Dezembro de 2009 — Nº 008 — Ano 1
1. Entrevista - Guilherme Ary Plonski
2. Conselho Consultivo debate realização do 6º Congresso ABIPTI
3. IFMT São Vicente se associa à ABIPTI
4. Lançado regulamento do concurso que selecionará a nova marca da ABIPTI
5. Institutos participantes do Programa da Excelência na Gestão apresentam relatório
6. Projeto Vero desenvolve metodologias de navegação autônoma para veículos
7. Olimpíada estimula estudantes com aprendizagens diferenciadas
8. Pacto Nacional da Indústria Química tem o apoio à inovação tecnológica como um dos seus pilares
9. Sergio Rezende entrega Prêmio Finep de Inovação
1 - Entrevista - Guilherme Ary Plonski
Em entrevista ao Informe ABIPTI, Guilherme Ary Plonski, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), apresenta como prioridade da sua gestão a internacionalização do movimento. “Vamos continuar focalizando temas dessa natureza, com o reposicionamento do movimento para que ele tenha plataformas cada vez mais importantes para o país”, disse. Confira a entrevista:O senhor está novamente à frente da Anprotec por mais dois anos. Na sua avaliação, quais foram as principais realizações da gestão 2008/2009?
A construção de um movimento e de mudanças culturais tem um certo prazo de realização. De certa maneira, tanto os eixos que nortearam o período de 2008 -2009, quanto aqueles que se pretende que norteiem a gestão 2010-2011 são idênticos. São eixos que têm a ver com o reposicionamento do movimento e que possuem quatro dimensões.
E quais seriam essas dimensões?
A dimensão das incubadoras, mais voltadas a produtos intensivos em conhecimento. A segunda seria as incubadoras voltadas ao desenvolvimento local, social e setorial. A terceira dimensão é a dos parques tecnológicos, que é um movimento que cresceu muito, mas sem a organicidade necessária. Nesse sentido, fizemos um estudo em 2007 com uma série de propostas de políticas públicas e a sua organização. E a quarta dimensão é a cultural, de promoção do empreendedorismo inovador no mundo acadêmico, no mundo não só das universidades e outras instituições de ensino superior, mas também nas instituições de ensino técnico e tecnológico.
E a internacionalização do movimento, não seria um outro eixo importante?
Sim, esse é um outro eixo que para nós é essencial, que começou com avanços muito importantes e vai continuar. O movimento já era internacionalizado nas suas relações com todas as instituições, parcerias, intercâmbios, mas agora estamos avançando para a internacionalização no sentido das empresas brasileiras graduadas poderem ter uma extensão global, ajudar empresas incubadas ou graduadas em outros países a fazê-lo aqui também.
Então a internacionalização seria uma prioridade da gestão 2010/2011?
O ânimo é grande e vamos continuar nos próximos dois anos focalizando temas dessa natureza, reposicionamento do movimento para que ele tenha plataformas cada vez mais importantes para o país, que é a internacionalização. No que se refere à forma de trabalho, vamos continuar apostando fortemente nas parcerias que já tínhamos e em novas parcerias, na construção dessa nova agenda de inovação do país e empreendedorismo, sustentabilidade, enfim, temos uma agenda que tem eixos que são de prazo maior. É claro que os projetos e programas mudam às vezes dentro de uma mesma gestão. Nossa gestão é de dois anos, mas isso está sempre atrelado a uma visão que necessariamente é de longo prazo.
Falando em parceria, como o senhor vê, hoje, a aliança estratégica firmada entre a Anprotec, Anpei e Abipti em prol da inovação tecnológica?
A aliança estratégica foi estabelecida nos anos 90 quando o tema da inovação estava completamente perdido ou ausente da agenda. Foi uma maneira das três associações, que não são competitivas entre si, pelo contrário, são complementares, tocarem um rumo um pouco mais alto. Eu diria que o rumo foi tocado. Mas o tema da inovação hoje não precisa de rumo para ser tocado e, sim, de identificar formas de como fazer, para ser frutífera, sustentável, relevante, ser distribuída nacionalmente.
Mas o senhor acredita que essa parceria ainda é importante?
Sim. Nossa agenda muda e temos tido uma interação bastante grande com a Anpei, mas felizmente já não é somente Anprotec e Anpei ou, como na época, Anprotec, Anpei e Abipti, há outras instituições participando. A Abipti passou por um movimento específico e se reposicionou em um certo momento, ampliando o seu corpo de associados e está digerindo essa nova forma, está se reajustando. É absolutamente essencial que a aliança continue, mas de uma forma diferente, não é para salvar a inovação do esquecimento como foi nos anos 90, mas é para identificar formas mais eficazes de tornar a inovação um patrimônio do povo brasileiro.
Sobre os avanços no marco regulatório, como o senhor avalia a Lei de Inovação?
A Lei de Inovação é muito importante como um sinal de que esse tema está na agenda. Por outro lado, há questões que precisam ser melhor aclaradas porque há entendimentos diferentes por parte dos agentes do sistema de inovação, dos agentes governamentais. Há vários movimentos de buscar aprimorar essa legislação, complementá-la, mas na verdade inovação não se faz por decreto.
E qual seria o melhor caminho?
Eu diria que há três estágios. O primeiro é o da lei, onde entende-se que se faz porque a lei manda ou porque ela abre uma oportunidade. O segundo estágio é quando há uma consciência da importância econômica, do valor econômico, e o terceiro é cultural, onde a inovação é entendida como valor em si. Portanto, o marco legal é relevante, ajuda bastante, mas não é condição essencial.
O senhor poderia apontar os principais avanços dos parques tecnológicos nos últimos anos?
O principal avanço no âmbito dos parques tecnológicos é a emergência e a concretização de diversos parques. Eu diria que o avanço é o de haver um número maior de parques em operação. Por exemplo, no caso do Rio de Janeiro, a capacidade do parque tecnológico de atrair centros de pesquisa de empresas transnacionais, que tenham interesse em participar dessa fase do setor de petróleo e gás no país, é algo que responde exatamente ao objetivo que traçamos que é ajudar projetos estratégicos do país. A existência do parque tecnológico próximo a universidade, ao centro de pesquisa, foi muito oportuna e, nesse sentido, o avanço é a concretização de fatos no campo, quer dizer, tem parques operando, atraindo.
E as incubadoras não ficam para trás...
Sim, no caso das incubadoras o principal avanço eu diria que é a conscientização do papel das incubadoras ser maior do que o de cuidar das empresas incubadas que estão lá dentro. É o de serem elementos para promover e melhorar o empreendedorismo na sua cidade. Um grande exemplo é o programa Cerne, criado para responder a uma série de desafios que temos tido, como o número de atendidos e o desafio de crescimento mais rápido. E um outro ponto que abrange tanto parque tecnológico como incubadora é a inserção internacional do movimento, ajudando o país a ter essa presença.
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2 - Conselho Consultivo debate realização do 6º Congresso ABIPTIA realização do 6º Congresso ABIPTI - 2010, que acontecerá em Brasília (DF), foi um dos assuntos priorizados dentro da 1ª Reunião do Conselho Consultivo da Associação, promovida no dia 14 de dezembro, na capital federal.
A idéia central é que o Congresso ABIPTI 2010 - “Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável: Soluções dos Institutos de Pesquisas Tecnológicas e Inovação”, em sua sexta edição e já há doze anos promovendo efetivas realizações, possa ser incluído no contexto da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, como um evento ou painel que leve o conhecimento e a expertise existentes nas mais de 200 instituições associadas, contribuindo com o desenvolvimento da CT&I e suas conseqüências benéficas para a promoção da sustentabilidade do país.
Ao solicitar este espaço dentro da Conferência Nacional, a ABIPTI pretende somar esforços para promover o debate em torno da temática desenvolvimento sustentável e as soluções tecnológicas, conciliando a agenda dos dois eventos. "Essa integração vem fortalecer e agregar maior dinamismo à área tecnológica com as diretrizes governamentais", afirma a presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos.
Outro assunto que mereceu destaque durante a reunião foi a contratação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) para a elaboração do Plano de Gestão Estratégica da ABIPTI. O CGEE tem, ao longo dos últimos anos, demonstrado muita competência no delineamento de Planos Estratégicos para várias instituições governamentais, com destaque para o Plano de Gestão Estratégica da Finep.
Ao longo da reunião, Antonio Carlos Guedes e Igor Carneiro, ambos do CGEE, e Sérgio Kelner, consultor da Fundação Joaquim Nabuco contratado pelo centro para a elaboração do plano, demonstraram à presidência, vice-presidentes, Conselho Diretor e demais presentes, a metodologia e o Plano de Trabalho que será utilizado para a elaboração do Plano de Gestão Estratégica da ABIPTI, cujo objetivo é delinear as atividades da Associação para o período de 2010-2014 e a identificação dos grandes objetivos e rotas estratégicas para a instituição no horizonte temporal de 2014 a 2022. "De parabéns a parceria entre a ABIPTI e o CGEE, uma vez que o produto final virá beneficiar toda a comunidade tecnológica do país", lembra a presidente.
Informações sobre as ações da ABIPTI podem ser obtidas no site www.abipti.org.br.voltar
3 - IFMT São Vicente se associa à ABIPTIO Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT), campus São Vicente, é a mais nova entidade associada à ABIPTI. Atuando na educação profissional e tecnológica, na pesquisa científica aplicada e na extensão, o campus oferece cursos superiores nas áreas da agronomia, zootecnia, tecnologia em alimentos, tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas e licenciatura em ciências da natureza.
O instituto também apresenta um leque de oportunidades na área técnica, como os cursos em agropecuária, técnico em alimentos e técnico em informática. Complementando a sua importância no segmento da educação, o IFMT São Vicente oferece ainda uma especialização lato sensu na Cultura e Manejo do Algodão e em Educação no Campo.
De acordo com o vice-diretor geral do campus, Christian Davis Tosta, o Estado de Mato Grosso apresenta índices de crescimento maiores do que a média do Brasil e, especialmente, devido a grande participação do setor agropecuário. “Porém nosso Estado ainda exporta commodities com baixo valor agregado, de forma que o desenvolvimento científico e tecnológico deve promover a verticalização da produção, aumentado esta agregação de valor”, comenta.
Tosta lembra que o campus São Vicente também participa sobremaneira na educação e qualificação de profissionais para atender a demanda crescente, especialmente nas áreas de informática, alimentos, agropecuária e licenciaturas. “Cabe ressaltar ainda os potenciais locais endêmicos, seja através da exploração sustentável do Cerrado, Pantanal e Amazônia, através de suas essências, sabores, peixes, entre outros”, afirma.
ABIPTI
O pesquisador falou da importância em se associar à ABIPTI. Para Tosta, com a expansão da rede de educação profissional e tecnológica, o instituto tem recebido muitos jovens profissionais, que chegam a Mato Grosso com grande expectativa. Nesse sentido, a associação à ABIPTI, segundo ele, deverá ser um apoio muito importante. “Especialmente na qualificação e assessoria em projetos de pesquisa e inovação, de forma a fomentar a elaboração e execução de projetos e o acesso a recursos para pesquisa e inovação”, destaca.
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4 - Lançado regulamento do concurso que selecionará a nova marca da ABIPTIA ABIPTI disponibilizou, no dia 16, o regulamento do concurso que selecionará a sua nova marca. A participação no certame é aberta ao público em geral, tanto para pessoas físicas, quanto pessoas jurídicas, sendo permitida a apresentação de mais de um trabalho por participante.
Os interessados deverão preencher o formulário de inscrição disponível neste link e entregar as suas propostas na sede da ABIPTI, em Brasília (DF), no período de 4 de janeiro a 1º de março, das 9h às 17h, pessoalmente ou pelos Correios, via Sedex. O endereço para postagem é o seguinte: SCLN 109 Bloco C, salas 201 a 204, CEP: 70.752-530.
As propostas deverão considerar a missão da ABIPTI, ou seja, a de representar e promover a participação das instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico no estabelecimento e na execução da política de desenvolvimento nacional. Além disso, devem contemplar os objetivos da Associação, de acordo com o que está previsto no seu estatuto, disponível na sua página, na internet.
O vencedor ganhará um prêmio de R$ 1 mil. A comissão julgadora levará em consideração os seguintes critérios: conceito, legibilidade, personalidade, contemporaneidade e pregnância. Os participantes devem concorrer com propostas inéditas, que não tenham sido apresentadas em outros concursos.
A íntegra do regulamento está disponível neste link.
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5 - Institutos participantes do Programa da Excelência na Gestão apresentam relatórioO Programa da Excelência na Gestão encerra, neste mês, o seu ciclo de capacitações em 2009. Ao todo, a iniciativa contou com a adesão de 31 entidades de pesquisa científica e tecnológica de todo o país. "Tivemos um ano bastante produtivo" afirma a coordenadora do programa, Bibiana Moura.
Diversas instituições entregaram o seu relatório de gestão. Entre elas, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), o Grupo Especial de Ensaios em Vôo (GEEV) e o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes). "Gostaríamos de agradecer todas as instituições que aderiram ao ciclo e entregaram os seus relatórios", diz Moura.
Para o próximo ano, ela lembra que os participantes terão acesso às seguintes capacitações: Critérios de Excelência 2010; Elaboração do Relatório de Gestão; Examinadores Iniciantes; Balanced Scorecard (BSC); Examinador Líder; e Plano de Melhoria na Gestão (PMG). "Os cursos serão realizados em todas as regiões do país", informa.
Programa
O programa tem como objetivo geral apoiar a melhoria contínua do desempenho dos institutos de pesquisa tecnológica brasileiros, por meio do aprimoramento da gestão dos mesmos. Entre os objetivos específicos, constam: estimular e promover a implementação de práticas modernas de gestão empresarial nos IPTs; formar multiplicadores, promotores e avaliadores do Modelo de Excelência da Gestão dos Institutos; e consolidar e validar um conjunto de indicadores de desempenho para os IPTs.
Informações sobre o Programa da Excelência na Gestão podem ser obtidas pelo telefone: (61) 3348-3127.
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6 - Projeto Vero desenvolve metodologias de navegação autônoma para veículosA Divisão de Robótica e Visão Computacional (DRVC) do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) adquiriu uma plataforma mecânica de veículo robótico terrestre desenvolvida pela empresa brasileira Freedom.
Intitulado Projeto Vero (Veículo Robótico), a iniciativa tem como foco o desenvolvimento gradual de metodologias de navegação autônoma para veículos terrestres em ambientes externos, capacitando-os à realização de diferentes classes de aplicações.
“O objetivo é gerar demonstradores de tecnologia robótica terrestre com grau de autonomia crescente, ou seja, partindo de um veículo teleoperado, para um veículo autônomo com capacidade de desvio de obstáculos e, posteriormente, para um veículo com capacidade de integração de diferentes sensores como câmeras, lasers, sensores inerciais”, disse Josué Ramos, chefe da Divisão de Robótica e Visão Computacional do CTI.
Nesse sentido, o pesquisador afirma a possibilidade de que gradualmente sejam incorporadas capacidades de localização e mapeamento simultâneos (no jargão dos roboticistas SLAM) e capacidades de desvio de obstáculos cada vez mais elaboradas.
Utilização
Ramos explica que as características do veículo permitem o seu uso experimental em contextos bastante realistas. “Seja, por exemplo, no âmbito de ambientes similares aos urbanos, seja no campo agrícola, mas de menor complexidade que no caso dos veículos finais (automóveis ou máquinas agrícolas)”, e acrescenta que a plataforma ainda constitui uma opção para desenvolvimentos iniciais em outras classes de veículos, terrestres ou aéreos.
O pesquisador cita alguns exemplos de aplicação, como: exploração de ambientes inóspitos ou inacessíveis; inspeção em diferentes contextos; disposição (deployment) de equipamentos e recuperação de material e de informações, dos estudos ambientais na Terra à exploração em outros planetas; aplicações em agricultura, mineração e outras atividades produtivas; transporte e manuseio de cargas; apoio em casos de sinistros naturais; sistemas de auxílio à condução (em automóveis); operações de segurança; entre outros.
Parcerias
O projeto Vero representa a contribuição do CTI ao Instituto Nacional de Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC). Segundo Ramos, à medida que a plataforma esteja mais amadurecida deverão ser desenvolvidas novas parcerias com empresas e instituições. “Entretanto o principal objetivo foi gerar uma plataforma que possa vir a ser replicada entre outros grupos do país, resultando em sinergia e cooperações”, comenta.
Quanto ao investimento, o CTI disponibilizou cerca de R$ 50 mil, recurso oriundo do orçamento do centro. Mas, segundo Ramos, a construção e detalhamento do veículo pela empresa Freedom também representa um investimento. “Para o desenvolvimento da plataforma e adequação das tecnologias disponíveis na empresa, como o desenvolvimento de sistemas de controle de motores baseado na rede de comunicação CAN (utilizada na área automotiva), assim como nas interfaces específicas do veiculo, representa um investimento em RH superior ao custo do veiculo”, esclarece.
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7 - Olimpíada estimula estudantes com aprendizagens diferenciadasO Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) desenvolveu, em consórcio com a Jynx Playware, Manifesto, Meantime e Softex, sob gestão do Porto Digital de Recife, a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE).
Direcionada a alunos e professores da rede pública estadual, o projeto proporciona aos estudantes trabalhar colaborativamente entre si e com seus professores, abrindo um canal de comunicação nem sempre disponível no ambiente escolar. A idéia, segundo o Cesar, é proporcionar aos alunos um ambiente de estudo e diversão.
Lançado em 2008, o projeto surgiu em resposta a uma demanda da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco que idealizou um ambiente que pudesse incentivar o engajamento dos alunos com aprendizagens significativas e divertidas.
De acordo com o Cesar, no ano de lançamento foi realizada uma Olimpíada piloto com apenas 20 escolas, que envolveu 1077 alunos. Este ano, o projeto foi aberto para toda a rede estadual, envolvendo mais de 18 mil alunos de 368 escolas em 126 cidades de Pernambuco.
Olimpíada
A olimpíada é uma competição online que envolve jogos digitais e conteúdos educacionais em um ambiente comunicacional, buscando estimular os alunos para a aprendizagem de conceitos dos conteúdos curriculares convencionais por meio de uma dinâmica de competição diferenciada.
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8 - Pacto Nacional da Indústria Química tem o apoio à inovação tecnológica como um dos seus pilaresA Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgou, no dia 4, em São Paulo (SP), um pacto nacional do setor. A proposta foi apresentada pelo presidente do Conselho Diretor da entidade, Bernardo Gradin. Um dos pilares do planejamento é o investimento em inovação tecnológica.
Gradin informou que, de uma forma muito participativa, os membros da associação e a sua equipe técnica prepararam uma proposta de plano industrial, elaborado a partir de um primeiro contato com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que servirá de diálogo com o governo federal. "Esperamos um grupo de trabalho específico não só para pensar, mas para criar ações a partir de um plano claro para o crescimento da indústria química brasileira", afirmou.
No que diz respeito à inovação tecnológica, que é um dos pilares do plano, Gradin lembrou que atualmente há recursos destinados para a área, mas que o diálogo e a velocidade para transformar os recursos em pesquisa aplicada ainda é distante.
Ele também destacou a necessidade de apoio do governo ao desenvolvimento de tecnologias avançadas. "Temos que evoluir entre o exploratório e a pesquisa aplicada e de fato nos dotarmos de novo como um país de pesquisa e desenvolvimento próprio", disse.
Um outro pilar do planejamento é o investimento em insumos básicos e infra-estrutura. "Por mais que tenhamos iniciativas hoje em parcerias público-privadas, a expectativa de crescimento, soluções e gargalos logísticos ainda está muito aquém do potencial e da necessidade de crescimento orgânico do PIB brasileiro", avaliou.
A adoção de uma estratégia em comércio exterior, onde prevaleça a agilidade na defesa do mercado interno contra subsídios, dumpings e a concorrência desleal também foi apontada como uma das diretrizes do plano proposto pela Abiquim.
"Uma política para superávit comercial com estímulo à produção local e incentivo à exportação de forma que o Brasil mantenha excedentes quando o investimento for claro e a política também for clara", disse.
O quarto pilar diz respeito ao fortalecimento da cadeia. Gradin destacou a importância do apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na modernização do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e do crédito para capital de giro e fortalecimento da cadeia de valor em todos os seguimentos da indústria química.
"Dessa forma, pretendemos sensibilizar o governo e iniciar um diálogo prático, proativo e eficaz de compromisso entre as partes envolvidas, ou seja, o governo, a indústria e as entidades de classe da sociedade", destacou.
Informações sobre o Pacto Nacional da Indústria Química podem ser obtidas no site www.abiquim.org.br.
voltar9 - Sergio Rezende entrega Prêmio Finep de Inovação
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, entregou, no dia 8, em Brasília (DF), o Prêmio Finep de Inovação. A Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que é associada à ABIPTI, foi a vencedora na categoria "Instituição de Ciência e Tecnologia”. A associação foi representada na solenidade pela sua presidente, Isa Assef dos Santos.
Os vencedores das etapas regionais e nacional do prêmio dividirão R$ 29 milhões em financiamentos pré-aprovados pela Finep. Desse total, R$ 9 milhões serão de recursos não-reembolsáveis e até R$ 20 milhões em recursos reembolsáveis.
Durante a cerimônia de premiação, Rezende lembrou que nesta edição a iniciativa contou com mais de 500 inscrições de instituições de todas as regiões do país que estão dispostas a promover uma mudança cultural no país. "A ciência e tecnologia são atividades muito novas para nós. Começamos a formar os nossos primeiros mestres e doutores há 40 anos", lembrou.
Por essa razão, o ministro destacou que foi natural que, em um primeiro momento, as competências científicas tenham se concentrado nas universidades e nos centros de pesquisa. De acordo com ele, há alguns anos havia, por parte do setor industrial, a falta de percepção sobre a importância de inserir a inovação nos processos produtivos para as empresas se tornarem mais competitivas. No entanto, Rezende lembrou que recentemente esse quadro começou a se alterar.
"Temos na área de C&T hoje uma grande articulação entre os governos federal, estaduais e municipais, para levar a cabo a execução do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional", disse.
Para o ministro, a prioridade do Pacti da "Promoção da Inovação Tecnológica nas Empresas" é a mais desafiadora porque exige uma mudança cultural do setor empresarial, além de mecanismos de incentivo para a comunidade investir. "Temos um processo que vai ganhando dimensão", disse.
Na sua opinião, o Prêmio Finep de Inovação é um instrumento que contribui para esse processo. "O grande desafio do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia é fazer com que a C&T se transforme em riqueza. Isso é feito exatamente pelas empresas. Estamos avançando e as empresas que vocês dirigem estão dando uma contribuição exemplar nesse processo", afirmou.
Já o presidente da Finep, Luis Fernandes, lembrou que a premiação é pioneira, já que foi lançada há doze anos, em um momento em que a inovação ainda não estava no centro da Política de Desenvolvimento Nacional. "A Finep teve, junto com os seus parceiros, um papel de vanguarda para disseminar essa cultura", disse.
De acordo com ele, houve mudanças no prêmio no ano passado, que passou a ter vínculos com os novos instrumentos de apoio à inovação disponíveis no país. "Nós fizemos uma adaptação, dando acesso concreto a linhas de apoio operadas pela Finep", lembrou.
Instituição de C&T
Na categoria "Instituição de Ciência e Tecnologia, o vencedor foi a Fundação Certi, instituto catarinense privado, sem fins lucrativos. As tecnologias geradas pela Certi estão associadas aos projetos de P&D realizados com empresas de diversos setores, entidades de governo e parceiros.
A fundação tem parcerias com instituições brasileiras e estrangeiras, como o Instituto Fraunhofer IZM, da Alemanha. Junto a ele, desenvolve projetos na área de ecodesign de produtos eletrônicos e tecnologias de conservação de energia, re-uso e reciclabilidade.
Tecnologia Social
O ganhador dessa categoria foi a Embrapa Clima Temperado, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que tem sede no Rio Grande do Sul. A entidade desenvolve o projeto “Quintais Orgânicos de Frutas”.
Criado para compor o Programa Fome Zero, o projeto já implantou mais de 910 pomares na região Sul, totalizando 63 mil árvores frutíferas orgânicas. São mais de 30 mil beneficiários até hoje, entre famílias assentadas, comunidades indígenas, quilombolas e escolas públicas.
A Embrapa fornece as mudas, os insumos para o solo e a vegetação quebra-vento, além de fazer um acompanhamento quadrimestral das plantações. O objetivo é combater a desnutrição nas populações mais humildes e resgatar a tradição de se manter um pomar no quintal de casa.
Pequena Empresa
A vencedora foi a Angelus, empresa do Paraná que atua na fabricação de materiais inovadores na odontologia. A empresa desenvolveu uma linha de pinos em fibras de vidro e carbono, mais resistentes e flexíveis do que os disponíveis até então. Com esse produto, tornou-se líder de vendas na América Latina.
A empresa mantém, ainda, um programa de auxílio à pesquisa na área odontológica (Programa Angelus de Apoio à Pesquisa), cujo objetivo é apoiar pesquisadores de universidades públicas e privadas que desenvolvam teses ou monografias ligadas à inovação do setor.
Média Empresa
A empresa Opto Eletrônica S/A, de São Paulo, foi a vencedora dessa categoria. Ela desenvolve, fabrica e comercializa equipamentos que combinam alta tecnologia óptica e eletrônica.
Há três áreas de desenvolvimento dentro da empresa: a de equipamentos para oftalmologia (médicos), a de equipamentos aeroespaciais e a de filmes antireflexo em lentes de óculos. Na empresa, o tempo gasto em mestrados e doutorados conta como hora trabalhada.
Grande Empresa
A vencedora foi a Natura Cosméticos, empresa de São Paulo que é líder no mercado brasileiro de cosméticos, fragrâncias e higiene pessoal. Não faz testes em animais, extrai a matéria-prima de forma sustentável e vem recebendo financiamentos reembolsáveis e não reembolsáveis da Finep desde 2001. Somente em 2008, a Natura investiu R$ 103 milhões em pesquisa e desenvolvimento.
Inventor Inovador
O vencedor foi o catarinense Roberto Zagonel, que inventou um chuveiro elétrico que esquenta a água na medida certa. Há 14 anos no mercado, a Máster Ducha Zagonel conta com um controle gradual de potência com cinco opções de temperatura, em vez das duas que nos são conhecidas - inverno e verão. É líder de vendas na região Sul e registra um crescimento de 5% a 10% ao ano.
Informações sobre o Prêmio Finep de Inovação podem ser obtidas neste link.
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EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
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Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
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Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
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Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec