Julho de 2009 — Nº 003 — Ano 1

 

1. Entrevista - Michal Gartenkraut

2. ABIPTI realiza cadastramento dos seus associados

3. Projeto B.Bice realiza cadastramento de instituições de P&D brasileiras

4. Empossado novo diretor presidente da Embrapa

5. Cetem colabora com projeto APL dos Calcários do Cariri no Estado do Ceará

6. Sergio Rezende visita instalações do LABelectron

7. Itep realiza mapeamento do setor da caprinovinocultura em PE

8. Lula recebe propostas da SBPC para “desatravancar” a ciência

 

1 - Entrevista - Michal Gartenkraut

             Em entrevista ao Informe ABIPTI, o novo diretor geral da ABTLuS, Michal Gartenkraut, fala sobre as prioridades da sua gestão. Uma delas será a busca de modelos alternativos de financiamentos que garantam à associação realizar os investimentos necessários para atender as novas e crescentes exigências oriundas dos setores acadêmico e produtivo. “É necessário encontrar outros mecanismos, além dos contrato de gestão e dos apoios obtidos em agências de fomento à pesquisa”, afirma. Confira, a seguir, a entrevista na íntegra.

   Quais serão as suas prioridades como diretor da ABTLuS?

   Em meu discurso de posse sinalizei alguns pontos que julgo relevantes, a saber: a ABTLuS é agora responsável por gerenciar três laboratórios nacionais, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o Centro de Biologia Molecular Estrutural (CEBiMe) e o Centro de Tecnologia e Ciência do Bioetanol (CTBE).

   O LNLS é o mais conhecido, tem uma história própria que já remonta há 20 anos. O CEBiMe existe há oito anos e embora criado já com escopo de centro autônomo, integrava a estrutura organizacional do LNLS. Agora, com o estatuto que entrou em vigor ao final de 2008, passa a ser, de fato, um centro associado.

    O CTBE está em fase de implantação, com a formação da equipe técnico-científica e a construção de um prédio apropriado. Isto exige, de imediato, um rearranjo da estrutura organizacional e dos processos de gestão capazes de possibilitar a operação integrada desses centros associados, sem perder uma norma perene na ABTLuS, a de otimizar recursos em benefício do atendimento à missão que lhe dá vida, ou seja, fornecer infra-estrutura de classe mundial para que cientistas, do Brasil e do exterior, possam realizar pesquisas competitivas.

    Há, também, o projeto de desenvolvimento de uma nova fonte de luz síncrotron, com parâmetros capazes de fornecer fótons ainda melhores do que a atual. Como conseqüência, serão criadas novas condições para expandir a competência científica e tecnológica do Brasil. O projeto, iniciado na gestão anterior da ABTLuS, já tem o aval do Ministério da Ciência e Tecnologia.

    As demandas por uma nova máquina síncrotron são fruto de um crescimento da comunidade de pesquisadores-usuários, em termos qualitativos e quantitativos, e representam, em certa medida, um claro sinal de que os benefícios decorrentes do projeto original que motivou a criação do LNLS incluem também a formação de pesquisadores cada vez mais competitivos.

    Será também prioritária em minha gestão a busca de modelos alternativos de financiamentos que garantam à ABTLuS realizar investimentos necessários para atender as novas e crescentes exigências oriundas dos setores acadêmico e produtivo. É necessário encontrar outros mecanismos, além do contrato de gestão e dos apoios obtidos em agências de fomento à pesquisa.

   Em sua opinião, qual é a importância do complexo ABTLuS para o desenvolvimento científico e tecnológico do país?

   Pode-se afirmar que os laboratórios que integram a ABTLuS têm significativo papel no desenvolvimento científico que o Brasil está experimentando, em especial nos últimos dez anos. Em áreas específicas da física, da biologia, da ciência de materiais e da nanociência e nanotecnologia, a presença do país se tornou mais relevante no contexto mundial sem dúvida graças à existência do LNLS. Áreas de conhecimento que tinham produção reduzida foram impulsionadas e pesquisadores que não tinham condições de realizar determinados experimentos no Brasil começaram a fazê-lo aqui, com o uso de equipamentos científicos somente disponíveis no complexo de laboratórios gerenciados pela ABTLuS.

    Temos que avançar mais e rapidamente no processo de interação com o setor industrial, com o qual já há alguns contratos em andamento. Em um mundo cada vez mais voraz por inovação, no complexo de laboratórios geridos pela ABTLuS, com recursos humanos altamente qualificados, as indústrias poderão obter resultados vitais para crescimento e modernização.

   Como tem sido o processo de produção do conhecimento nas unidades da ABTLuS?

   Os laboratórios operados pela ABTLuS são abertos a usuários externos, criando condições para que se desenvolva pesquisa avançada que, de outro modo, não ocorreria. Portanto, o conhecimento é produzido, em grande parte, por grupos científicos externos, oriundos de universidades e outros centros de pesquisa, localizados em 15 Estados brasileiros, bem como do exterior. Assim, expande-se a possibilidade de realização de pesquisas por grupos científicos fora das regiões tradicionais. Ressalvadas as pesquisas fechadas, de interesse específico de indústrias, realizadas mediante contratos específicos, todas as demais são abertas e os resultados são publicados em periódicos especializados, no Brasil e no exterior, permitindo-se o compartilhamento do conhecimento obtido.

   Qual será o orçamento da instituição neste ano e onde esses recursos serão investidos?

   O orçamento global da ABTLuS em 2009 gira em torno de R$ 80 milhões. Aí estão incluídos recursos advindos do MCT por conta do Contrato de Gestão para a operação do LNLS, do CeBiME e da implantação do CTBE e recursos que são obtidos em agências de fomento, mediante projetos específicos a elas submetidos. Esperamos que o orçamento seja crescente nos próximos anos, para que a ABTLuS possa corresponder às aspirações expressas em seu Plano Diretor, alinhado às prioridades nacionais em CT&I, expressos no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010).

   Quais são os principais desafios da instituição?

   Viabilizar a implantação da nova estrutura da ABTLuS, que doravante passa a gerir um Parque Integrado de Laboratórios Nacionais, continuando a atender melhor a comunidade acadêmica, do Brasil e do exterior, que demanda infra-estrutura de alto desempenho para realizar experimentos científicos relevantes.

    Além disso, ampliar a capacidade instalada de estações experimentais na fonte de luz síncrotron e, ao mesmo tempo, mobilizar recursos para o desenvolvimento do projeto da nova fonte brasileira de luz síncrotron. Outros desafios são buscar alternativas adicionais de provimento de recursos financeiros, para atender a novas e crescentes demandas; expandir a interação com áreas do setor industrial; e ter condições para manter um corpo técnico-científico-administrativo altamente qualificado, capaz de corresponder aos anseios dos que utilizam os laboratórios operados pela ABTLuS. Tudo isto são desafios permanentes, aos quais dedicaremos atenção durante o mandato iniciado em 13 de maio.

   O senhor poderia avaliar a importância de uma instituição como a ABIPTI no cenário da C&T do país?

   Por meio de suas ações contínuas e projetos, a ABIPTI tem contribuído para colocar a ciência, a tecnologia e a inovação na agenda político-institucional do país, tarefa importante e necessária. O trabalho missionário da ABIPTI contribui para ampliar, junto aos que tomam decisões, a percepção de que um país economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente equilibrado requer uma forte base científica e tecnológica, aliada a uma sólida base de educação. Nesta fase em que buscará maior interação com as indústrias, a ABTLuS pretende incrementar sua interação com a ABIPTI, buscando subsídios em mecanismos e ações sugeridas pela associação.

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2 - ABIPTI realiza cadastramento dos seus associados

   A ABIPTI disponibilizou, em seu site, um cadastro para ser preenchido pelos seus associados. A idéia é atualizar informações sobre as entidades que fazem parte do quadro da associação, visando a melhoria contínua dos serviços que são prestados pela ABIPTI.

   Para isso, a associação desenvolveu um cadastro simples e direto. O formulário conta com questões sobre temas como a natureza e o regime jurídico do associado. A gerente executiva da ABIPTI, Flaudemira Paula, destaca a importância do preenchimento dos dados. “As informações que serão prestadas pelos associados são fundamentais para a nossa atuação”, afirma.

   O formulário está disponível no site da ABIPTI, logo na página inicial. Para efetivar o cadastro, é necessário baixar o formulário indicado. O procedimento é rápido e permitirá à associação integrar as informações solicitadas de maneira eficiente.

   “Vamos procurar manter esse cadastro sempre atualizado para que seja possível prestar um serviço cada vez melhor para os nossos associados”, informa Paula.

   Em caso de dúvidas, os associados devem entrar em contato com Klércio, pelo e-mail eventos@abipti.org.br.

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3 - Projeto B.Bice realiza cadastramento de instituições de P&D brasileiras

         O Projeto B.Bice, que é financiado pela Comissão Européia com o objetivo de aumentar a participação brasileira no 7º Programa Quadro (FP7), está realizando uma cadastramento tanto das instituições de pesquisa nacionais, quanto das empresas que desenvolvem inovação. O objetivo principal é o de organizar e sistematizar em uma base de dados informações sobre as competências científicas e tecnológicas brasileiras para uma posterior disseminação e publicação desses dados no Brasil e no exterior. A iniciativa conta com o apoio da ABIPTI, que disponibilizará em seu site o cadastro para que as suas entidades associadas possam participar.

   Por meio desse trabalho, denominado Mapa da Competência Nacional em P&D, espera-se aumentar a participação brasileira no FP7, programa de apoio à ciência, tecnologia e inovação cujos recursos podem ser disputados tanto por pesquisadores, empresas e instituições pertencentes à União Européia, como de países que não fazem parte do bloco econômico. Para o período 2007-2013, o FP7 disponibilizará 54 bilhões de euros. "Esse instrumento [cadastro] se apresenta hoje necessário para uma ampliação da cooperação internacional em CT&I, pois permitirá o conhecimento no exterior das competências nacionais", afirma o coordenador do Projeto B.Bice, Paulo Egler, em entrevista ao Gestão C&T online.

   Ele lembra que, para que uma instituição brasileira possa participar de um edital do 7º Programa Quadro da Comissão Européia, ela deve integrar um consórcio, que deve obrigatoriamente incluir instituições dos países pertencentes à União Européia ou associados a esse bloco econômico. De acordo com o coordenador, atualmente esses consórcios entre europeus e brasileiros estão sendo formados a partir de relações principalmente de natureza pessoal. "Com uma base de dados com informações institucionais em inglês, estruturada e disponibilizada na internet, será mais fácil a aproximação dos parceiros", destaca.

   A idéia é publicar essas informações no site do Projeto B. Bice e também em livretos, que além de disponibilizar a base de dados em um DVD, em português e inglês, também farão uma análise e descrição sobre as principais competências brasileiras em diferentes temas de pesquisa. Esse trabalho terá como objetivo divulgar, de forma ampla e em linguagem de maior acesso em nível internacional, quais as principais competências nacionais em CT&I e em que instituições os projetos de pesquisa estão sendo realizados.

   Informações
   O questionário que deverá ser preenchido pelas instituições e empresas que desenvolvem inovação é composto por duas partes. Na primeira, as informações solicitadas são sobre os contatos como nome e telefone da instituição e a sua caracterização (empresa, ong, universidade, etc).

   Em um segundo momento, as perguntas são mais focadas nas competências da entidade, as suas divisões, equipe, infraestrutura, objetivos de pequisa de cada parte da instituição, descrição dos laboratórios e de sua experiência em cooperação internacional.

   O coordenador do Projeto B.Bice destaca a importância da ABIPTI apoiar a iniciativa. "O apoio da associação nessa ação é imprescindível, pelo seu caráter nacional e também por seu papel no cenário das instituições de pesquisa no país. É nosso entendimento que o apoio político da ABIPTI ao trabalho do Mapa da Competência será fundamental para o seu sucesso", afirma.

   Ele acredita que, caso o trabalho venha a ser adotado no futuro e seja atualizado periodicamente, poderá servir como um instrumento de apoio não só para a cooperação internacional, mas também para a nacional.
Informações sobre o Projeto B.Bice podem ser obtidas no site www.bbice.unb.br. O Mapa da Competência Nacional em P&D está disponível no site www.abipti.org.br. Após preenchido, ele deve ser enviado para o e-mail bbice@unb.br.


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4 - Empossado novo diretor presidente da Embrapa

         O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, empossou, no dia 15, em Brasília (DF), o novo diretor presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o pesquisador Pedro Antônio Arraes Pereira. De acordo com o novo gestor, duas palavras vão marcar a sua atuação: continuidade e aprofundamento. "A nossa prioridade é dar as consequências desejadas e previstas para o Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa", destacou.

    O pesquisador, que tem 30 anos de empresa, ainda ressaltou a necessidade de consolidar o processo de internacionalização da agricultura tropical. "Isso requer um realinhamento da nossa política de transferência de tecnologia", disse. Nesse contexto, Arraes citou como fundamental a participação das organizações estaduais de pesquisa agropecuária (Oepas) e de entidades do terceiro setor.

    Na ocasião, o presidente da República apontou, como prioridade para a nova gestão, que a Embrapa continue sendo um centro de excelência e respeitabilidade. Lula ainda lembrou que o país tem uma dívida enorme com algumas regiões do país e que as pesquisas desenvolvidas na empresa deverão responder esse desafio.

    O presidente parabenizou a gestão de Sílvio Crestana na empresa. "Acho que o Brasil vai agradecer o tempo que você foi presidente da Embrapa", disse. Lula também ressaltou a importância do PAC da empresa, programa divulgado oficialmente quando a instituição completou 35 anos. "É preciso ter um projeto consistente [para a Embrapa]", disse. 

   Homenagem
   Durante a solenidade, o ex -dirigente da empresa foi homenageado com um livro de memória, que conta a sua trajetória na Embrapa. Crestana destacou que Lula deixará um legado recorde para a Embrapa. Ele lembrou que Lula foi o presidente que mais investiu na instituição. Em 2003, a empresa contava com um orçamento de R$ 800 milhões. Em 2009, esse número passou para R$ 1,5 bilhão. O ex-diretor também ressaltou a renovação de pessoal na Casa. "Lula foi o presidente que mais usou a palavra Embrapa em seus discursos, que mais comprometeu a empresa com a agenda social e internacional", disse.

    Além disso, Crestana citou números do balanço social mais recente da Embrapa. Ele lembrou que, quando o presidente da República apresentou o PAC à Embrapa, se preocupou com os resultados que seriam obtidos e divulgados no levantamento, já que seriam investidos mais recursos na empresa. "Será que os nossos balanços sociais vão dar os resultados necessários?", se questionou na época. No entanto, Crestana considera que esse desafio foi superado. De acordo com ele, para cada R$ 1 investido na empresa, R$ 13,55 voltam como retorno para a sociedade.

    O antigo titular também destacou a execução do PAC da empresa, que foi de 98,98%. "Acredito que isso seja um dos melhores exemplos para que o Pedro continue com essa execução", afirmou. 

    Entre outras autoridades, a solenidade contou com a participação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes; do ministro de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Daniel Vargas; e do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).


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5 - Cetem colabora com projeto APL dos Calcários do Cariri no Estado do Ceará

         O Estado do Ceará concluiu, em maio, uma iniciativa voltada para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a competitividade dos micro e pequenos produtores de calcário, comercialmente conhecido como “pedra cariri”. 

    Desenvolvido nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Santana do Cariri, Nova Olinda, Caririaçu e Jardim, o projeto do Arranjo Produtivo Local (APL) dos Calcários do Cariri contou com investimentos de R$ 1,3 milhão dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT), de Minas e Energia (MME), da Integração Nacional (MI) e do Banco do Nordeste. 

    A ação teve o apoio do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), instituição associada à ABIPTI, e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece), entre outras instituições. As atividades do projeto, coordenado pelo pesquisador e diretor do Serviço de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (SAPL) do Cetem, Francisco Hollanda, tiveram início em 2005 e foram encerradas em maio deste ano. 

    Segundo Hollanda, o projeto foi composto por 16 metas que foram concluídas com êxito. Entre elas, a melhoria da tecnologia na extração da pedra cariri; a criação da Cooperativa de Mineração de Produtores da Pedra Cariri (Coopedras); e a diminuição de acidentes de trabalho com a elaboração e distribuição de cartilhas de segurança e saúde no trabalho voltado ao manuseio da pedra cariri. 

    Outro resultado foi o aproveitamento dos rejeitos para artefatos e artesanatos minerais. “As ações desenvolvidas no projeto resultaram na produção de relatórios técnicos, dissertações de mestrado e de monografias”, afirma o pesquisador.


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6 - Sergio Rezende visita instalações do LABelectron

         No dia 9 de junho, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, visitou o Laboratório de Desenvolvimento e Testes de Processos e Produtos Eletrônicos (LABelectron), criado em 2002, pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Fundação Certi).

    Na oportunidade, Rezende conheceu os projetos do laboratório, que envolvem a prototipagem e a montagem de placas eletrônicas, como as novas potencialidades de pesquisa e desenvolvimento para o setor de telecomunicações. 

    Durante a visita, a equipe da Certi apresentou ao ministro as visões, road-maps tecnológicos e direcionamentos que interessam ao governo brasileiro no que diz respeito às novas soluções de equipamentos para recepção de TV Digital e aplicações para inclusão digital possíveis com a tecnologia SBTVD (Soluções de Interação com o Usuário). 

    Rezende também conheceu os resultados de projetos de desenvolvimento de produtos e serviços de consultoria prestados pela Certi para empresas como a Philips, a Positivo, a Envision (AOC), Wyplay, Dibcom e Pace. 

    De acordo com o gerente do Centro de Produção Cooperada da fundação, Thiago Mantovani, o laboratório, localizado na cidade de Florianópolis (SC), foi desenvolvido em um modelo denominado laboratório fábrica, que é a integração de uma unidade fabril completa, em produção contínua, agregada a uma estrutura voltada à P&D de temas de interesse do setor. 

    Entre outras funções, o LABelectron foi criado para capacitar e atender as necessidades de empresas de base tecnológica no desenvolvimento de seus produtos inovadores. Desde 2002, já foram investidos mais de R$ 9 milhões na implementação da infraestrutura do LABelectron e no desenvolvimento das competências da equipe de pesquisadores. Os recursos são do governo do Estado, oriundos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (Fapesc), instituição associada à ABIPTI, e do governo federal, por meio da Finep. 

    Em 2007, o laboratório passou por uma expansão com a aprovação do Projeto LABelectron Nucleador, primeiro projeto beneficiado pelo Programa Prioritário HardwareBR, iniciativa do MCT que visa promover a competência nacional no desenvolvimento e produção eletrônica de produtos com tecnologias da informação e comunicação. 

    Até o fim de 2010, o laboratório receberá investimentos da ordem de R$ 15,6 milhões. Estes recursos serão captados junto às empresas que usufruem dos benefícios da Lei de Informática, que estabelece uma política de incentivos fiscais para o setor.


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7 - Itep realiza mapeamento do setor da caprinovinocultura em PE

         Desde maio, o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), em parceria com o MCT e o CNPq, está mapeando o setor da caprinovinocultura no Estado. De acordo com a superintendente de Tecnologia do instituto e coordenadora do projeto, Márcia Lira, a atividade está sendo desenvolvida a partir da caracterização e a análise de oito municípios pernambucanos: Salgueiro, Floresta, Serra Talhada, Sertânia, Carnaíba, Afogados da Ingazeira, Tuparetama e Arcoverde.

    O objetivo da iniciativa é contribuir para o desenvolvimento do Arranjo Produtivo Local (APL) da caprinovinocultura, por meio da apresentação de soluções de gargalos tecnológicos para o desenvolvimento e consolidação do segmento.

    De acordo com Lira, a atividade pretende contemplar a construção de um Sistema de Informações Geográficas (SIG) e a elaboração de mapas temáticos representativos dos temas abordados nos oito municípios do APL, tais como sistemas de produção e aspectos sócios econômicos, na fase de caracterização e diagnóstico, assim como o georreferenciamento (informação geográfica) dos atores e agentes identificados.

    Na opinião da coordenadora, o mapeamento é importante, pois Pernambuco é o segundo maior produtor de caprinos nos cenários nordestino e brasileiro. Já na ovinocultura, o Estado ocupa o quarto lugar no ranking nordestino e o quinto no cenário nacional. 

    Lira informou que o conjunto dos municípios foco do projeto de mapeamento da caprinovinocultura responde, respectivamente, por 21,1% e 9,7% dos rebanhos caprino e ovino estadual. Os dados foram obtidos por meio da Pesquisa Pecuária Municipal de 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo a coordenadora, a atividade representará um instrumento de fortalecimento do planejamento estratégico e do apoio à gestão, contribuindo para a solução de gargalos identificados e para o desenvolvimento e consolidação do APL como vetor de desenvolvimento no Estado de Pernambuco. 

    Recursos
   O orçamento para a conclusão do mapeamento será de R$ 234 mil, sendo R$ 198 mil do MCT e do CNPq e R$ 36 mil do Itep. O prazo de execução da atividade está estipulado em 18 meses.


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8 - Lula recebe propostas da SBPC para “desatravancar” a ciência

         O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antonio Raupp, entregou, recentemente, ao ministro da C&T, Sergio Rezende, um documento com propostas para “desatravancar” a ciência no país. A informação foi dada por Rezende no dia 12, durante a abertura da 61ª Reunião Anual da entidade científica, realizada em Manaus (AM).

    O documento é uma resposta ao desafio lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ano passado, quando visitou a sede da sociedade, em São Paulo (SP), e ouviu as ponderações da comunidade científica. 

    Na ocasião, Lula ressaltou que o país obteve muitos avanços na área de C&T, mas que os problemas burocráticos ainda atrapalham. Por essa razão, o presidente solicitou que a SBPC apresentasse propostas concretas. “Há três semanas, recebi um documento com sugestões para desatravancar a ciência”, informou Rezende. 

    De acordo com ele, o trabalho foi construído com a participação de 25 sociedades científicas e de advogados. O texto divide o problema burocrático em torno de três blocos. O primeiro trata sobre a questão da dificuldade de compras, que tem como causa o Acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que impede as universidades de transferir recursos para as suas fundações de apoio. “O primeiro conjunto de propostas tem a ver com isso”, disse.

    O segundo bloco aborda a questão do acesso à biodiversidade. Para o ministro, a maior razão para essa discussão não ter evoluído é a lei que trata sobre o tema. “Não avançamos como esperávamos”, afirmou. Rezende lembrou que há quatro anos um projeto de lei vem sendo discutido entre o MCT, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Casa Civil da Presidência da República. “Vamos resolver essa questão do acesso à biodiversidade que é fundamental para a Amazônia”, destacou.

    O terceiro eixo trata sobre o acesso às importações. O documento já foi apresentado ao presidente Lula. “Estamos fazendo avanços. Alguns são mais complicados, envolvem mudanças na Constituição Federal, mas o presidente da República disse que é para fazer para que os recursos sejam utilizados da melhor maneira possível”, afirmou.


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EXPEDIENTE  ______________________________________________

   ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica

   Presidente:
   Isa Assef dos Santos

   Vice-Presidentes:
   Alfredo Gontijo de Oliveira,
   Antônio Diomário de Queiroz,
   João César Dotto,
   José Geraldo Eugênio de França e
   Michel François Fossy

   Informe ABIPTI

   Jornalista Responsável:
   Bianca Torreão  (DF-3520/JP) -
   bianca@abipti.org.br

   Web Designer:
   Oscar Júnior -
   junior@abipti.org.br  

   Reportagem:
   Bianca Torreão
   
   Isadora Lionço -
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   Apoio:
   Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
   MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br

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   Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
   Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
   Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
   Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec