painel que contou com a participação de 28 empresas de pequeno, médio e grande porte, além de consultorias e escritórios de advocacia.
O evento discutiu, especificamente, os casos das leis do Bem (nº 11.196/2005), de Inovação (nº 10.973/2004) e de Informática (nº 10.176/2001). O painel foi apresentado pelo consultor do Venturus para essas legislações, Eduardo Grizendi, pelo superintendente do centro, Antonio Ribeiro Neto, e pelo representante da Ericsson Telecommunications, Trond Fidje.
“Como instituto de PD&I, nós percebíamos que existia uma falta de conhecimento em relação às oportunidades de investimento nesse setor por meio dos incentivos de recursos brasileiros”, explica Niels Leidecker, da área de Projetos Especiais do Venturus.Complexidade
Ele acredita que, motivadas pela alta complexidade das leis, muitas vezes as empresas desistem de investigar as oportunidades existentes no cenário nacional. De acordo com Leidecker, a idéia do Venturus, que atua como instituto há 14 anos e é acreditado pelo governo federal para receber verbas, administrar e gerir projetos incentivados, foi a de dividir as suas experiências e conhecimento na área com os demais participantes.
“O assunto nunca será simples, mas para quem conhece as leis em detalhes é mais fácil escolher o que é preciso saber para os participantes avaliarem se os incentivos existentes são atraentes para despertar o interesse pelas empresas de desenvolverem PD&I no Brasil”, avalia.
Ele destaca que a utilização desses incentivos é fundamental para trazer mais benefícios para o Brasil relacionados à inovação, desenvolvimento e produção tecnológica, gerando ganhos como conhecimento, patentes, parcerias acadêmicas, empregos e aumento das exportações.
“Por isso foi tão importante para nós apresentar nosso modelo de parceria com a Ericsson Telecommunications, que há 14 anos faz uso destes incentivos, demonstrando de forma prática um caso de sucesso do retorno do investimento em PD&I no país”, afirma.Institutos
Leidecker ainda lembra que o Venturus é um dos institutos de pesquisa tecnológica habilitados a receber os incentivos provenientes dessas leis, sendo um exemplo real e concreto de que devido à aplicação desses recursos criou-se, ao longo dos anos, desde a fundação do centro, uma competência no Brasil para atender globalmente seus clientes, razão pela qual se aplica no instituto recursos financeiros superiores aos valores incentivados.
Ele aponta como positivo o resultado do painel. “Com certeza nós atingimos nosso objetivo e abrimos os olhos dos participantes em relação aos incentivos tecnológicos”, diz.
O representante do Venturus acredita que, depois da avaliação das oportunidades, empresas multinacionais, assim como as nacionais, terão que estudar a viabilidade em, por exemplo, montar atividades de PD&I no Brasil. Uma das possibilidades a serem analisadas é a de mudar total ou parcialmente a sua produção para o país, considerando a legislação nacional.
“Nós continuamos com este trabalho de apoio nos estudos de viabilidade e oferecemos para as empresas workshops e consultoria baseado nas informações específicas de cada uma para que possamos chegar a uma conclusão que seja a mais adequada”, afirma.voltar
7 - Ibict realiza curso de editoração de revistas eletrônicas no Insa
No mês de março, foi realizada, em Campina Grande (PB), a segunda edição do curso Gestão e Editoração de Revistas Eletrônicas para a utilização do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Promovido pelo Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa), em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a capacitação teve por objetivo oferecer treinamento a representantes das revistas científicas brasileiras para o uso do software.
Segundo a instrutora do Ibict, Sonia Bumier, o SEER pode ser utilizado por qualquer tipo de instituição ou particular que se interesse em fundar e manter uma publicação eletrônica, desde que tenha um fluxo claro e consistente. “O objetivo do serviço é repassar o conhecimento básico de utilização e instalação para a criação de revistas científicas eletrônicas”, disse a instrutora. O público alvo do curso é formado por editores de revistas técnico-científicas e respectivas equipes editoriais.
De acordo com Bumier, o diferencial do software está na grande quantidade de serviços do processo de editoração de publicações técnico científicas. Além do Insa, o treinamento do sistema ministrado pelo Ibict foi realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Universidade de Salvador (Unifacs), na Universidade Federal de Tocantins (UFT), na Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamiraúa, em Belém.
O diretor substituto do Insa, Alberício de Andrade, destacou a importância de articulação entre os dois institutos. “Promover a interação demonstra claramente a nossa preocupação em articular todos os órgãos interessados no desenvolvimento do Semi-Árido”, disse o diretor.
O Insa e o Ibict são associados à ABIPTI.
Informações sobre o SEER podem ser obtidas neste link.
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8 - Portal do SBRT oferece gratuitamente soluções para problemas tecnológicos
No mês de março, foi realizada, em Campina Grande (PB), a segunda edição do curso Gestão e Editoração de Revistas Eletrônicas para a utilização do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). Promovido pelo Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa), em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), a capacitação teve por objetivo oferecer treinamento a representantes das revistas científicas brasileiras para o uso do software.
Segundo a instrutora do Ibict, Sonia Bumier, o SEER pode ser utilizado por qualquer tipo de instituição ou particular que se interesse em fundar e manter uma publicação eletrônica, desde que tenha um fluxo claro e consistente. “O objetivo do serviço é repassar o conhecimento básico de utilização e instalação para a criação de revistas científicas eletrônicas”, disse a instrutora. O público alvo do curso é formado por editores de revistas técnico-científicas e respectivas equipes editoriais.
De acordo com Bumier, o diferencial do software está na grande quantidade de serviços do processo de editoração de publicações técnico científicas. Além do Insa, o treinamento do sistema ministrado pelo Ibict foi realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Universidade de Salvador (Unifacs), na Universidade Federal de Tocantins (UFT), na Universidade Federal da Bahia (UFBA), na Universidade Católica de Brasília (UCB), na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamiraúa, em Belém.
O diretor substituto do Insa, Alberício de Andrade, destacou a importância de articulação entre os dois institutos. “Promover a interação demonstra claramente a nossa preocupação em articular todos os órgãos interessados no desenvolvimento do Semi-Árido”, disse o diretor.
O Insa e o Ibict são associados à ABIPTI.
Informações sobre o SEER podem ser obtidas neste link.
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9 - Associados têm acesso a livros da ABIPTI com desconto
A ABIPTI está disponibilizando para os seus associados, desde o mês passado, diversos livros que fazem parte do amplo acervo da sua biblioteca com desconto. As obras são voltadas à área de ciência, tecnologia e inovação e abordam temas como agropólos, política de desenvolvimento regional e plataformas tecnológicas. A lista completa pode ser acessada neste link.
Os interessados terão um desconto de 10% em cima do preço dos livros. As publicações tratam sobre temas que vão desde a história da própria entidade que representa o segmento dos IPTs (Uma associação para a tecnologia brasileira: ABIPTI 25 anos), até temáticas como “A tendência concentradora da produção do conhecimento no mundo contemporâneo”.
As obras são de autoria de nomes conhecidos no cenário da C&T nacional, como Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, ex secretário executivo da ABIPTI e Antônio Carlos Filgueira Galvão, diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
“A idéia é contribuir com o fortalecimento das entidades associadas e com a divulgação da pesquisa científica e tecnológica no país”, afirma a gerente executiva da ABIPTI, Flaudemira Paula.
Os interessados deverão entrar com contato com Klércio, pelo e-mail eventos@abipti.org.br ou pelo telefone (61) 3348-3122.
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EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
Presidente:
Isa Assef dos Santos
Vice-Presidentes:
Alfredo Gontijo de Oliveira,
Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
Michel François Fossy
Informe ABIPTI
Jornalista Responsável:
Bianca Torreão (DF-3520/JP) -
bianca@abipti.org.br
Web Designer:
Oscar Júnior -
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Reportagem:
Bianca Torreão
Alessandra Braga -
alessandra.braga@abipti.org.br
Apoio:
Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Entidades Parceiras:
Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec