Outubro de 2009 — Nº 006 — Ano 1

 

1. Entrevista - Alexandre Steinbruch

2. ABIPTI participa das atividades da Semana Nacional de C&T

3. Senado e Unesco trabalham em conjunto em prol do desenvolvimento científico

4. Acordo entre Cesar e Bites prevê o desenvolvimento de software para redes sociais

5. Pernambuco fortalece os arranjos produtivos locais de moda e confecção

6. Silvio Ramos dará continuidade ao trabalho de difusão da CT&I nos municípios

7. Programa AEB Escola desperta interesse dos alunos na área espacial

8. Diretor do INT é condecorado com a medalha “Amigo da Marinha”

9. Inovação está na base de todas as políticas implementadas em Santa Catarina, diz governador

 

1 - Entrevista - Alexandre Steinbruch

      
A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) coordena, desde 2008, o Projeto para Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas Catarinenses. Em entrevista ao Informe ABIPTI, o coordenador de Projetos da instituição, Alexandre Steinbruch, fala sobre os resultados dessa iniciativa que contempla as empresas da área de tecnologia. 
   “Tem um trabalho específico sendo feito de assessoria e consultoria às empresas para que elas consigam se internacionalizar e sejam acompanhadas por consultores”, afirma. Veja, a seguir, a entrevista na íntegra.

    Quando o Projeto para Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas Catarinenses foi criado e qual foi a sua proposta? 

    O projeto foi criado em 2008 e a proposta é a internacionalização de pequenas e médias empresas catarinenses. Esse é o propósito. É um projeto que é co-financiado pela Comunidade Européia, por meio de um convênio com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que através da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) repassa o recurso de um programa que se chama Projeto de Apoio a Inserção Internacional de Pequenas e Médias Empresas (PAIIPME). 

    Desde o início do programa até agora que resultados podem ser apresentados? Quantas empresas foram apoiadas? 

    A estruturação do Escritório de Negócios Internacionais (ENI) é um dos resultados principais. O escritório foi criado no âmbito do projeto, mas é para continuar mesmo após o seu término. Dentro desse projeto, mais de cem empresas estão sendo beneficiadas nessa linha de atividades de promoção. Elas estão sendo contempladas com a participação em missões empresariais em eventos internacionais. 

    Até hoje, já foram realizados eventos para uma missão para a Espanha e uma para Portugal em busca da identificação de parceiros comerciais, parceiros tecnológicos. Esta rodada de negócios que estamos fazendo aqui em Florianópolis, durante o Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, está envolvendo em torno de 60 empresas brasileiras e mais de 50 empresas estrangeiras, vindas do Uruguai, Chile, Costa Rica, Espanha, Portugal, Eslovênia e Colômbia. Então, só nesse contexto estamos falando de mais de cem empresas beneficiadas. 

    É importante dizer que esse projeto está transcendendo o seu objetivo principal que era promover a internacionalização de empresas de Santa Catarina porque essa rodada, por exemplo, foi aberta a todas as empresas do Brasil da área de tecnologia. Ela foi desenvolvida com o apoio da Anprotec e da Apex-Brasil, dentro desse seminário.

    Dentro das ações do projeto ainda temos prevista uma rodada internacional, que deve acontecer em algum país aqui da América Latina, provavelmente o Uruguai, e uma rodada na Europa. 

    Tem um trabalho específico sendo feito de assessoria e consultoria às empresas para que elas consigam se internacionalizar e sejam acompanhadas por consultores. Isso começou com três empresas como projeto piloto e hoje, num total, estamos atendendo onze empresas. 

    Dessas empresas, a gente já tem alguns resultados práticos. Elas já estão firmando parcerias comerciais com alguns países da América Latina, já estão estabelecendo e tendo condições de fazer os seus primeiros negócios internacionais, além de ter sido desenvolvido todo um trabalho de consultoria que fizesse com que elas entendessem esse processo de internacionalização e conseguissem hoje já pensar em crescer de forma internacional. 

    Quem financia o escritório? Os recursos são oriundos de quais instituições? 

    Os recursos, especificamente desse Projeto de Internacionalização de Pequenas e Médias Empresas de Santa Catarina, são da Comunidade Européia, que entra com 40% do montante, e 60% dos recursos são da Fundação Certi. 

    As empresas que são atendidas pelo ENI são de qual área?

    Isso tudo na área de tecnologia e inovação. O ENI é um resultado que vai transcender o projeto, ou seja, mesmo com o projeto finalizando, o escritório é um resultado que deve se perpetuar e ser uma estrutura que vai dar apoio permanente. 

    Como o senhor avalia o tema internacionalização da pequena empresa?

   Hoje a empresa que vai nascer ela já tem que pensar em como se internacionalizar porque a empresa, principalmente a do setor de tecnologia, se depara com um mercado muito global. Se você não estiver ligado às novas tecnologias pode ficar obsoleto muito rapidamente, pode receber um concorrente internacional que vai tirar o seu mercado. 

   A gente tem um contraponto do processo de internacionalização que é um pouco diferente para as empresas de tecnologia que é a questão do nosso mercado interno. O Brasil é um país muito comprador e muitas vezes as empresas têm dificuldade de aceitar esse processo de internacionalização dizendo que ainda tem muita coisa para fazer no mercado interno. 

   Mas vislumbrar o mercado externo como uma oportunidade pode ter suma importância para elas porque pode dar uma estabilidade que pode gerar uma receita, melhorar a sua competitividade, auxiliar na visão dela em relação até mesmo ao mercado interno, da sua marca, de conseguir novos contratos.

    Essa é uma iniciativa coordenada por uma instituição de C&T, a Fundação Certi. Qual é a importância para a fundação desenvolver essa proposta?

   A Fundação Certi há muito tempo acompanhava esse processo e não tinha uma forma estruturada como o escritório para auxiliar essas iniciativas. Ela já desenvolvia de certa forma esse trabalho, mas não era uma coisa organizada, mas é muito importante a gente trabalhar com uma instituição dessa porque ela conhece a real necessidade das empresas. 

   As empresas de tecnologia têm uma janela de oportunidades que às vezes é muito rápida e que se você não está atento ao mercado você pode perder. A fundação conhece essas características do mercado e tem condições de entender mais rapidamente, de focalizar mais os esforços, de achar qual é a necessidade daquela empresa, identificar e auxiliá-la naquela necessidade.

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2 - ABIPTI participa das atividades da Semana Nacional de C&T

      A ABIPTI participou, de 19 a 25 de outubro, das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. A associação montou um stand dentro da tenda que foi levantada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), para divulgar as suas ações para o público.

   Durante o período, os visitantes tiveram a oportunidade de obter informações sobre a atuação da entidade e de seus associados. No stand também foram distribuídas, gratuitamente, diversas publicações sobre o tema ciência, tecnologia e inovação que integram o acervo da ABIPTI.

   “A nossa participação no evento teve um saldo positivo e o nosso stand foi muito visitado ao longo da semana. Acredito que uma atividade como essa é de suma importância para a popularização da ciência e tecnologia no país”, afirma a gerente executiva da associação, Flaudemira Paula.

   As atividades da Semana Nacional de C&T foram realizadas simultaneamente em todo o país. Com o tema “Ciência no Brasil”, o evento tem como objetivo mobilizar a população sobre a importância do setor para o desenvolvimento do país.

   Durante a abertura da semana, em Brasília, o ministro da pasta, Sergio Rezende, destacou o papel fundamental da C&T para o crescimento do Brasil. “Sem ciência e tecnologia distribuídas em todo o país não vamos conseguir mudar o nosso ritmo de crescimento, dar aquele salto de desenvolvimento econômico e social que o Brasil tem toda condição para fazer”, afirmou.

   De acordo com o ministro, o Brasil enfrenta um problema que é a falta de tradição na área de ciência e tecnologia. “A nossa ciência não é divulgada como poderia pela mídia nacional. E temos deficiências no ensino da ciência nas escolas”, disse.

   Nesse contexto, Rezende destacou a importância do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010), em execução no país. “O plano tem prioridades claras, programas, recursos orçamentários garantidos e essa iniciativa irá promover o desenvolvimento da ciência no Brasil. Temos hoje resultados sendo obtidos em todo o país”, citou.

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3 - Senado e Unesco trabalham em conjunto em prol do desenvolvimento científico

   No mês passado, o presidente do Senado Federal, José Sarney, assinou, em Brasília (DF), um memorando de entendimento com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a fim de estabelecer uma parceria institucional para a realização das festividades anuais do Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, comemorada no dia 10 de novembro.

   Durante a cerimônia, Sarney deu ênfase à contribuição da ciência para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. “As teorias políticas que foram desenvolvidas no mundo, ao longo da historia da civilização, foram incapazes de melhorar a qualidade de vida com a mesma eficácia que teve a ciência”, afirmou.

   O presidente ressaltou que um dos problemas mais importantes, que se deve ter consciência, é o que se refere ao desenvolvimento tecnológico. “O mundo do futuro não será de grandes ou de pequenos países, mas de cooperação entre países que dominam e não dominam tecnologia”, disse.

   Para Sarney, os investimentos na área de ciência e tecnologia ainda não estão à altura da sociedade brasileira. Ele destacou que um país não chegará a ser uma potência política, militar ou econômica se não for uma potência tecnológica. Segundo o presidente, o caminho da paz passa pelo desenvolvimento, este passa pela democracia, e a democracia passa pelo bem-estar social.

   O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, falou da importância da parceria com o Senado. “Que melhor lugar para termos um debate útil sobre o uso da ciência? É particularmente importante obter a certeza de que o Senado brasileiro quer usar a ciência para a paz e para o desenvolvimento. Isso tem tudo a ver com o objetivo fundamental da Unesco”, comentou.

   Memorando
   De acordo com o memorando de entendimento, o Senado e a Unesco se comprometem com o Dia Mundial da Ciência, uma iniciativa que tem como objetivo fortalecer a consciência pública do papel da ciência na promoção de sociedades sustentáveis e pacíficas, além de promover o intercâmbio nacional e internacional do conhecimento científico, assim como enfatizar os desafios enfrentados pela ciência e fomentar o apoio à promoção do desenvolvimento científico.

   Entre as ações que as duas instituições deverão desenvolver em conjunto estão: realizar projetos e atividades, de foro cultural e institucional, para a divulgação e valorização da atividade científica; mobilizar a juventude escolar brasileira em torno da causa, por meio de concursos de redação e feiras de ciência; buscar o engajamento da comunidade científica nas comemorações da data; instituir menção honrosa, a ser conferida anualmente a cidadãos brasileiros e instituições nacionais de destaque; entre outros.

   ABIPTI
   Convidada a participar da solenidade, a ABIPTI foi representada pela sua gerente executiva, Flaudemira Paula. De acordo com ela, a assinatura do memorando vem ao encontro do esforço do país na proposta de promoção do desenvolvimento da ciência e tecnologia. “Ações como esta são fundamentais para alavancar a CT&I e contribuir para que o país se torne uma potência na área”.

   Segundo Paula, a ABIPTI se sente homenageada em receber o convite, uma vez que a iniciativa está relacionada à missão da associação, que é representar e promover a participação das instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico no estabelecimento e na execução da política de desenvolvimento nacional.

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4 - Acordo entre Cesar e Bites prevê o desenvolvimento de software para redes sociais

   

   No mês de setembro, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) assinou um acordo com a Bites, empresa com foco no planejamento estratégico de Web 2.0, para o desenvolvimento de softwares de interpretação semântica de redes sociais. “O acordo promove a combinação da tecnologia de ponta do Cesar e o conhecimento de mercado obtido pela Bites em anos de atuação no mercado”, explica Bruno Pereira, líder de desenvolvimento do projeto no Cesar.

   Segundo Pereira, a proposta irá trazer mais relevância e consistência na avaliação dos dados dispersos nas redes sociais, oferecendo análise estatística e qualitativa dos dados recolhidos. O projeto também prevê a atuação junto às empresas para a definição de estratégias em função das informações recolhidas das redes.

   O pesquisador explica que a iniciativa partiu da percepção de mercado, na qual se verificou a necessidade do desenvolvimento de novas ferramentas voltadas para aquele universo. “Há uma série de serviços que contemplam apenas uma vertente da análise de redes sociais, pesquisas estatísticas. E mesmo as que possuem algum tipo de análise qualitativa pecam por não possuírem um time especializado que auxilie as empresas a definirem estratégias em função das informações obtidas”, ressalta.

   Usuários
   O foco de atuação da proposta são as empresas às quais grande parte dos serviços serão destinados. Quanto aos usuários de internet, o pesquisador observa que eles poderão ter acesso às ferramentas desenvolvidas pela equipe de forma direta ou indireta. “Entretanto, mesmo não tendo acesso direto a alguns serviços, os usuários poderão baixar relatórios emitidos de tempos em tempos pelas instituições, sejam elas Cesar ou Bites ou as mesmas que contrataram os serviços”, disse. 

    O primeiro produto a ser desenvolvido será um serviço de análise do Twitter, uma das redes que mais cresce em porcentagem de usuários por mês no Brasil. De acordo com Pereira, o Twitter foi escolhido por possuir características peculiares para as empresas. “Um exemplo é a capacidade de medir momento a momento o que é falado sobre a empresa e também a possibilidade de interagir ao espaço de alguns caracteres com uma grande quantidade de pessoas”, conclui.

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5 - Pernambuco fortalece os arranjos produtivos locais de moda e confecção

   

   Promover o fortalecimento do Arranjo Produtivo da Confecção e da Moda em Pernambuco. Essa é a proposta da Rede Tecnológica da Moda e Confecção (Rede Moda), em discussão no Estado. A entidade irá integrar o Centro Tecnológico da Moda (CT Moda), em Caruaru, gerenciado pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), aos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) de confecção no Estado.

   De acordo com a superintendente de Inovação Tecnológica do Itep, Márcia Lira, está prevista a implantação de uma rede lógica que irá conectar vários CVTs de confecção ao CT Moda. Essa iniciativa, segundo ela, irá permitir o desenvolvimento de atividades em três eixos de atuação, como Educação Profissional, Fortalecimento Empresarial e Inovação Tecnológica.

   Os investimentos somam R$ 2,05 milhões, dos quais R$ 500 mil serão repassados pelo MCT e R$ 1,35 milhão oriundo de emendas parlamentares. Os R$ 200 mil restantes são provenientes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado. “A intenção é conjugar esforços de educação profissional, capacitando a população para o mundo do trabalho, e de fortalecimento empresarial, gerando postos de trabalho para fixação desta força de trabalho no município”, analisa Lira.

   Para a superintendente, é preciso acelerar o processo de troca de informações entre as cidades e unir forças para o fortalecimento das unidades produtivas nos arranjos produtivos locais. Nesse sentido, a Rede Moda irá viabilizar a educação a distância, fomentar pesquisas, dar uma visão mais ampla do mercado aos produtores e colocá-los em contato mais estreito com as políticas públicas de desenvolvimento.
Capacitação

   A Rede Tecnológica da Moda será a primeira fase da Rede Tecnológica de Pernambuco, cujo objetivo geral é promover a capacitação da população e da melhoria da competitividade tecnológica empresarial nos arranjos produtivos locais do Estado.

   Nesse contexto, na área de Educação Profissional, que será voltada para gestores, empresários e trabalhadores, serão promovidos cursos técnicos presenciais e a distância, cursos de qualificação profissional presencial e a distância, gestão empresarial presencial e empreendedorismo a distância, inclusive com o apoio das escolas públicas. 

   Já na área de Inovação Tecnológica serão ofertados serviços especializados de interesse geral, certificação e padronização, além de uma rede de comunicação empresarial. E na área do Fortalecimento Empresarial, serão realizados levantamento e diagnóstico das cadeias produtivas, estudos de mercado e assessoria empresarial, rodadas de negócio e orientação e acesso a crédito.

   Necessidade
   De acordo com Lira, o setor ainda enfrenta dificuldades, como a necessidade de mão-de-obra especializada, acesso a tecnologia e a inovação. “A Rede Tecnológica da Moda vai possibilitar mais acesso a conhecimento e difusão tecnológica, assim como permitirá a troca de informações sobre processos de fabricação, introdução de soluções tecnológicas e o desenvolvimento de pesquisas, numa estratégia que hoje reúne as universidades, as instituições de pesquisa e de fomento, as associações empresariais e os trabalhadores”, ressalta.

   A iniciativa tem como parceiros a Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente do Estado, a Secretaria de Ciência Tecnologia para Inclusão Social do MCT, o Sebrae, as universidades, instituições científicas e tecnológicas, instituições de ensino técnico e profissional, assim como as prefeituras municipais e os empresários.

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6 - Silvio Ramos dará continuidade ao trabalho de difusão da CT&I nos municípios

   

   Proporcionar condições a todos os municípios de se estruturarem para elaborar e implementar políticas municipais, articuladas com as política estaduais e nacional e integradas ao Sistema Brasileiro de Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa é uma das prioridades do presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação, Silvio Ramos.

   “Para isso, vamos trabalhar pelo aumento dos recursos destinados aos municípios, e dar continuidade ao trabalho de difusão da ciência, tecnologia e inovação no âmbito dos municípios, de capacitação dos agentes municipais, da constituição de redes de relacionamento e articulação e identificação de oportunidades”, afirmou Ramos.

   Nesse sentido, o presidente do fórum reforçou a importância em estabelecer parcerias e citou algumas instituições como a ABIPTI, o MCT, as secretarias estaduais, as fundações de amparo à pesquisa (FAPs), o Sebrae, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), entre outros. “Há hoje um consenso de que o desenvolvimento de uma sociedade não pode prescindir do apoio dos avanços em ciência, tecnologia e inovação”, destaca.

   Ramos foi reconduzido à presidência do fórum no dia 7 de outubro, durante a realização da Assembléia Geral Extraordinária, em Belo Horizonte (MG), e ocupará o cargo até o primeiro trimestre de 2011.

   Balanço
   
Ramos traçou um balanço da sua gestão anterior, quando assumiu em outubro de 2007 a presidência do fórum. Segundo ele, por meio de um convênio assinado com a ABIPTI, que funcionou como Secretaria Executiva do fórum, e com o apoio do MCT, foi elaborado, em 2008, o Plano de Trabalho “O fortalecimento da ciência e tecnologia no âmbito dos municípios”.

   A iniciativa culminou na realização de quatro encontros do fórum nas regiões Norte, Sudeste, Sul e Centro-oeste, mais especificamente nas cidades de Ananindeua (PA), São Carlos (SP), Maringá (PR) e Campo Grande (MS). Juntamente com os encontros foram realizados quatro cursos de capacitação, abrangendo mais de cem gestores municipais.

   Dando continuidade às realizações, Ramos explica que, em 2009, com o encerramento do convênio, e com o apoio dos órgãos municipais, foram realizados encontros e reuniões em Campo Grande (MS), Aparecida de Goiânia (GO), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).

   “Participamos também das reuniões do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, sendo que o nosso fórum tem o destacado papel de coordenar a comissão de acompanhamento do eixo 4 do PACTI: Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social”, ressalta.

   Fórum
   
O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação foi constituído com o objetivo de promover a organização e, a partir daí, estabelecer discussões permanentes sobre as formas dos municípios se apropriarem dos avanços de ciência e tecnologia em benefício de sua população.

   Além disso, a instância também visa consolidar o espaço político das instituições e secretarias municipais encarregadas de formular, implementar e desenvolver, no âmbito local, ciência, tecnologia e inovação, assim como funcionar como instância de troca de experiências, informações e cooperação técnica entre os municípios integrantes do fórum, entre outros.

   Ramos finalizou lembrando da importância do fórum para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no país. “Cabe ao município, independentemente do seu porte, criar, manter, alimentar e modular uma atitude e ambiência favoráveis à apropriação permanente da CT&I, disponibilizar e aplicar os ativos gerados neste processo, no incremento da qualidade de vida, da qualidade da gestão local e da qualidade da relação intermunicipal, gerando desenvolvimento local e regional sustentáveis”, conclui.

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7 - Programa AEB Escola desperta interesse dos alunos na área espacial 

   

Criado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em 2003, com o intuito de despertar o interesse dos jovens pela ciência, o Programa AEB Escola conta com uma rede formada por instituições públicas e privadas, pesquisadores, professores universitários, estudantes e técnicos interessados em popularizar as ciências do espaço no ambiente escolar e na sociedade brasileira.

   De acordo com o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da AEB e responsável pelo programa, Thyrso Villela, as atividades do AEB Escola vêm se consolidando por meio da colaboração daqueles atores. “Ações cooperativas tornam o processo mais eficiente, reduzindo custos e estendendo benefícios para um maior número de pessoas e instituições”, disse.

   Dirigido às escolas de ensinos fundamental e médio de todo o Brasil, o programa formulou atividades para a divulgação de cinco temas, que são Satélites e Plataformas Espaciais; Veículos Espaciais; Astronomia; Sensoriamento Remoto; e Meteorologia e Ciências Ambientais.

   Villela explica que, para auxiliar os docentes na elaboração de metodologias para a inserção desses assuntos em sala de aula, o AEB Escola oferece cursos, palestras e oficinas para os professores. “Por meio da integração entre a comunidade escolar e as ações brasileiras no campo espacial, a AEB pretende fortalecer uma cultura do saber que possibilite ao país responder a sua capacidade de modificar, para melhor, a própria realidade”, destaca.

   O diretor ressalta que o programa visa ainda atuar como instrumento gerador de iniciativas de divulgação do programa espacial brasileiro, além de gerar ações capazes de estimular os estudantes com práticas criativas que despertem o interesse pela pesquisa e pela ciência.

   Ações
   Entre as ações do programa, Villela destaca a ênfase na formação continuada de professores, como garantia de sustentabilidade e de disseminação das ações; a realização de palestras, oficinas, exposições interativas, minicursos e concursos nas escolas e em eventos de divulgação científica; a formação de parcerias para a elaboração e distribuição de materiais didáticos e paradidáticos voltados para professores e estudantes; e a organização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), em conjunto com a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).
Interessados em apoiar as ações do AEB Escola podem entrar em contato com a coordenação do programa pelo email aebescola@aeb.gov.br.

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8 - Diretor do INT é condecorado com a medalha “Amigo da Marinha”

   O diretor do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Domingos Manfredi Naveiro, foi agraciado, no dia 5, no Rio de Janeiro (RJ), com a medalha “Amigo da Marinha”. O título foi recebido das mãos do vice-almirante Gilberto Max Roffé Hirschfeld, comandante do 1º Distrito Naval. 

   A honraria foi concedida durante a solenidade em comemoração ao Dia Nacional do Amigo da Marinha. A medalha foi dada em reconhecimento aos serviços prestados pelo INT em favor do atendimento de ideais e objetivos da Marinha do Brasil. 

   De acordo com o diretor do instituto, essa condecoração marca a aproximação do INT com a Marinha do Brasil, por meio da sua Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, que deverão firmar um acordo de cooperação. Ele lembra que há ainda uma perspectiva crescente de novos trabalhos que poderão ser desenvolvidos em conjunto pelo INT e pelos institutos tecnológicos da Marinha, em função das necessidades oriundas do Plano de Defesa. 

   “Além do mais, é pessoalmente uma honra para mim integrar a Sociedade de Amigos da Marinha e estar presente às suas discussões e atividades”, afirma.

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9 - Inovação está na base de todas as políticas implementadas em Santa Catarina, diz governador

   O tripé descentralização, internacionalização e inovação é a base para todas as políticas públicas desenvolvidas em Santa Catarina, segundo o governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira. Ele participou da abertura do 19º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, realizado no dia 27, em Florianópolis (SC), pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

  De acordo com o governador, baseado nesse tripé foi possível tornar Santa Catarina o terceiro Estado do país na produção de produtos de maior valor agregado. Silveira também lembrou dos programas de excelência na educação básica e na saúde. “Chegamos hoje a uma situação de pleno emprego. Apenas 3% da população é de analfabetos”, citou.

  No viés da inovação, ele destacou a importância de empreendimentos como os parques tecnológicos e as incubadoras de empresas existentes no Estado, além da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (Fapesc). Outra iniciativa lembrada foi a aprovação da Lei de Inovação do Estado. “Com toda uma política científica e tecnológica estamos conseguindo atingir os nossos objetivos”, afirmou.

  Em relação ao tema internacionalização, Silveira falou sobre iniciativas que foram implementadas e que são voltadas à atração de investimentos do exterior. Essas ações abrangem diversas áreas, como arte e cultura. No que diz respeito à descentralização, o governador explicou que a gestão do Estado foi levada para o interior, com um orçamento descentralizado. “Estamos indo na direção das grandes transformações que ocorrem no mundo”, disse.

  Florianópolis
  O governador ainda ressaltou que a capital catarinense se tornará, em poucos anos, um dos maiores centros de inovação do mundo. O setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no município, em 2008, faturou, aproximadamente, R$ 770 milhões. Uma evolução de 60% em relação a 2007, quando o faturamento foi de cerca de R$ 470 milhões. Ele citou iniciativas como o Sapiens Parque e a atuação da Fundação Certi no desenvolvimento das ações de C&T no município.

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EXPEDIENTE  ______________________________________________

   ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica

   Presidente:
   Isa Assef dos Santos

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