Junho de 2009 — Nº 002 — Ano 1

 

1. Entrevista - Sergio Luiz Fontes

2. Assinado termo de cooperação entre a ABIPTI e a Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira

3. Programa da Excelência na Gestão possui papel estratégico no SNCT, diz assessor do MDIC

4. CPqD discute conceito Smart Grid com setor de energia elétrica

5. Centro de CT&I de Manaus é o novo associado à ABIPTI

6. Inmetro firma parceria que contempla o tema biocombustíveis

7. ABNT realiza curso sobre aplicação da norma de atmosferas explosivas

8. Conferência debate necessidade das empresas brasileiras adotarem a inovação sustentável

 

1 - Entrevista - Sergio Luiz Fontes

   Em entrevista ao Informe ABIPTI, o diretor do Observatório Nacional (ON), Sergio Luiz Fontes, que foi recentemente reconduzido ao cargo, fala sobre as suas prioridades para o novo mandato à frente da instituição. Ele também faz um balanço da sua antiga gestão e lembra que o Brasil é um país privilegiado para os estudos de geomagnetismo.

   Durante o seu discurso de posse, o senhor afirmou que graças à sensibilidade do governo federal com a área de C&T, foi possível praticamente triplicar o orçamento do ON. Qual vai ser o orçamento do observatório neste ano? Onde esses recursos serão aplicados?

   O ON conta este ano com recursos da ordem de R$ 8,2 milhões do Tesouro Nacional, incluindo o orçamento propriamente dito e destaques recebidos do MCT. Prevemos que metade desses recursos serão aplicados nas despesas de manutenção (os denominados itens de funcionamento: energia, água, terceirização etc) e recuperação da infra-estrutura predial. A outra metade será investida nas ações finalísticas do ON na área de astronomia, geofísica e metrologia de tempo e frequência.
   Também serão investidos recursos em quatro projetos estruturantes: Hora Legal Brasileira, Plataforma Nacional de Coleta de Dados Geofísicos, Astrosoft: sistema não supervisionado de alto desempenho para grandes bases de dados astronômicos e Impacton:monitoramento de objetos celestes potencialmente perigosos para a Terra.
O ON conta ainda com mais de 60 projetos de pesquisa em andamento. O observatório também utilizará recursos da ordem de R$ 6 milhões em projetos desenvolvidos com a Finep e Petrobras.

   O observatório foi contemplado recentemente com o prédio Lélio Gama, que tornará a instituição referência mundial na área de geofísica. Quais projetos serão desenvolvidos nesse local e qual a sua importância?

   Inicialmente temos três projetos de infra-estrutura de pesquisa. Um deles é o Pool de Equipamentos Geofísicos, que envolve recursos da ordem de R$14 milhões e um número apreciável de sismógrafos, gravímetros e sistemas magnetotelúricos. Os equipamentos já se encontram no ON e diversos projetos já estão sendo beneficiados.
   O segundo projeto é a Rede Sismográfica do Sul - Sudeste do Brasil - projeto RSIS, que conta com recursos de R$ 6 milhões, oriundos da Petrobras, e é composto por 12 estações sismográficas terrestres, seis estações sismográficas a serem instaladas no fundo oceânico da Bacia de Santos e quatro estações sismográficas nas ilhas brasileiras, para o acompanhamento em tempo real da atividade sísmica da área mais populosa do país.
   Os equipamentos estão chegando ao Brasil nos próximos dois meses e até o final do ano algumas estações estarão em funcionamento. Esta rede será complementada por uma rede do Nordeste, a ser coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e uma rede com estações distribuídas pelo interior do Brasil, que ficará sob a responsabilidade do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo. Caberá ao ON concentrar no novo prédio a recepção dos dados das três redes que cobrirá todo o país.
   A terceira iniciativa é a Rede Brasileira de Observatórios Magnéticos - projeto Rebom, que conta com R$ 670 mil da Finep. Hoje, o ON mantém dois observatórios magnéticos, o primeiro em Vassouras (RJ), desde 1915. O segundo está situado na Ilha de Tatuoca (PA), desde 1957. Implantaremos um total de sete observatórios magnéticos, contando com os dois existentes e os cinco novos, além de uma rede de 18 observatórios magnéticos itinerantes, que operarão em torno de dois anos em áreas selecionadas do território brasileiro.
   O Brasil é privilegiado para os estudos de geomagnetismo, pois encontramos no nosso território o eletrojato equatorial (região com variações diárias ampliadas do campo) e a anomalia magnética do Atlântico Sul (região onde o campo magnético terrestre tem a menor intensidade em todo o planeta).
   Vários estudos serão beneficiados com os três projetos citados acima. Em todos os casos, o potencial de ampliação do conhecimento geológico e geofísico no território brasileiro é imenso. São informações relevantes tanto do ponto de vista acadêmico quanto econômico. Dados sobre a evolução geológica, geotectônica e sobre recursos naturais serão o foco dos estudos.

   O senhor poderia fazer um balanço da sua primeira gestão no ON?

   Nos quatro anos passados nossas prioridades foram a recuperação da infraestrutura física e de pesquisa e a implantação de mecanismos de gestão. Nesse sentido, fizemos a reforma de vários edifícios do campus, como a Casa Rosa, construção restaurada do século 19 para onde a direção se mudou e passou a atuar junto à administração. Também construímos o novo prédio de pesquisas para a geofísica, que foi inaugurado no dia da posse.
   Sobre a infra-estrutura de pesquisas, destacaria o Projeto Impacton, que resulta na instalação de um telescópio robótico no Estado de Pernambuco para o monitoramento de objetos celestes potencialmente perigosos para a Terra; a participação do ON nos consórcios internacionais Dark Energy Survey e Sloan Digital Sky Survey 3, para gerenciamento e desenvolvimento de ferramentas para grandes massas de dados astronomicos; e o convênio com o ESO para uso do telescópio de 2,2m em La Silla, Chile para missões de observação dos nossos astrônomos. Vários artigos científicos, dissertações e teses recentes já são frutos dessa última ação.
   Entre outras iniciativas, foi ampliada a infraestrutura instrumental do Serviço da Hora com a aquisição de novos padrões atômicos e instrumentos de calibração. Todos os projetos em andamento nos últimos quatro anos representam investimentos da ordem de R$ 12 milhões da Finep e R$ 25 milhões da Petrobras.
   No que diz respeito à gestão, realizamos o Planejamento Estratégico e o Plano Diretor 2006-2010. Além disso, alcançamos sempre bons resultados no Termo de Compromisso de Gestão assinado anualmente entre o ON e o MCT e implantamos o SIGTEC – Sistema Gerencial de Acompanhamento Administrativo e de Projetos, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI/MCT).
   Teve ainda, em cooperação com o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), a elaboração do Plano Diretor do campus, um instrumento que apresenta possibilidades para que as duas instituições possam planejar a expansão e diversificação de suas atividades, para o cumprimento de suas missões, diante das limitações impostas ao Campus ON-Mast pela sua condição de bem tombado.

   Quais são os principais desafios da instituição?

   Prosseguir na busca por recursos orçamentários crescentes e na captação de recursos extra-orçamentários para promover o crescimento harmônico das três áreas de atuação do ON. Embora seja importante o investimento continuado na infra-estrutura institucional, a prioridade deve ser o investimento em recursos humanos: novos concursos para pesquisadores, tecnologistas, técnicos e servidores de gestão, mais pós-doutores, pesquisadores visitantes, mais profissionais financiados por projetos, mais estagiários etc. Além disso, o ON deve ser vetor de desenvolvimento da pesquisa, ensino e de prestação de serviços, todos de excelência.

   O ON é uma das instituições filiadas à ABIPTI. Como o senhor avalia a importância da associação para a área de CT&I no país?

   É fato bem conhecido que a produção científica brasileira vem alcançando crescimento admirável nos últimos 10 -15 anos, superando mesmo a maioria das nações desenvolvidas. Entretanto, a produção tecnológica, o aumento do número de patentes brasileiras não tem acompanhado o crescimento da produção científica. Embora seja uma instituição predominantemente acadêmica, o ON está participando do esforço de ampliar o desenvolvimento tecnológico do país, em sintonia com a missão da ABIPTI. A área de metrologia de tempo e freqüência e mesmo a geofísica podem dar contribuição importante.

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2 - Assinado termo de cooperação entre a ABIPTI e a Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira

   A secretaria executiva da Frente Parlamentar Mista da Pesquisa Brasileira está, desde o dia 4, a cargo da ABIPTI. Naquela data, foi assinado um termo de cooperação entre as partes pela presidente da associação, Isa Assef dos Santos, e pelo presidente da frente, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG). A parceria foi firmada durante a 27ª Assembléia Ordinária da ABIPTI, realizada na sede da associação, em Brasília (DF).
   Na ocasião, o parlamentar detalhou o funcionamento da frente, que hoje conta com a participação de 224 integrantes, entre deputados e senadores. Ele destacou que a prioridade é o desenvolvimento do conhecimento no país e explicou que os gabinetes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em via de regra, não têm a estrutura necessária para fazer o acompanhamento das atividades da frente. "Então, essa busca pela ABIPTI, funcionando assim como a coordenação executiva do grupo, é fundamental", afirmou.
   De acordo com o deputado, a frente pensou em várias entidades que poderiam desempenhar essa função operacional, mas chegou a conclusão que a associação seria a instituição mais indicada. "Pensamos em várias instituições, mas decidimos que a ABIPTI, pela sua abrangência, seria a entidade que melhor poderia fazer essa parceria", destacou.

   Marco Legal
   A presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, agradeceu a confiança depositada na associação e disse que, quando a instituição recebeu o convite para desempenhar a função de secretaria executiva, aceitou de imediato por conta da importância da frente. "Temos hoje uma série de obstáculos de ordem legal que impedem que nós possamos desenvolver mais o país", analisou.
   Ela citou o caso da Lei de Inovação (nº 10.973/2004), que foi criada para dar uma alavancada e uma integração maior entre o setor público e o privado. "Mas hoje nós estamos de mãos amarradas, nós não podemos usá-la porque o Tribunal de Contas da União (TCU) não aceita essa legislação, só a nº 8.666/93 e ficamos naquele impasse, sem poder desenvolver e melhorar essa integração que acho que só viria a ajudar o desenvolvimento nacional", disse.
   O deputado Paulo Piau também criticou o entrave burocrático que engessa a pesquisa nacional. Em sua opinião, a legislação brasileira é feita de forma "amarrada" para combater a corrupção. "Nós temos que abrir esse caminho para que os recursos aplicados na pesquisa tenham mais liberdade do que construir uma estrada ou um prédio porque assim exige a geração do conhecimento", afirmou.

   Agenda
   O deputado lembra que, apesar de recente, a frente já tem apresentado resultados muito objetivos. Ele aponta a influência que o grupo teve na determinação do Orçamento da área de C&T. Como próximo passo, ele ressalta a importância da construção da Agenda Legislativa da Pesquisa Agropecuária. "Nós estamos trabalhando inclusive para saber quais projetos são importantes no Congresso Nacional para que isso ande. Depois faremos o acompanhamento de cada um", informou.
   O parlamentar afirmou que o documento deverá ser lançado em breve, de acordo com o andamento do trabalho. "Vamos expor para o Congresso Nacional o que existe de prioridade e que pode avançar no desenvolvimento da ciência e tecnologia e em seguida vamos acompanhar todo esse processo", afirmou.
   O secretário executivo da frente, Dante Scolari, destaca a importância de assinar a parceria com a ABIPTI já tendo um primeiro trabalho em andamento. "Espero que essa cooperação seja muito frutífera e que a agenda seja o primeiro de uma série de trabalhos que a gente precisa desenvolver", disse.

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3 - Programa da Excelência na Gestão possui papel estratégico no SNCT, diz assessor do MDIC

   O Programa da Excelência na Gestão, desenvolvido pela ABIPTI em instituições de ciência e tecnologia (ICTs), exerce um papel estratégico no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do país. Essa é a opinião de Marcos Vinicius de Souza, assessor da Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que participou, no dia 5, do seminário de abertura do programa em 2009.
Souza lembrou, durante o encontro em Brasília (DF), que a iniciativa não só contempla os participantes mas, de forma crescente e contínua, estabelece marcos para o sistema de C&T.
   A opinião também é compartilhada pelo diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antônio Carlos Galvão, que considera que o programa promove o crescimento das ICTs de forma a consolidá-las e, assim, desempenhar, cada vez melhor, as suas atividades.
   Ele acredita que a adoção de um modelo de excelência em gestão de C&T surge a partir da necessidade de se estabelecer uma maior integração e cooperação entre as instituições. "O sucesso de um programa desse tipo depende do envolvimento de lideranças, da capacitação, da força de trabalho e da integração dos sistemas de informação", afirmou.

   Parceria
   A ABIPTI promove, anualmente, o programa com o apoio da Finep. “A parceria é extremamente importante e estratégica, pois a associação tem tido grande relevância para a financiadora na construção de elos com os institutos tecnológicos”, explica o chefe do Departamento de Difusão Tecnológica da Finep, Edgar Rocca.
   Ele conta que a ABIPTI passou a ser uma das principais ferramentas para o desenvolvimento do setor no Brasil. De acordo com Rocca, a partir do programa será possível desenvolver instrumentos de políticas mais eficazes para apoio às atividades dos institutos de pesquisa, bem como ferramentas de diagnóstico e planejamento, além de uma avaliação mais adequada da realidade dessas organizações.
   O diretor do CNPq, José Oswaldo Siqueira, que também participou do evento, disse que o maior objetivo do programa deve ser o de promover a cultura da inovação nos IPTs de forma sustentável.

   Novidades
   O Programa da Excelência na Gestão 2009 promete movimentar as instituições. Segundo a presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, a ideia é promover a melhoria do desempenho das entidades participantes de todas as regiões do pais, por meio de uma boa gestão.
   Na oportunidade, Isa apresentou algumas etapas do programa, entre elas, a elaboração de um plano de melhoria na gestão e o fortalecimento das atividades de capacitação dos institutos.
   Informações sobre o Programa da Excelência na Gestão 2009 podem ser obtidas pelo telefone (61) 3348-3131.

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4 - CPqD discute conceito Smart Grid com setor de energia elétrica

   Uma tecnologia que promete inibir o furto de energia elétrica. Esse é a idéia do Smart Grid, tema que foi debatido em um seminário realizado nos dias 5 e 6 de maio, em Campinas (SP), pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).
   “O objetivo do evento foi o de acelerar o debate sobre Smart Grid e, principalmente, criar uma visão que se ajuste às reais necessidades do Brasil”, afirma o especialista no tema no CPqD, Cláudio Tadeu Correa Leite.
   A proposta do debate foi a de agregar valor com tecnologias e aplicações inovadoras à rede de energia elétrica. O Smart Grid pode ser definido como uma infraestrutura digitalizada em larga escala e suportada por sistemas capazes de processar rápida e corretamente toda a informação.
   Além do CPqD, participaram da organização do evento entidades nacionais, como a Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel) e a UTC Engenharia, que se destaca nos segmentos de produção e processamento de petróleo e gás, petroquímica, geração de energia, siderurgia, entre outros.
   De acordo com Leite, o Brasil tem a melhor matriz em energias renováveis do mundo, mas é um dos campeões em emissão de carbono pela queima de florestas e a prática de queimada na agricultura. “A principal razão para o Smart Grid é evitar furto de energia, por isso a possibilidade de monitorar eficientemente a rede e seus consumidores é uma das grandes motivações para a implantação da ferramenta”, disse.
   Ele acredita que, com a vasta experiência no setor de tecnologias de informação e comunicação (TICs), o CPqD tem condições de fornecer pesquisas, desenvolvimento e soluções que servem de requisitos para o desenvolvimento da infraestutura. Segundo Leite, a instituição está desenvolvendo produtos com foco em centros de medição eletrônica de uso de energia e manutenção da distribuição energética. A regulação sobre mediação eletrônica está em consulta pública, submetida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

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5 - Centro de CT&I de Manaus é o novo associado à ABIPTI

   A ABIPTI conta com um novo associado. É o Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação do Pólo Industrial de Manaus (CT-PIM). A entrada da nova entidade foi aprovada durante a reunião do Conselho Diretor da associação, realizada no dia 20 de março, em Brasília (DF).
   O centro tem o objetivo de promover a geração, o domínio e a aplicação de conhecimentos científicos e tecnológicos avançados e inovadores, em parceria com instituições locais, nacionais e internacionais, de forma a contribuir para o desenvolvimento econômico, ambiental e social sustentável da Amazônia e, em particular, do Pólo Industrial de Manaus (PIM).
   De acordo com o engenheiro e gerente de Divisão do CT-PIM, Mário Sobrinho, as ações prioritárias do centro para o desenvolvimento do Estado são a formação e treinamento de pessoal na área de microeletrônica; o fortalecimento de competência laboratorial em design, caracterização, confiabilidade e validação de chips e circuitos integrados; e a coordenação de programas institucionais no âmbito do Comitê de Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia (Capda).
   O CT-PIM é o coordenador junto ao Capda do Programa de Microeletrônica e Microsistemas da Amazônia (PNMA), que tem como objetivo atuar nas áreas de formação, capacitação e desenvolvimento de projetos (hardware e software) em todas as fases de fabricação de microsistemas, possibilitando o desenvolvimento de um cluster (entidades especializadas) de microsistemas, composto por instituições de ensino e pesquisa, empresas, fábricas, produtos e negócios.
   Ele considera como fundamental a participação do CT-PIM no quadro de associados da ABIPTI. “A importância do CT-PIM de se associar é em função da missão da associação de representar e promover a participação das instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico para o desenvolvimento nacional”, afirma Sobrinho.
   Ele destaca que o centro realiza atividades complementares às executadas pelas demais instituições, como universidades e centros de tecnologia do Amazonas, sendo uma das poucas que atuam na pesquisa e no desenvolvimento de microsistemas, de projetos de produtos e gestão da informação, processos de fabricação e de tecnologia da reciclagem.

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6 - Inmetro firma parceria que contempla o tema biocombustíveis

   O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) firmou, no início de maio, uma cooperação com as universidades federal do Pará (UFPA) e Rural da Amazônia (UFRA) que contempla o tema biocombustíveis. A parceria visa o intercâmbio de informações técnicas e científicas, treinamento de pessoal, apoio ao desenvolvimento de projetos de pesquisa científica e tecnológica, especialmente no campo da metrologia.
   De acordo com o assessor técnico e coordenador do Projeto Biocombustíveis do Inmetro, Romeu J. Daroda, o termo firmado busca, de maneira específica, caracterizar física e quimicamente os óleos de espécies nativas da região, sua conversão em biodiesel e a caracterização físico-química destes visando o seu uso como combustível renovável substituto do diesel. “O resultado do trabalho pretende ampliar a disponibilidade regional de biodiesel através de novas fontes de matérias primas regionais e nativas, sem comprometer o meio ambiente”, afirma.
   Serão estudadas as seguintes espécies de oleaginosas: buriti, inajá, andiroba, ucuuba, tucumã, andiroba de rama, comadre do azeite, pracaxi, murumuru e cumaru. Paralelamente ao desenvolvimento de biodiesel, será desenvolvida a produção de Material de Referência Certificado (MRC) para madeira. Duas espécies serão caracterizadas inicialmente, o mogno e o angelim-pedra.
   O assessor destaca o impacto dos resultados que surgirão a partir do desenvolvimento do que foi proposto na parceria. “Estes acordos serão de grande importância para o desenvolvimento de toda a região amazônica, pois contribuirão significativamente para o avanço das pesquisas relacionadas às oleaginosas locais, principalmente no que tange à produção de biocombustíveis”, lembra.
   O Inmetro, em ambos os acordos, irá fornecer a rastreabilidade metrológica das análises que serão realizadas. A instituição também irá certificar as oleaginosas e o manejo florestal e produzir MRC para madeira. As universidades serão responsáveis por fornecer as matérias-primas que serão analisadas, assim como participar das análises e intercomparação advinda destas análises.

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7 - ABNT realiza curso sobre aplicação da norma de atmosferas explosivas

   No dia 1º de julho, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) irá oferecer o curso de aplicação da norma ABNT NBR 60079-14 – Atmosferas explosivas. A atividade será realizada na sede da associação, localizada na Rua Minas Gerais, 190, Higienópolis, CEP: 01244-010, São Paulo (SP).
   Segundo o engenheiro da associação e monitor do curso, Estellito Rangel Junior, a atividade será realizada em dois módulos, sendo que o primeiro acontecerá no dia 1º de julho e o outro no segundo semestre deste ano, em data a definir. O objetivo do curso é abordar as exigências para instalações elétricas em indústrias que trabalham com gases e vapores inflamáveis, para que sejam executadas sem oferecer riscos de explosão.
   O monitor lembra que a norma estabelece critérios para a escolha dos cabos elétricos, dos equipamentos especiais, do sistema de proteção que deve ser especificado, da exigência de certificados de conformidade emitidos por entidades credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), para que a instalação seja considerada segura nas empresas e indústrias.
   O público alvo do curso é formado por engenheiros e técnicos que trabalham em projetos e montagens de instalações elétricas industriais relativas a empresas que possuem processos em gases e vapores inflamáveis, como refinarias de petróleo, fábricas de tintas e de plásticos. “Tendo em vista que o segmento de petróleo e gás no Brasil está em plena expansão, os profissionais precisam saber sobre os novos requisitos para executar seu trabalho com correção e segurança”, destaca o monitor do curso.

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8 - Conferência debate necessidade das empresas brasileiras adotarem a inovação sustentável

   A necessidade das empresas brasileiras inovarem contemplando os princípios da sustentabilidade ambiental, econômica e social foi destacada no dia 8, em Porto Alegre (RS), pela presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), Maria Ângela Barros.
   Ela analisou, durante a abertura da Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, que as empresas brasileiras precisam adotar a inovação sustentável como um meio para o desenvolvimento de novos processos de produção e como uma ferramenta para se chegar a serviços e produtos competitivos em nível global.
   A presidente destacou que a nova ordem econômica é dirigida com o foco no ser humano, pela identificação do particular dentro da grande rede global. De acordo com ela, o mundo vive a era do cidadão conectado que transforma completamente o mercado de oportunidades em negócios. "A postura desses novos consumidores expressa hoje claramente a crescente consciência ecológica. Ainda é um atributo de minoria mas, em breve, será do mercado global", disse.
   Na ocasião, Barros avaliou que, em um primeiro momento, pode parecer impossível conciliar negócios com a imposição da sustentabilidade para preservar o planeta. No entanto, ela disse acreditar que o Brasil tem o seu próprio espaço nesse processo. "É nossa hora de triunfar. Essa é a grande oportunidade que tantas empresas esperavam para inovar. A Anpei está presente para auxiliá-los nesse processo de inovação e sustentabilidade", ressaltou.
   Durante o encontro, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Fernandes Tigre, lembrou que o setor produtivo espera que o governo federal tenha uma postura de apoiar políticas que privilegiem o investimento em tecnologia e pesquisa. Em sua opinião, essa decisão é imprenscindível para o crescimento econômico do país. "Inovar é um fenômeno que precisa de um ambiente propício e esse ambiente se constrói com investimento em vários fatores, principalmente, na educação", afirmou.

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EXPEDIENTE  ______________________________________________

   ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica

   Presidente:
   Isa Assef dos Santos

   Vice-Presidentes:
   Alfredo Gontijo de Oliveira,
   Antônio Diomário de Queiroz,
   João César Dotto,
   José Geraldo Eugênio de França e
   Michel François Fossy

   Informe ABIPTI

   Jornalista Responsável:
   Bianca Torreão  (DF-3520/JP) -
   bianca@abipti.org.br

   Web Designer:
   Oscar Júnior -
   junior@abipti.org.br  

   Reportagem:
   Bianca Torreão
   
   Alessandra Braga -
   alessandra.braga@abipti.org.br

   Apoio:
   Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
   MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br

   Entidades Parceiras:
   Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
   Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
   Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
   Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
   Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec