Agosto de 2009 — Nº 004 — Ano 1
1. Entrevista - Antônio José Roque da Silva
2. ABIPTI apóia prêmios Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente
3. Embrapa Tabuleiros Costeiros se associa à ABIPTI
4. PR ganha planta de insumos estratégicos para a saúde e unidade do Instituto Carlos Chagas
5. Cesar-PE é reconhecido como uma das instituições mais inovadoras do país
6. Inpa completa 55 anos de atuação em prol do desenvolvimento da região amazônica
7. Cetec é premiado no 64º Congresso da AB
8. Assembléia Geral da União Astronômica Internacional conta com a participação do Inpe
9. Instituto Tecnológico Vale distribui bolsas de mestrado e doutorado
1 - Entrevista - Antônio José Roque da Silva
Em meio a busca por novos projetos e parcerias empresariais e de desenvolvimento tecnológico e de inovação, Antônio José Roque da Silva assume o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) com novas perspectivas e prioridades.Na entrevista concedida ao Informe ABIPTI, ele destaca as principais ações de sua gestão para 2009 e revela que a nova Fonte de Luz Síncrotron , que começa agora a ser projetada, é conseqüência natural de um processo de amadurecimento e evolução da capacidade técnico-científica do país em áreas de pesquisas de materiais.
Quais serão as prioridades da sua gestão?
O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) é aberto a usuários e precisa criar continuamente condições para que pesquisadores do Brasil e do exterior possam realizar experimentos que exigem equipamentos de grande porte e altamente especializados. Portanto, minha gestão buscará meios para propiciar a expansão necessária, que é permanente na instituição. Isto inclui, por exemplo, construir e instalar novas Linhas de Luz, instrumentação científica que permite aplicar raios-x ou ultravioleta emitidos pela Fonte de Luz Síncrotron em amostras de materiais estudados por cientistas.
Também coloco como prioridade a busca por novos projetos que exigem parcerias empresariais, de desenvolvimento tecnológico e inovação. Atualmente, há oito contratos em andamento e teremos que nos capacitar para atender novas demandas que estão surgindo e que nós mesmos estamos estimulando. Há um imenso universo a ser desbravado, por exemplo, com a exploração de petróleo na camada do pré-sal, e isto exigirá desenvolvimento de competência em instrumentação e criação de novos materiais. Destaco igualmente como prioridade o desenvolvimento do projeto da segunda Fonte de Luz Síncrotron, cujos primeiros passos ocorreram em 2008.O projeto da nova fonte está em que etapa?
No momento, estamos em fase de estudos preliminares. O pré-projeto está pronto e a comunidade potencialmente interessada nesse novo equipamento está sendo chamada para debates técnico-científicos em eventos especialmente organizados para definir o modelo a ser adotado. Esse é um projeto que tem o aval do MCT, que já investiu R$ 2 milhões em 2008, e exigirá a aplicação de conhecimentos que somente uma equipe que foi capaz de projetar e construir a primeira Fonte de Luz Síncrotron do Hemisfério Sul, e até hoje única da América Latina, será capaz de levar adiante e com sucesso.
A Fonte de Luz Síncrotron que começa agora a ser projetada é conseqüência natural de um processo de amadurecimento e evolução da capacidade técnico-científica do país em áreas de pesquisas de materiais. Essa competência, em parte considerável, se deve ao projeto exitoso que o CNPq apoiou a partir de 1984 (Projeto Radiação Síncrotron, na gestão de Lynaldo Cavalcanti) e deu continuidade a partir de 1986 (gestão de Crodowaldo Pavan no CNPq, que passou a integrar a estrutura do MCT criado em 1985).
A opção de dotar o Brasil de um equipamento síncrotron e abrir com isto caminhos até então desconhecidos de pesquisa de classe mundial voltada para o conhecimento atômico dos materiais mostrou-se acertada. Hoje, quando falamos num novo equipamento síncrotron, isto deve ser percebido como conseqüência da mudança de status do Brasil no contexto das nações que estão subindo de posição no ranking dos produtores de conhecimento. Afinal, no mundo há cerca de 60 equipamentos síncrotrons e não por acaso estão, em maioria, localizados nos países que estão no topo deste ranking.O senhor disse, em sua posse, que uma questão fundamental é atrair e reter novos pesquisadores de alto nível, além de motivar a equipe atual. Como isso tem sido feito?
O LNLS, como laboratório nacional, tem a missão de ser aberto a pesquisadores-usuários que vêm de outras instituições e, por essa característica, jamais terá uma pesquisa interna quantitativamente maior do que a produzida pelos pesquisadores de fora. Entretanto, é preciso manter uma pequena equipe científica, com produção própria e em padrão de competitividade mundial, sem o quê os pesquisadores que demandam o LNLS ficariam sem interlocutores adequados. Inclusive, vários trabalhos científicos – dos quase 2 mil já publicados entre 1997 a 2008 em revistas indexadas - ocorreram com a ação de grupos mistos, isto é, incluindo os pesquisadores do LNLS.
Para atrair novos pesquisadores de alto nível e manter os atuais motivados, temos que manter a qualidade da infraestrutura e dar mais condições de pesquisa para o pesquisador interno, desonerando-o de atividades que não são exatamente as relacionadas ao desenvolvimento de estudos. Outra ação é estimular os pesquisadores, e também técnicos e engenheiros, a realizar projetos desafiadores. É enxergar os problemas importantes da atualidade e incitar a equipe a resolvê-los.Em sua opinião, quais são os principais desafios da instituição?
Diria que temos cinco grandes desafios hoje. O primeiro certamente é o desafio permanente do LNLS de operar e aperfeiçoar uma infraestrutura complexa que inclui a Fonte de Luz e vários outros laboratórios, como de microscopias, microfabricação e síntese química. Aqui são desenvolvidas pesquisas que, se não fosse o LNLS, só poderiam ser realizadas no exterior. Temos um padrão alto para execução de nossas atividades e precisamos aprimorar sempre a instrumentação (a confiabilidade da Fonte de Luz em 2008 foi de 98%) e a forma como atuamos. Os pesquisadores-usuários ao chegarem ao campus, em Campinas, precisam que tudo esteja funcionando muito bem. Somente no ano passado passaram pelo LNLS quase 2 mil cientistas, que realizaram 653 projetos de pesquisa em vários laboratórios.
O segundo desafio, certamente, é o projeto da nova Fonte de Luz. O terceiro é aproximar cada vez mais o LNLS do setor produtivo. O quarto é continuarmos divulgando a ciência, principalmente junto a estudantes e comunidade leiga. E o quinto é atuar de maneira simbiótica na nova estrutura da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), organização social que opera para o MCT, o LNLS e que passou a operar também o Centro de Biologia Molecular Estrutural (CeBiME) e o Centro de Tecnologia do Bioetanol (CTBE). Tenho certeza de que o LNLS, o CeBiME e o CTBE podem realizar muita ações em conjunto, avançando sempre em áreas como física, química, biologia e ciências dos materiais.Qual vai ser o orçamento do LNLS neste ano e onde esses recursos serão aplicados?
Para realizar pagamento de pessoal, suporte aos pesquisadores-usuários, aquisição de energia e de matérias-primas para construir instrumentação científica, além dos gastos gerais com manutenção e aperfeiçoamento, o contrato de gestão entre a ABTLuS e o MCT prevê para 2009 o montante de R$ 28,8 milhões, dos quais R$ 24,4 milhões já foram pactuados.
Com relação ao contrato de gestão, estamos ainda em negociação com o MCT, pois há também o projeto da nova Fonte de Luz, sendo necessário um repasse específico para que o LNLS possa enfrentar este grande desafio. No mais, para as atividades de pesquisa e inovação de um laboratório desta magnitude, são aportados também recursos de agências de fomento e de empresas, via convênios.O LNLS é uma instituição associada à ABIPTI. Como o senhor analisa a importância da associação no cenário da CT&I do país?
O trabalho realizado pela ABIPTI é bastante relevante, pois busca abrir canais de comunicação entre instituições de pesquisa e empresas. Somos filiados de longa data da associação e certamente esta parceria crescerá no mesmo bom ritmo que vem crescendo também o programa de interação do LNLS com a indústria.
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2 - ABIPTI apóia prêmios Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo ConscienteA ABIPTI é uma das instituições que está promovendo os prêmios Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente. As premiações, organizadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), já estão com as inscrições abertas.
A realização dos prêmios está a cargo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Defesa Nacional (MDN), Meio Ambiente (MMA), Integração Nacional (MI), Minas e Energia (MME), Relações Exteriores (MRE), Turismo (MT), Saúde (MS), Fazenda (MF), Ciência e Tecnologia (MCT), e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
O Prêmio Professor Samuel Benchimol tem o objetivo de promover a reflexão sobre as perspectivas econômicas, tecnológicas, ambientais e sociais para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e fomentar a interação permanente entre os setores governamentais, empresariais, acadêmicos e sociais da região. Os autores dos projetos irão concorrer a prêmios de até R$ 65 mil. A entrega será feita no dia 4 de dezembro, na Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia, em Porto Velho (RO).
No caso de serem selecionados três projetos em uma mesma categoria, o primeiro colocado receberá o valor de R$ 30 mil, o segundo R$ 20 mil, e o terceiro R$ 15 mil. Se forem escolhidos dois projetos, caberá ao primeiro colocado receber R$ 40 mil e o segundo receberá R$ 25 mil.
Já o Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente visa incentivar o maior número possível de pessoas do Brasil a investir o melhor de suas competências estratégicas e empreendedoras na criação de soluções concretas e viáveis para o desenvolvimento econômico e social da Amazônia, sem a destruição de ecossistemas. Ele contempla as categorias: Jovem, autor com idade de até 35 anos; Intermediária, autor com idade acima de 35 e até 60 anos; e Sênior, autor com idade acima dos 60 anos.
Samuel Benchimol
Samuel Isaac Benchimol, nascido em Manaus (AM), no dia 13 de julho de 1923, foi escritor, acadêmico, pesquisador e empresário. Como professor, Benchimol lecionou por aproximadamente 50 anos, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em cursos de economia e direito. Ele sempre defendeu a necessidade de que o desenvolvimento sustentável da Amazônia deve respeitar quatro parâmetros e paradigmas fundamentais: ser economicamente viável, ecologicamente adequado, politicamente equilibrado e socialmente justo.Informações sobre os prêmios podem ser obtidas no site www.amazonia.desenvolvimento.gov.br.
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3 - Embrapa Tabuleiros Costeiros se associa à ABIPTIO Centro de Pesquisa Agropecuária dos Tabuleiros Costeiros, uma das 37 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), localizado em Aracaju (SE), se associou novamente à ABIPTI.
A Embrapa Tabuleiros Costeiros já havia feito a adesão ao ciclo 2004/2005 do Programa de Excelência na Pesquisa Tecnológica da ABIPTI, quando iniciou a implantação de um novo modelo de gestão por excelência na unidade, baseando-se nos fundamentos de excelência da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ).
De acordo com Nilo Sérgio Dias Dantas, assessor do centro de pesquisa, a convivência com a ABIPTI naquele ciclo foi o marco inicial das principais mudanças e aprimoramentos das práticas gerenciais da unidade.
“Dentre elas posso citar o uso continuado de práticas de planejamento, como: reuniões anuais de avaliação do desempenho; oficina anual de auto-avaliação da gestão; oficina anual de planejamento da pesquisa; elaboração anual do Plano de Melhoria da Gestão - PMG; planejamento estratégico participativo e tantas outras alcançadas pela nossa unidade de pesquisa em razão dessa parceria”, avalia.
Para Nilo, voltar a se associar à ABIPTI e participar do Programa de Excelência na Gestão, ciclo 2009/2010, representa o aprimoramento contínuo do processo de melhoria na gestão que a Embrapa Tabuleiros Costeiros deu início em 2004.
Missão
A missão do centro é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura nos tabuleiros costeiros em benefício da sociedade brasileira.Segundo Nilo, a empresa contribui para o desenvolvimento regional deste ecossistema, constituído de duas unidades de paisagem, que são os tabuleiros costeiros e a baixada litorânea.
“Nestes locais perpassam as áreas de maiores precipitações pluviométricas de sete Estados do Nordeste, desde o sul da Bahia até a divisa do Ceará com o Piauí, perfazendo uma área de abrangência de 10 milhões de hectares”, explica.
A Embrapa Tabuleiros Costeiros conta com quatro campos experimentais e 12 laboratórios. Sua linha de atuação abrange, entre outros: zoneamento de risco climático das principais culturas agrícolas; melhoramento genético e adaptação de cultivares de milho, feijão, mandioca, coco, ovinos; sistemas de produção para as principais culturas, criações e aqüicultura na área úmida do Nordeste; adaptação de espécies cultivadas com potencial de contribuir para a região.
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4 - PR ganha planta de insumos estratégicos para a saúde e unidade do Instituto Carlos ChagasFoi inaugurada, no dia 4, no Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em Curitiba (PR), a planta de insumos estratégicos para a saúde e o Instituto Carlos Chagas (ICC), que é uma unidade técnico científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O evento contou com a participação do governador do Estado, Roberto Requião, do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e da secretária de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), Lygia Pupatto.
A planta, pioneira no país, será usada na produção dos reagentes necessários para detectar a AIDS (HIV) e a hepatite C (HCV). A iniciativa recebeu investimentos de R$ 17 milhões, dos quais R$ 5 milhões são oriundos do governo federal. A estrutura ocupa uma área de 2 mil m², formada por oito salas de produção, equipadas com sistemas de alta tecnologia.
Já o ICC, localizado no campus do Tecpar, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ocupa uma área de 2,4 mil m². O instituto, que é responsável por diversas pesquisas na área de virologia, conta com cerca de 100 colaboradores, 12 pesquisadores, 26 doutores e 15 mestres que desenvolvem projetos na área da saúde, como os estudos sobre a dengue e o hantavírus, zoonose causada por roedores contaminados pelo vírus Sin Nombre.
“Estamos dando prioridade aos investimentos na área da saúde e em firmar o Brasil como centro de referência em pesquisas na área da doença de Chagas”, disse Claude Pirmez, vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz.
Na oportunidade, foi firmado um acordo de cooperação entre o Ministério da Saúde (MS), o governo do Paraná, a Fiocruz, o Tecpar, a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
A parceria visa, além de baratear os custos dos estudos na área de saúde, expandir o desenvolvimento de pesquisas tecnológicas, com destaque para a produção de medicamentos que controlam os vírus da AIDS (HIV) e da hepatite C.
O governador do Paraná, Roberto Requião, disse que a parceria com a Fiocruz será estratégica para o desenvolvimento de estudos tecnológicos na área da saúde. “Ao investir em pesquisas, o governo consegue priorizar as necessidades da população”, afirmou o governador.
Na ocasião, o ministro da Saúde destacou a importância da primeira unidade da Fiocruz no Sul do país. "A unidade vai fazer pesquisas, qualificar pessoas e desenvolver plataformas importantes para a saúde", disse Temporão.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, afirmou que, com a iniciativa, o Paraná demonstra ao país que tem papel fundamental no desenvolvimento de tecnologias de última geração. “Essa é uma nova concepção de como podemos avançar em novas tecnologias na saúde”.
A Fiocruz e a Seti são instituições associadas à ABIPTI.
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5 - Cesar-PE é reconhecido como uma das instituições mais inovadoras do paísCom mais de 13 anos de atuação no Brasil e no exterior, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar-PE) recebeu, no dia 7, na sede do Sistema Fecomércio, em São Paulo (SP), o prêmio “As Empresas mais Inovadoras do Brasil”.
A iniciativa, resultado de uma parceria entre a revista Época Negócios e o Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), identificou e concedeu o prêmio às entidades de maior destaque do país no quesito inovação.
Em entrevista ao Informe ABIPTI, o superintendente do Cesar, Sergio Cavalcante, destacou a importância da premiação. “Receber este reconhecimento nos incentiva ainda mais a investir no modelo de inovação aberta, o Open Innovation, com ênfase nos processos de geração de produtos e serviços inovadores. Esta atuação resume, em tese, a nossa participação no mercado”, afirma Cavalcante.
De acordo com ele, entre os critérios de avaliação do prêmio estão os cuidados das instituições em relação à inovação, tais como o processo de planejamento da inovação e sua inserção nas estratégicas da organização, bem como os resultados alcançados pelo processo de inovação e as práticas adotadas pela entidade para garantir a obtenção desses resultados.
O superintendente lembra que um dos destaques na avaliação da revista Época Negócios foi a rede interna do Cesar, chamada A.M.I.G.O.S, que é um ambiente multimídia voltado para a integração corporativa e a gestão de conhecimento organizacional. “Na rede, as comunidades debatem sobre as novas tecnologias, as tendências de mercado, entre outros assuntos”, diz.
Cesar
Além do reconhecimento por meio do prêmio “As Empresas mais Inovadoras do Brasil”, o Cesar foi contemplado pela revista Info, em 2005, como a melhor empresa de serviços de software e pelo prêmio Finep, em 2004, como a mais inovadora instituição de pesquisa do país.O centro oferece produtos e serviços que cobrem todo o processo de geração de inovação, desde a idéia até a execução de projetos para empresas e indústrias nos setores de telecomunicações, eletroeletrônicos, financeiro, energia, mídia, saúde e agronegócios.
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6 - Inpa completa 55 anos de atuação em prol do desenvolvimento da região amazônicaGerar e disseminar conhecimentos e tecnologias, além de capacitar recursos humanos para o desenvolvimento da Amazônia. É com esta missão que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) completou, no dia 27 de julho, 55 anos.
Em meio às comemorações, realizada na sede do instituto, em Manaus (AM), foi lançada a segunda edição da revista de divulgação científica “Inpa-Ciência para todos”, publicação editada pela assessoria de comunicação do instituto.
“O aniversário de 55 anos do Inpa tem muita importância ao considerar o comprometimento desta instituição com o desenvolvimento sustentável do bioma e da população amazonense”, disse o coordenador de Extensão, Carlos Roberto Bueno.
Em entrevista ao Informe ABIPTI, o coordenador ressaltou as atividades do instituto ao longo dos 55 anos e mencionou as áreas temáticas de atuação, que são tratadas em quatro focos. São elas: biodiversidade, tecnologias, dinâmica ambiental e sociedade e meio ambiente.
Na área de pesquisa, o Inpa é dividido em 12 coordenações: botânica, ecologia, aqüicultura, entomologia, ciências da saúde, biologia aquática, tecnologia de alimentos, ciências agronômicas, produtos naturais, produtos florestais, silvicultura tropical, clima e recursos hídricos.
De acordo com o coordenador, as coleções científicas do Inpa, consideradas as maiores da Amazônia, têm por finalidade manter representantes da biodiversidade amazônica e elaborar bancos de dados para fins de pesquisa e geração de novos produtos.
“O principal resultado das pesquisas do Inpa é a geração de oportunidades de renda e trabalho para a população, a partir do uso sustentável de recursos naturais”, apontou o coordenador.
Em relação às atividades do instituto para o desenvolvimento da região amazônica, Bueno salientou que o Inpa dispõe de dois locais de visitação: o Bosque da Ciência e o Jardim Botânico Adolpho Ducke.
Juntos, em sua opinião, os locais representam importantes canais de relacionamento com a sociedade e, anualmente, recebem cerca de 120 mil visitantes. Ambos têm o objetivo de fortalecer o turismo ecológico e científico, como alternativa sustentável para a região.
Segundo Bueno, o instituto realiza projetos de inclusão social de forma a abranger populações residentes no entorno das áreas experimentais e reservas, assim como alunos do interior da Amazônia. As atividades objetivam levar os profissionais e alunos ligados à pesquisa e pós-graduação do Inpa para as comunidades.
Para ele, a importância das ações desenvolvidas pelo Inpa em 55 anos de existência pode ser traduzida na presença da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) na sociedade, seja por meio da geração de riquezas com produtos da Amazônia, ou no aumento da influência e participação dos resultados das pesquisas na formação de políticas públicas adequadas para a região amazônica.
O coordenador destacou também o aumento das oportunidades de emprego e renda que as atividades promovidas pelo instituto realizam, visando a construção de um ambiente mais integrado entre a sociedade, o setor produtivo, as instituições públicas e o Inpa.
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7 - Cetec é premiado no 64º Congresso da ABA Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) foi contemplada com o Prêmio Luiz Dumont Villares. A premiação foi entregue no dia 13 de julho, durante a cerimônia de abertura do 64º Congresso Anual da Associação Brasileira de Metalurgia, Minerais e Mineração (ABM), realizado em Belo Horizonte (MG). A instituição foi reconhecida por conta do projeto “Influência de tratamentos térmicos na formação de fases em substratos de silício para células solares depositados por aspersão a plasma atmosférico”.
O trabalho venceu a categoria “Aços e Tratamentos Especiais”. Ele foi desenvolvido pelos pesquisadores Igor Alessandro Silva Carvalho, Ricardo Luiz Ribeiro e José Roberto Tavares Branco, todos do Setor de Materiais Ópticos e Eletrônicos (SDO) da fundação. O projeto contou com a parceria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Para Igor Carvalho, receber a premiação é uma recompensa pelo esforço e trabalho da equipe do Laboratório de Aspersão Térmica do Cetec. Ele destaca que em Minas Gerais a equipe da fundação foi a única contemplada dentre os 17 prêmios distribuídos para o Brasil durante o evento. “Sentimos com esse reconhecimento que ainda vale a pena enfrentar todos os percalços e dificuldades diárias do setor dentro da real situação da pesquisa no país”, diz.
De acordo com Carvalho, o trabalho premiado faz parte de resultados da aplicação de design tecnológico e engenharia de materiais nos estudos iniciais de elaboração de um dispositivo para baratear o custo de produção de energia solar. Segundo ele, um dos maiores problemas da disseminação da tecnologia fotovoltaica é o custo de fabricação de seus dispositivos.
“A matéria prima requerida e os processos de produção são caros. O trabalho propõe a utilização de uma tecnologia alternativa de deposição de lâminas de silício que servem de camada absorvedora da luz de sol em células solares”, explica.
Essa tecnologia é conhecida como Asperção Térmica a Plasma Atmosférico (ATP) e é amplamente utilizada para a produção de recobrimentos diversos, mas até então não era utilizada com sucesso para o preparo de dispositivos de células solares. “O mérito do trabalho é conseguir estabelecer uma metodologia de análise das dificuldades do processo de deposição por ATP, apresentando experimentos que propõem soluções para a associação de diferentes materiais na produção desse dispositivo”, afirma.
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8 - Assembléia Geral da União Astronômica Internacional conta com a participação do InpeUm grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) participou, de 3 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ), da 27ª Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). Pela primeira vez, o evento, considerado o maior da astronomia mundial, foi realizado no Brasil.
De acordo com o instituto, cerca de dois mil cientistas de todo o mundo apresentaram trabalhos que abrangem desde o sistema solar, até estudos que decifram os primórdios do Universo.
Na ocasião, os pesquisadores do Inpe mostraram resultados de vanguarda sobre a evolução de galáxias, as estrelas compactas, os sistemas binários, as regiões de formação estelar, além de cosmologia e astropartículas. “Esses trabalhos estão na fronteira do conhecimento científico e visam compreender os processos físicos que regem o nosso Universo e os seus constituintes”, afirma o chefe da Divisão de Astrofísica do Inpe, Oswaldo Duarte Miranda.
Segundo o Inpe, a Assembléia da IAU no Brasil é ainda mais significativa por 2009 ter sido o Ano Internacional da Astronomia, em comemoração aos 400 anos das primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Os astrofísicos brasileiros acreditam que o evento servirá para aprimorar as pesquisas nacionais na área, aumentar a cooperação internacional, além de mostrar à população o reconhecimento internacional que os estudos de astronomia brasileiros vêm recebendo.
Informações sobre a 27ª Assembléia Geral da IAU podem ser obtidas no site www.astronomy2009.com.br.
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9 - Instituto Tecnológico Vale distribui bolsas de mestrado e doutoradoO Instituto Tecnológico Vale (ITV), que coordena as ações de tecnologia da Companhia Vale, lançará, no segundo semestre deste ano, dois editais que terão como objetivo principal o estímulo à produção de pesquisas científicas e o desenvolvimento econômico de base tecnológica do Pará, Estado onde a empresa atua mais intensamente. Os editais estarão abertos a projetos de pesquisadores de qualquer instituição brasileira.
Serão disponibilizadas bolsas de mestrado e doutorado por meio de chamadas públicas. A ação é fruto de uma parceria da companhia, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect-PA) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).
Em dezembro do ano passado, quando foi criado, o ITV lançou um primeiro edital que contemplou 64 alunos de mestrado e 20 de doutorado, que receberam as bolsas do instituto, por meio de um investimento global de R$ 4 milhões oriundos da Companhia Vale.
De acordo com o diretor do ITV, Luiz Mello, a seleção dos projetos foi organizada em duas etapas. A primeira, realizada pela Fapespa, analisou o mérito acadêmico dos projetos. A segunda contou com a participação de técnicos especialistas de diversas diretorias da mineradora, que se juntaram para formar o Comitê Vale, responsável pela temática dos projetos.
Em entrevista ao Gestão C&T online, Mello explica que foram contemplados trabalhos de áreas distintas, como ecologia aquática, genética, neurociência, biologia molecular, geologia, botânica e ciência da computação. "Houve preocupação do instituto em escolher temas diversos, que não necessariamente tivessem interesse direto com a área da mineração, desde que apresentassem excelência acadêmica", afirma.
Segundo Mello, para centralizar as ações de tecnologia e pesquisa do instituto, alavancar parcerias e integrar com mais eficiência a empresa com a comunidade, o próximo passo do ITV será construir, até o fim de 2011, uma sede própria. Atualmente, o instituto está localizado na matriz da companhia, no Rio de Janeiro (RJ), e funciona como um departamento.
"O nosso objetivo no futuro é se tornar uma versão brasileira do Massachusets Institute of Technology (MIT), centro americano de excelência em pesquisa e tecnologia. Para que isso seja possível é preciso que o ITV tenha anos de investimento e dedicação", diz.
Ele não divulgou o valor das bolsas, apenas informou que cada uma delas será contemplada com recursos adicionais de R$ 5 mil para as bolsas de mestrado e R$ 7,5 mil para as de doutorado. Esses valores poderão ser utilizados pelos bolsistas para participar de congressos em outros Estados, que sejam referentes aos projetos que eles desenvolvem.
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EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
Presidente:
Isa Assef dos Santos
Vice-Presidentes:
Alfredo Gontijo de Oliveira,
Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
Michel François Fossy
Informe ABIPTI
Jornalista Responsável:
Bianca Torreão (DF-3520/JP) -
bianca@abipti.org.br
Web Designer:
Oscar Júnior -
junior@abipti.org.br
Reportagem:
Bianca Torreão
Isadora Lionço -
isadora@abipti.org.br
Apoio:
Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Entidades Parceiras:
Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec