Setembro de 2009 — Nº 005 — Ano 1

 

1. Entrevista - Kleber Gomes Franchini

2. ABIPTI realiza Assembléia Geral Extraordinária

3. Projeto Caipora viabiliza uma fiscalização ambiental mais precisa

4. ABNT e Instituto Argentino de Normatização e Certificação firmam parceria

5. Inpe é destaque no cenário de pesquisa espacial

6. CPP envida esforços para garantir a sustentabilidade do Pantanal

7. Reconhecimento da OCDE permitirá aos laboratórios nacionais alavancar com as exportações de testes laboratoriais

8. Diretor do Sapiens Parque assume presidência da Iasp

 

1 - Entrevista - Kleber Gomes Franchini

      
O diretor do Centro de Biologia Molecular Estrutural (CeBiME), Kleber Gomes Franchini, destaca, em entrevista ao Informe ABIPTI, que uma das suas prioridades será transformar a instituição em um laboratório nacional. 

    Ele também aponta a necessidade de atuar em uma nova configuração, já que até o mês de maio o CeBiME era um centro incubado dentro do LNLS. Para dar legitimidade a esse processo, uma das primeiras providências tomadas foi criar uma Comissão de Avaliação Científica independente, que tivesse como objetivo atuar como uma instância de avaliação e aconselhamento das atividades do CeBiME. “Convidamos profissionais de reconhecido mérito científico para avaliar o centro”, afirma. Veja, a seguir, a íntegra da entrevista.

O senhor poderia citar algumas das prioridades da sua gestão? 

    Posso citar duas grandes prioridades: a primeira é fortalecer o centro como um laboratório nacional. Ou seja, um laboratório que alie a realização de pesquisa interna de qualidade à oferta de infra-estrutura para que pesquisadores do Brasil possam realizar nele suas pesquisas. Estamos trabalhando para que o CeBiME seja cada vez mais aberto e que possa ser um espaço fomentador de ciência. 

    A segunda prioridade é estabelecer vocações. No CeBiME, não há restrições de pesquisas para uso das instalações. Acreditamos que se um projeto já recebeu o aval de uma agência financiadora ele está apto a utilizar nossas instalações. Contudo, queremos ir além. Estamos neste momento elaborando programas para o centro, que visam a solução de determinados problemas.

    Para a elaboração destes programas, estamos discutindo com a comunidade sobre áreas de estudo e onde se encontram os gargalos científicos e tecnológicos nos quais podemos contribuir com soluções. Essa comunidade não é formada somente por representantes da academia, mas também da indústria, pois a principal vocação que planejamos para o CeBiME é que ele seja um centro de inovação. 

    Quais os principais desafios da instituição? 

    Neste momento os desafios, assim como as prioridades, também são dois: o primeiro é atuar em uma nova configuração. Até maio deste ano, o Centro de Biologia Molecular era um centro incubado dentro do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, o LNLS. A partir de então, passou a ser autônomo. Por entender que autonomia não é só algo escrito no papel, mas um conjunto de ações que garantem a legitimidade e o reconhecimento, uma das primeiras providências tomadas foi criar uma Comissão de Avaliação Científica independente, que tivesse como objetivo atuar como uma instância de avaliação e aconselhamento das atividades do CeBiME. 

    Convidamos profissionais de reconhecido mérito científico para avaliar o centro. Ohara Augusto, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP); Luis Barbeito, do Institut Pasteur de Montevideo; Walter Colli, do Instituto de Química da USP e presidente da CTNBio; Richard Garrat, do Instituto de Física da USP de São Carlos; Antônio Camargo, do Instituto Butantan; e Thomas Maack, do Department of Physiology da Cornell University aceitaram o desafio. 

    O relatório da reunião realizada em agosto, que será público, deve ser entregue até o final deste mês de setembro. O segundo desafio é a atuação do CeBiME como centro de inovação, com papel de coordenar ações de política científicas em suas áreas de atuação; um centro que possa realizar e permitir a interação entre a academia e a indústria. É importante destacar que o custo de se fazer biologia é muito alto e o CeBiME já é representativo de uma comunidade científica madura. 

    Qual é hoje a principal atividade do CeBiME? 

    O foco principal de atuação do CeBiME tem sido resolver a estrutura tridimensional de macromoléculas, como as proteínas, em diversas linhas de pesquisa, para assim gerar o conhecimento necessário à resolução de problemas que atingem os seres vivos. Para que isso ocorra, várias técnicas são adotadas, entre elas o estudo atômico feito com luz síncrotron (o CeBiME coordena as atividades de duas linhas de luz e do anodo rotatório existentes no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron) e com Ressonância Magnética Nuclear (temos dois destes equipamentos). 

   Como a academia e a indústria podem utilizar as instalações do CeBiME?

   O CeBiME é um centro singular para a realização de experimentos porque, além de ter laboratórios como os de Biologia Molecular, Espectroscopia e Calorimetria, Espectrometria de Massas e Ressonância Magnética, com equipamentos de ponta, é o único centro da América Latina que integra um complexo laboratorial no qual há, entre outros equipamentos sofisticados, uma Fonte de Luz Síncrotron. 

    Tanto a academia quanto a indústria podem utilizar o CeBiME e estamos reestruturando nosso modo de operação para facilitar o uso das instalações pelos pesquisadores e empresas. Se o profissional já tiver o seu trabalho avaliado pela comunidade científica (como agências de fomento), bastará marcar um horário de uso do equipamento. Nada mais. Isso, claro, se o resultado dos experimentos for público. Caso se queira manter sigilo sobre o que é feito, a academia e a indústria podem contar com o nosso setor de convênios e projetos. 

    Durante a sua posse, o senhor apontou a necessidade de valorização dos profissionais do centro. Como isso será feito?

   Isso se dá por meio de um conjunto de ações que envolvem, inclusive, o fortalecimento do próprio centro. Estamos no CeBiME avaliando linhas de pesquisa e revendo funções, buscando tirar dos pesquisadores funções administrativas desnecessárias ao mesmo tempo em que buscamos traçar novos desafios e manter uma condição adequada para a permanente capacitação. 

    Ao realizarem projetos, os pesquisadores do CeBiME não só produzem ciência, mas também se capacitam a dar o suporte de conhecimento científico e tecnológico necessário ao usuário - algo essencial em um laboratório nacional que se predispõe a atuar com equipamentos e pesquisa de ponta - pois uma ciência forte é o que CeBiME busca oferecer sempre..

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2 - ABIPTI realiza Assembléia Geral Extraordinária

   A ABIPTI realizará, no dia 6 de outubro, às 8h30, em Brasília (DF), a sua 23ª Assembléia Geral Extraordinária. O encontro será organizado de forma “online” para contar com uma maior participação por parte das entidades associadas.

   Durante a assembléia, será discutida uma proposta de alteração estatutária, que foi elaborada com vistas a melhor adequação às necessidades operacionais e administrativas da associação. A primeira convocação será realizada das 8h30 às 9h, quando serão contados os associados presentes (logados), por meio de identificação previamente encaminhada para esse fim. Já a segunda convocação acontecerá das 9h às 9h30. A terceira convocação ocorrerá a partir das 9h30.

   A partir de então será instalada a Assembléia Geral e iniciada a pauta, sendo que o associado deverá seguir as instruções de participação e votação. Até às 12h será encerrada a reunião e até às 18h será disponibilizada na página da Abipti a ata da mesma. Cada associado terá direito a um voto na Assembléia Geral se estiver adimplente com as suas obrigações sociais.

   Informações sobre a assembléia podem ser obtidas pelo telefone (61) 3348-3131.

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3 - Projeto Caipora viabiliza uma fiscalização ambiental mais precisa

   O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) desenvolveram um projeto, intitulado Caipora, capaz de viabilizar uma fiscalização ambiental mais ampla e precisa, por meio de um equipamento protótipo de monitoramento ambiental. 

    Segundo o pesquisador do INT, Alexandre Benevento, o Caipora permite a leitura de sensores diversos, que transformam variáveis físico-químicas em sinais elétricos, e seus dados são transformados em informação relevante para o monitoramento. “Por exemplo, para água, parâmetros como temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, pH e turbidez”, explica. 

    Benevento ressalta que essas informações são armazenadas numa memória de estado sólido e transmitidas via telemetria para centros de controle ambiental. “Se necessário, o equipamento pode efetuar ações nos locais de monitoramento em resposta às leituras efetuadas, ou por solicitação remota do centro de controle”.

    A necessidade do projeto surgiu ao se constatar que os equipamentos existentes para monitoramento de parâmetros ambientais em água, ar e solo são dedicados a aplicações específicas, não possuindo a flexibilidade de suportar sensores diversos. Uma outra questão, segundo Benevento, diz respeito à integridade e confiabilidade dos dados registrados. 

    “A concepção do Caipora sempre considerou que o hardware e o software do projeto possam ser auditados por instituições, para comprovar que as informações coletadas serão disponibilizadas apenas para os agentes que estão utilizando o sistema”. Esta garantia, explica o pesquisador, atribui ao Caipora a condição de Fiscal Eletrônico Ambiental, podendo vir a ser adotado pelas autoridades ambientais em seus projetos.

    Vantagens
    Para o pesquisador do CBPF, Geraldo Cernicchiaro, havendo um sensor qualquer que responda a uma grandeza de interesse do usuário, o projeto pode ser adaptado para ler este sensor e registrar as informações coletadas e transmiti-las. “Em função desta característica é que denominamos o projeto de registrador modular multipropósito. Ele não tem uma finalidade definida, se adaptando às necessidades do projeto de monitoramento ambiental”, disse.

    Cernicchiaro classifica como vantagem, além da segurança, multipropósito, e homologação do sistema, o custo de projeto e produção que, segundo ele, é extremamente baixo, principalmente quando comparado com equipamentos que não possuem a mesma versatilidade e flexibilidade.

    Segundo o pesquisador do CBPF, o próximo passo do projeto é a instalação do Caipora, ainda na forma de protótipos, em projetos práticos. Nesse sentido, os institutos têm buscado parcerias com órgãos ambientais dos governos nas esferas municipais, estaduais e federais. “Algumas aplicações estão sendo nucleadas em demandas internas do INT e do CBPF. A intenção é que tenhamos um portfólio de casos de aplicações do projeto”, comenta. 

    No entanto, Cernicchiaro ressalta que não é objetivo do INT e do CBPF comercializar o Caipora como produto. “Trabalhamos com o cenário de que, tendo a patente depositada do projeto, e equipamentos protótipos sendo usados em aplicações práticas e relevantes, será um passo natural encontrar agentes dos setores produtivos que desejem licenciar a tecnologia do INT e CBPF para produção industrial em escala comercial”, sintetiza.

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4 - ABNT e Instituto Argentino de Normatização e Certificação firmam parceria

   A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Argentino de Normalização e Certificação (Iram), celebraram, no dia 27 de agosto, em São Paulo (SP), um convênio entre os núcleos de certificação das duas instituições. 

    De acordo com o gerente geral de Certificação da ABNT, Antônio Carlos Barros de Oliveira, o acordo de cooperação mútua vincula a associação e o Iram para a execução de serviços de avaliação da conformidade de sistemas e produtos, de maneira conjunta ou complementada. “Esses serviços são realizados por auditores devidamente qualificados nos processos de certificação e nos produtos envolvidos”. 

    Ele lembra que a ABNT e o Iram gerenciam diversos programas de certificação que podem ser comuns a ambas instituições, assim como existem programas específicos a seus mercados de atuação. “O convênio não interfere na independência de cada organismo para a emissão, revisão e adoção de critérios de certificação”. 

    Segundo Oliveira, cada entidade representará comercialmente a sua parceria em todos os serviços por ela prestados em seu país e contemplados pelo objetivo do convênio. O diretor destaca a importância da parceria. “O Brasil e a Argentina são os mais importantes parceiros comerciais na América do Sul e, naturalmente, do Mercosul”, afirma. 

    Ele acredita que, ao desenvolver um trabalho conjunto, com reconhecimento mútuo, a ABNT e o Iram poderão contribuir ainda mais para o fortalecimento do comércio entre os dois países e ainda ampliar o acesso das indústrias argentinas e brasileiras a outros mercados, proporcionando um melhor posicionamento regional e internacional. “Vale ressaltar ainda que a iniciativa evitará duplicidade de trabalho, resultando em economia para as empresas que buscam a certificação”, diz. 

    A parceria também prevê a qualificação de recursos humanos e a participação nos processos de desenvolvimento e melhora dos produtos e serviços. Oliveira explica que, a partir dessa cooperação, o planejamento estratégico das entidades poderá identificar a oportunidade de novos programas em cada país, gerando a necessidade da capacitação de seus profissionais. “Sempre que isso ocorrer, será providenciado o deslocamento do profissional para receber o treinamento no país vizinho”, afirma.

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5 - Inpe é destaque no cenário de pesquisa espacial

   O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) completou 48 anos e se posiciona para ser o principal centro de P&D nacional nas áreas de espaço e meio ambiente. Os estudos desenvolvidos pelo instituto abrangem desde o desflorestamento das matas brasileiras até as origens do Universo. 

   Monitoramento de queimadas, simulações de cenários de desmatamento e mudanças climáticas e da qualidade do ar são alguns dos projetos em andamento pelo instituto, referentes à preservação do meio ambiente. Além destes, outro de grande notoriedade é o de desenvolvimento de satélites, fundamental para prover dados para este monitoramento.

   Para o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, a engenharia espacial constrói satélites para responder a diferentes desafios científicos que necessitam de dados de observação da Terra. “É preciso construir satélites que produzam dados sobre o nosso planeta e desenvolver pesquisas para transformar esses dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo”, afirma.

   Referência
   O Inpe se consolidou como referência nacional em sensoriamento remoto, meteorologia, ciências espaciais e atmosféricas, engenharia e tecnologia espacial e ciência do sistema terrestre. Mas também ocupa uma posição de destaque em âmbito internacional, como explica Câmara. “Como executor dos projetos do Programa Espacial Brasileiro, o instituto tem sido um importante vetor de modernização da indústria, cujo desempenho vem proporcionando ao país lugar de destaque no cenário espacial internacional”, conclui.

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6 - CPP envida esforços para garantir a sustentabilidade do Pantanal

   Em agosto, representantes do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), localizado em Cuiabá (MT), e do MCT se reuniram para acompanhar os termos de parceria entre as duas instituições, que prevê a estruturação de redes de pesquisa do centro e a realização de pesquisa pelas instituições que as compõem, sob a coordenação do CPP. 

   Segundo o consultor e assessor do CPP, Paulo Teixeira, essa é uma reunião de rotina, que tem ocorrido desde o início do termo de parceria. “As discussões se dão em torno do desempenho da gestão e dos resultados obtidos pelas redes de pesquisas do CPP e de como os indicadores acordados com o parceiro público estão ou não refletindo os trabalhos realizados pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)”, disse.

   Para Teixeira, o maior objetivo dessa parceria é contribuir com os tomadores de decisão na formulação de políticas públicas que garantam a sustentabilidade sócio-econômica-ambiental do Pantanal. Nesse sentido, o pesquisador explica que o CPP já estruturou redes de pesquisa, que atualmente são em número de quatro, com a finalidade de formar recursos humanos e produzir conhecimentos que contribuam com a tomada de decisão para a sustentabilidade dessas redes, que abrangem a pesca, a pecuária, a bioprospecção e os recursos hídricos. 

   “Os trabalhos realizados pelos pesquisadores ligados a essas redes já resultaram em importantes contribuições para a Lei de Gestão do Pantanal de Mato Grosso, para a Lei de Pesca de Mato Grosso do Sul e para o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente”, lembra Teixeira, reforçando que a parceria com o MCT mostra ser um importante instrumento para a superação das assimetrias regionais em CT&I. 

   CPP
   De acordo com Teixeira, todas as pesquisas realizadas pela Oscip são produtos de demanda social. Ele cita como exemplo as diversas oficinas realizadas, em que foram decididas as prioridades a serem abordadas pelos projetos em desenvolvimento pelas redes de pesquisa do CPP. 

   De posse dessas demandas, que nascem a partir da sintonia com a sociedade para a resolução de problemas específicos, são convidados pesquisadores das instituições parceiras do CPP para elaborar os projetos. “Esses projetos são executados pelas redes de pesquisa, horizontais e não competitivas, de tal modo que possamos tirar proveito das vantagens comparativas das instituições representadas”, explica. 

   Além das contribuições dadas pelo CPP à formulação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade do Pantanal, o centro também contribui para a formação de recursos humanos de alto nível, a exemplo do financiamento a trabalhos de doutorado, mestrado e iniciação científica. 

   Segundo Teixeira, o CPP deve iniciar, em breve, juntamente com as suas instituições parceiras, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (Inau). “Trata-se de um projeto de grande envergadura e que conta com financiamento do CNPq, devendo também contar com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat)”, adianta.

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7 - Reconhecimento da OCDE permitirá aos laboratórios nacionais alavancar com as exportações de testes laboratoriais

   No mês passado, o Instituto Nacional de Metrologia Normalização e Qualidade (Inmetro), por meio da Coordenação Geral de Acreditação (Cgere), realizou o 2º Workshop de Inspetores em Boas Práticas de Laboratório (BPL). O evento proporcionou a capacitação e reciclagem de pessoal, por meio da troca de conhecimento e experiência entre os inspetores de BPL. 

   De acordo com o coordenador geral de Acreditação do instituto, Marcos Aurélio Lima, além de elevar o nível das atividades relacionadas à inspeção laboratorial, os resultados do encontro serão de grande valia na preparação da visita da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) à Cgere, prevista para novembro.

   “Essa avaliação da OCDE visa alcançar o reconhecimento formal da Cgere como Autoridade Brasileira de Monitoramento da Conformidade aos Princípios das BPL, através da adesão do Brasil aos atos da organização para reconhecimento mútuo de dados laboratoriais de acordo com BPL”, afirma Lima. 

   Resultados
   
Entre os principais resultados do workshop estão a harmonização de procedimentos relacionados à condução de inspeção de laboratórios e auditoria de estudo de acordo com BPL. Estes ganhos devem-se à apresentação, discussão e experiências repassadas pelos inspetores que atuam na área.

   Para Lima, o reconhecimento da OCDE é o objetivo principal da reestruturação repassada aos inspetores. Nesse sentido, o coordenador afirma que os laboratórios nacionais poderão aumentar seus faturamentos, além de elevar as exportações de testes laboratoriais, concorrendo com países da Europa, Ásia, Ámérica, e chegando, segundo ele, a cifras de mais de US$ 200 milhões por ano.

   “Além disso, haverá o aumento de investimentos e produção, desenvolvimento de massa crítica para o Brasil, em área como a toxicologia e farmacologia”, acrescenta Lima. O coordenador ainda reforça que esse reconhecimento pela organização permitirá a empresas brasileiras, na área farmacêutica, desenvolverem os estudos necessários em laboratórios brasileiros, a baixo custo, além de registrarem seus produtos na Europa e EUA, proporcionando a participação em um mercado mundial de mais de US$ 100 bilhões por ano.

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8 - Diretor do Sapiens Parque assume presidência da Iasp

   O diretor-executivo do Sapiens Parque, José Eduardo Fiates, foi eleito, no dia 23, por unanimidade, presidente da Divisão Latino-Americana da International Association of Science Parks (Iasp). A eleição ocorreu durante a assembléia da entidade, na cidade de Monterrey, no México. 

   Para o presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Guilherme Ary Plonski, a eleição reflete os expressivos resultados das políticas públicas em prol do empreendedorismo inovador no Brasil, que completam 25 anos em 2009, e cujo marco foi o lançamento do Programa de Implantação de Parques de Tecnologia, iniciativa de 1984 do CNPq, então presidido pelo ex-secretário executivo da ABIPTI, professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. 

   “Estamos convictos de que o time da Iasp ganha um reforço notável. E a causa do desenvolvimento econômico latino-americano, propulsionado por plataformas estratégicas, ganha um porta-voz talentoso e realizador competente”, afirma. 

   Perfil 
   O novo presidente da Divisão Latino-Americana da Iasp também é diretor de Inovação da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), conselheiro e integrante do corpo dirigente da Anprotec como Líder Temático de Parques Tecnológicos. 

   Ele foi presidente dessa associação entre 2003 e 2007 e integrante do Conselho Deliberativo do Sebrae nesse mesmo período. Hoje, faz parte do Conselho Consultivo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC.

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EXPEDIENTE  ______________________________________________

   ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica

   Presidente:
   Isa Assef dos Santos

   Vice-Presidentes:
   Alfredo Gontijo de Oliveira,
   Antônio Diomário de Queiroz,
   João César Dotto,
   José Geraldo Eugênio de França e
   Michel François Fossy

   Informe ABIPTI

   Jornalista Responsável:
   Bianca Torreão  (DF-3520/JP) -
   bianca@abipti.org.br

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   junior@abipti.org.br  

   Reportagem:
   Bianca Torreão
   
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   Entidades Parceiras:
   Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
   Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
   Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
   Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
   Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec