Janeiro de 2010 — Nº 009 — Ano 1
2. Associados podem se inscrever no ciclo 2010 do Programa da Excelência na Gestão
3. LNLS nacionaliza tecnologia de soldagem da Tela Premium
4. CPqD desenvolve nova tecnologia que promete substituir telefones públicos
5. Dados do INPI revelam aumento de 27% no registro de patentes em cinco anos
6. Reunião debate Programa Preliminar da 4ª CNCTI
7. Sergio Rezende empossa novo presidente do CNPq
1 - Entrevista - René Barreira
O presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), René Barreira, faz, em entrevista ao Informe ABIPTI, um balanço da sua gestão. Ele destaca iniciativas como a instalação da Rede Bionorte de Biotecnologia e Biodiversidade e o 4º Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e Itália. “Algumas ações são fundamentais e se inspiram inteiramente nos objetivos do Consecti”, afirma. Veja, a seguir, a entrevista na íntegra:No início de abril de 2009, o senhor foi eleito presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti). Quais são as suas prioridades?
Algumas ações são fundamentais e se inspiram inteiramente nos objetivos do Consecti. Refiro-me, por exemplo, à realização de eventos capazes de mobilizar os setores ligados à CT&I e de repercutir na sociedade, enriquecendo a discussão em torno de alguns temas atuais. O IV Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e Itália, o II Seminário Tecnologias Estratégicas Brasil e França, o Seminário Internacional de Tecnologias Sociais são representativos dessa política. Também estamos oferecendo apoio à 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI) e à Conferência Nacional de Educação (CONAE).
Dignos de registro são também um novo ciclo de Capacitação de Técnicos dos Sistemas Estaduais de Ciência e Tecnologia, que se realizará graças a uma ampla parceria envolvendo Consecti, Finep, União Européia e Anpei, e os esforços que estamos desenvolvendo para fortalecer a comunicação. É nessa perspectiva que se está gerando uma nova proposta para o site do Consecti, baseado em informações de todos os sistemas estaduais de CT&I. O propósito, aqui, é não apenas nos comunicarmos melhor com a sociedade, mas também estreitarmos os vínculos entre esses sistemas.
O senhor poderia fazer um balanço do que já foi realizado até agora?
Podemos enumerar as principais realizações, embora correndo o risco de incorrer em omissões. Citaria, de início, a instalação da Rede Bionorte de Biotecnologia e Biodiversidade, em parceria com o MCT e nos moldes da Renorbio, que também inspirou a instalação da Rede Cerrado de Pesquisas, tendo como parceiros o Forprop e o MCT. Juntamente com a Sudam e a Sudene, elaboramos o edital de recursos destinados à C&T nas zonas de abrangência dessas duas superintendências regionais.
Sempre nos valendo de enriquecedoras parcerias, nos aproximamos dos ministérios da Saúde, da Educação, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para a elaboração de projetos conjuntos com os sistemas estaduais de CT&I. Com a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) formatamos o primeiro edital do MCT/Finep para as universidades estaduais.
Registre-se, ainda, a renovação do acordo com a Itália e a assinatura do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica com a França, país com o qual também pactuamos a realização da exposição “Matématique”, com mais de 100 mil visitantes nas cidades de Recife, Petrolina, Aracaju, Natal, Florianópolis, Palmas, Manaus, Brasília e Belo Horizonte. Fechando essa amostra, que deve ser vista como uma prestação de contas parcial, quero ainda apontar como significativas a unificação das assessorias de imprensa dos Estados, através do Consecti, assim como a realização de três fóruns nacionais, que tiveram como sede as cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Olinda.
Como tem sido a atuação das diretorias regionais do conselho?
A atuação das diretorias regionais tem sido voltada para o fortalecimento das instituições locais e diminuição das diferenças intra e inter-regionais. O maior exemplo disso foi a instalação de redes de pesquisa nas regiões Norte (Rede Bionorte), Nordeste (Renorbio) e Centro-Oeste (Rede Cerrado), fruto da iniciativa em parceria com instituições locais, MCT e as diretorias regionais. Ações em parceria com instituições de natureza regional – como Sudene, Sudam, Suframa, BNB e Banco da Amazônia – têm sido destaque das diretorias regionais.
Como o senhor avalia a importância da articulação do Consecti com o Confap?
Desde o início de nossa gestão temos tido uma excelente relação com o Confap na perspectiva de consolidação e fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Ressaltamos ainda a interlocução e a participação recente do Fórum dos Secretários Municipais de Ciência, Tecnologia e Inovação em nossos encontros regionais e nacionais.
Vamos falar um pouco sobre o cenário da ciência e tecnologia no Ceará. Quais ações estão sendo priorizadas?
Nós estamos empenhados na consolidação de um Sistema Estadual de CT&I voltado para o desenvolvimento econômico, social, sustentável e includente do Ceará. Essa é a nossa missão. Nessa perspectiva, durante a atual gestão foi instalado o Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, presidido pelo governador Cid Gomes, e sancionada a Lei Estadual de Inovação.
Recentemente tivemos o lançamento do primeiro edital com recursos do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT), que vai financiar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras nas empresas cearenses, com o objetivo de ampliar seus mercados. A nossa Ação Corredores Digitais também é outra iniciativa de destaque, e seu estímulo ao empreendedorismo juvenil na área de Tecnologia da Informação está sendo reconhecido em todo o País.
Também estamos priorizando as ações da Funcap, voltadas principalmente para a formação de recursos humanos altamente qualificados nas diversas áreas do conhecimento. O investimento nas nossas três universidades estaduais, em termos de pessoal e infra-estrutura física e de equipamentos, foi duplicado em relação ao governo anterior.
Além disso, realizaremos a nossa 2ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior, que vai percorrer diversos municípios do Ceará durante os meses de fevereiro e março, estabelecendo uma ponte entre aqueles que ofertam e aqueles que demandam investimentos em CT&I. E em agosto de 2010, vamos realizar a 2ª Conferência Internacional sobre Clima, Desenvolvimento e Sustentabilidade em Regiões Semiáridas (ICID+18), que reunirá participantes do mundo inteiro para o debate sobre desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável dessas regiões.
A Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) inaugurou o Centro de Referência em Automação e Robótica, que conta com o apoio da Secitece. Como o senhor avalia a importância dessa iniciativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Ceará?
A inauguração do Centro de Referência em Automação e Robótica (Centauro) no Nutec abre novas perspectivas para o desenvolvimento científico e tecnológico da automação e robótica aplicado às empresas privadas e organizações públicas que demandem essa moderna tecnologia.
Fruto de parceria entre a Secitece, o Nutec, a UFC e a empresa Rockwell Automation do Brasil Ltda., o Centauro também será decisivo na formação de talentos humanos que atuarão em áreas estratégicas, portadoras de futuro, colocando o Ceará como uma referência importante, principalmente para a região Nordeste do Brasil. A importância para o Ceará está diretamente relacionada à vocação industrial do Estado e, principalmente, aos novos empreendimentos de grande porte, como a usina siderúrgica, a refinaria, o parque eólico, entre outros, que demandarão tecnologias industriais inovadoras, como as que serão desenvolvidas nesse centro.
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2 - Associados podem se inscrever no ciclo 2010 do Programa da Excelência na GestãoO Programa da Excelência na Gestão, desenvolvido pela ABIPTI, com apoio financeiro da Finep, iniciou o ciclo de atividades 2010 que, este ano, englobará as regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. A abertura do ciclo está prevista para os dias 4 e 5 de março, em Brasília (DF), e a adesão pelos associados poderá ser feita durante o mês de fevereiro.
Com o cronograma já definido, as primeiras ações serão realizadas em março. Nos dias 23 e 24 acontece a capacitação de examinadores de IPTs segundo os critérios de excelência 2010, simultaneamente nas cidades de Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Brasília (DF), Recife (PE) e Manaus (AM). E nos dias 25 e 26, realizar-se-á a capacitação de examinadores de IPTs segundo os critérios de excelência 2010 do PNQ - elaboração do relatório de gestão, nos mesmos locais.
A iniciativa abrange atividades de capacitação, elaboração e avaliação do relatório de gestão, e a elaboração do Plano de Melhoria da Gestão, todos com base nos critérios de excelência disseminados pela Fundação Nacional da Qualidade. As inscrições para o treinamento são gratuitas.
O cronograma de atividades 2010 está disponível neste link.
Participação
A participação dos associados nesse novo ciclo 2010 é de fundamental importância na construção de um novo patamar de desempenho organizacional para as entidades participantes, com vistas à conseqüente melhoria do Sistema Nacional de CT&I.
O novo formato do Programa da Excelência na Gestão, que assumiu um caráter mais regional, com a descentralização de algumas atividades que passaram para a responsabilidade dos vices-presidentes, proporcionou a redução dos custos de participação dos associados quanto ao deslocamento, uma das principais dificuldades encontradas.
Tendo em vista a constante melhoria no processo, e a preocupação com o desempenho organizacional das instituições, a ABIPTI convida as entidades associadas ao aprimoramento das suas práticas de gestão, por meio da participação no ciclo 2010.
Os interessados devem encaminhar o termo de adesão indicando o nome de dois ou mais representantes da instituição que deverão participar dos treinamentos e atuar como examinadores e interlocutores junto à ABIPTI, nos assuntos referentes ao programa.
O termo de adesão está disponível neste link.
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3 - LNLS nacionaliza tecnologia de soldagem da Tela PremiumO Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) firmou, no ano passado, uma parceria inédita que contempla a indústria petrolífera nacional. A instituição e a empresa campineira Adest assinaram um contrato que consiste na nacionalização da tecnologia de soldagem da Tela Premium, equipamento utilizado para extrair petróleo do fundo do mar.
A tela contém um material filtrante que possibilita a obtenção de um óleo livre de terreno arenoso. No entanto, este composto é produzido por apenas três empresas em todo o mundo, nenhuma brasileira. O que o LNLS fez foi nacionalizar a técnica, possibilitando que empresas brasileiras, como a Petrobras, possam optar por fornecedores locais.
Para o diretor do LNLS, José Roque, com a iniciativa, o laboratório deu mais um importante passo para fazer com que o conhecimento gerado na academia e instituições públicas de pesquisa chegue à sociedade. “Nós só conseguimos desenvolver tal produto em virtude de termos o domínio – por causa do acelerador de partículas do LNLS – de tecnologias altamente sofisticadas”, afirma.
Parcerias
De acordo com Roque, a instituição procura oferecer para a academia e indústria, indistintamente, sempre o melhor em instrumentação e apoio ao fazer científico. Roque explica que, no caso da indústria, há uma demanda natural por conhecimento aplicado.“Contudo, o problema está no perfil de interesse das próprias empresas, pois elas procuram por soluções rápidas que nem sempre vão ao encontro da necessidade de capacitação que um pesquisador precisa ter nem, tampouco, com o tempo que a realização da pesquisa pede”, diz.
Segundo ele, o LNLS busca se aproximar de indústrias que tenham um compromisso com o crescimento do país e com o desenvolvimento científico de recursos humanos. “Buscamos parcerias em que todos cresçam. Por outro lado, precisamos ser proativos para dar visibilidade ao setor industrial sobre as nossas competências”, destaca.
Ele aponta como principal dificuldade para essa aproximação, a distância cultural entre os dois setores. Na sua opinião, é necessário que essa relação conte com interlocutores que saibam como dialogar e que entendam as diferentes expectativas e o papel de cada setor.
“Além disso, tradicionalmente, a academia é um tanto hermética. Agora que está se abrindo, o faz com uma grande preocupação com a geração de patentes, o que é importantíssimo, mas não é tudo, pois precisamos medir de uma forma mais efetiva o sucesso de uma parceria”, afirma.
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4 - CPqD desenvolve nova tecnologia que promete substituir telefones públicosEstá em andamento no CPqD o projeto Terminal Público Multisserviços, baseado no protocolo IP (TP-IP) que, em comparação com o modelo de telefone público atual, possibilita abrir caminho para o desenvolvimento de novos serviços, utilizando a capilaridade da telefonia pública e da internet. Um dos objetivos da iniciativa é promover a universalização do acesso às informações e o incentivo à inclusão digital da população de baixa renda.
De acordo com a coordenadora do projeto, Elizabeth Betanho, o TP-IP representa a evolução do telefone público atual, com a utilização de processadores modernos e a tecnologia de cartão indutivo, da qual o CPqD é o detentor. “O terminal TP-IP, produzido com tecnologia nacional, representa uma oportunidade de desenvolvimento para a indústria brasileira e novas possibilidades de negócios a serem exploradas pelas operadoras de telefonia pública”, acrescenta.
Para Betanho, o terminal em desenvolvimento oferece novas facilidades aos usuários como chamadas econômicas de voz sobre IP (VoIP), acesso sem fio Wi-Fi à internet banda larga, serviços de localização, transações eletrônicas como recarga de aparelhos celulares, e outras aplicações que posteriormente poderão ser desenvolvidas e incorporadas ao terminal TP-IP.
“Este terminal pretende ser uma plataforma de telefonia pública que tende a substituir gradativamente os telefones públicos atuais, em ambientes com infraestrutura adequada”, afirma Betanho, acrescentando que a nova plataforma proporcionará uma mudança na forma de exploração da receita com telefonia pública, uma vez que o serviço estará disponível em locais como restaurantes, lanchonetes, clubes, telecentros, escolas, shoppings, entre outros.
Quanto ao acesso dos usuários à nova tecnologia, Betanho diz que, por meio de uma interface gráfica, poderão selecionar e executar os serviços oferecidos como realizar chamadas telefônicas VOIP e enviar mensagens instantâneas via SMS. “A característica de ponto de acesso da plataforma permite que computadores portáteis e outros dispositivos com tecnologia WI-FI, dentro da cobertura do TP-IP, se conectem a internet”, esclarece.
Segundo Betanho, a tecnologia, além de incorporar novos serviços às regiões já atendidas pela telefonia pública atual, propicia sua instalação em locais onde haja a necessidade de cobertura de internet banda larga e/ou utilização dos serviços oferecidos pela plataforma TP-IP. “A expansão proporcionada pela plataforma TP-IP segue a proposta governamental de inclusão digital da população de baixa renda com o oferecimento de pontos de acessos à internet”, diz.
Etapas
De acordo com a coordenadora do projeto, o TP-IP está sendo desenvolvido em três fases que finalizam com a apresentação do protótipo com empacotamento eletromecânico.
Na primeira fase, as funcionalidades a serem desenvolvidas são: provimento do serviço de voz sobre IP para chamadas originadas e terminadas no terminal; interface para provimento de serviços de dados de mensagens curtas: SMS sobre IP; interface de cobrança - leitora de cartão indutivo para usuários locais e pré-pago junto à prestadora de serviços; e interface externa de acesso ao backhaul IP ADSL.
Já na segunda fase do projeto está previsto o desenvolvimento do terminal utilizado como ”Access Point” via rede Wi-Fi; interface de cobrança para usuários remotos Wi-Fi; implementação do serviço de localização: LBS; além de estudos e prospecções de outros serviços de valor adicionado.
E, na terceira e última fase do projeto, será incorporada uma leitora de smart cards para possibilitar, por exemplo, a leitura e carga de créditos em cartões refeição. Nesta fase também será incorporada uma interface externa de acesso ao backhaul IP via WiMAX; interface entre o TP-IP e sistemas de gerência baseados em SNMP e TR-69.
Os investimentos somam R$ 4 milhões, dos quais R$ 2 milhões são provenientes da Finep/Funtel, patrocinadora do projeto, e o restante do CPqD e da empresa Icatel, que atua como interveniente e parceira industrial. O lançamento está previsto para o ano de 2012.
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5 - Dados do INPI revelam aumento de 27% no registro de patentes em cinco anosDados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) revelam que de 2004 a 2009 o número de registro de patentes no Brasil cresceu 27%, passando de 2.481 para 3.153. Esse aumento é atribuído a três fatores: contratação de pessoal, melhoria da estrutura e maior divulgação sobre o sistema.
O Instituto Nacional de Tecnologia (INT), do Rio de Janeiro (RJ), foi uma das entidades que contribuiu para os bons resultados. No ano passado, foram sete depósitos realizados no Brasil junto ao INPI, e mais seis internacionais. O instituto ainda tem outros seis relatórios descritivos de patentes em fase de conclusão e planeja registrar dez produtos até o final do ano.
Para o coordenador de Gestão da Qualidade e Inovação Tecnológica do INT, Carlos Alberto Teixeira, outros fatores também foram relevantes para o desempenho inédito do INPI, a exemplo da estrutura que se criou no âmbito do MCT para dar suporte à inovação.
“Esse é o esforço feito pelo ministério nos últimos anos, a partir do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti 2007-2010), que tem um eixo específico relacionado à inovação nas empresas, onde se disponibiliza um conjunto grande de instrumentos justamente para fazer com que a inovação aconteça”, disse.
Teixeira ainda lembrou do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), da Lei do Bem e da Lei de Inovação que, segundo ele, são relevantes no sentido de proporcionar as condições necessárias para tornar mais efetiva a gestão das instituições e dos institutos tecnológicos.
Informações sobre as ações do INPI podem ser obtidas no site www.inpi.gov.br.
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6 - Reunião debate Programa Preliminar da 4ª CNCTIFoi realizada, ontem (27), na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília (DF), uma reunião com o objetivo de discutir e aprimorar o programa preliminar da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (4ª CNCTI), que será realizada de 26 a 28 de maio, na capital federal. O encontro foi organizado pela Secretaria Executiva do MCT, que está preparando, no mês de janeiro, uma série de reuniões com as entidades que compõem a Comissão Organizadora da conferência. A ABIPTI foi representada no evento pela presidente Isa Assef dos Santos.
O encontro também contou com a participação de representantes da CNI, da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), do Sebrae, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Na ocasião, o coordenador-geral da conferência, Luiz Davidovich, destacou a necessidade de apresentar propostas ousadas, que vislumbrem o cenário da CT&I no país a longo prazo. "Temos que olhar o horizonte dez anos à frente", afirmou.
Além disso, ele também ressaltou a importância de que o evento conte com a participação dos diversos segmentos da sociedade brasileira e que contribua para que a ciência, tecnologia e inovação se tornem componentes efetivos do desenvolvimento sustentável. "Espera-se que seja uma conferência propositiva, com um horizonte amplo, de longo prazo", disse.
A presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, destacou a importância da reunião. "Tivemos um encontro muito proveitoso, onde as diversas entidades parceiras puderam apresentar as suas propostas, contribuindo para esse evento que norteará a área de CT&I do país", afirmou.
Conferência
O cronograma de organização do evento inclui reuniões com representantes da academia, empresas, comissão organizadora, presidentes de sociedades científicas, Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) e com os conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). Esses encontros vêm sendo realizados desde setembro do ano passado.Além disso, serão realizados, em todo o país, seminários temáticos e conferências estaduais e regionais preparatórias para a 4ª CNCTI. As conferências regionais cumprem o seguinte calendário: Região Norte - dias 4 e 5 de março, em Belém (PA); Sul - dias 11 e 12 de março, em Porto Alegre (RS); Centro-Oeste, dias 18 e 19 de março, em Cuiabá (MT); Sudeste - dias 25 e 26 de março, em Vitória (ES); e Nordeste - dias 15 e 16 de abril, em Maceió (AL).
Informações sobre a 4ª CNCTI podem ser obtidas no site http://www.cgee.org.br/cncti4/.
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7 - Sergio Rezende empossa novo presidente do CNPq
Tomou posse ontem (27), em Brasília (DF), o novo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão. Ele substitui Marco Antonio Zago no cargo. A cerimônia contou com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e de diversas autoridades e membros da comunidade acadêmica. A presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, esteve presente na solenidade.
Na ocasião, o novo presidente lembrou que a atuação do CNPq, juntamente com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), contribuiu significativamente para a formação de pesquisadores nas mais diversas áreas do conhecimento e para a criação, melhoria e expansão da infra-estrutura de pesquisa do país.
Aragão destacou que hoje o Brasil já superou diversos desafios, como nas áreas de biocombustíveis, nas técnicas de apoio à agropecuária e na prospecção de petróleo e gás em águas profundas. "No entanto, falta-nos liderança em protagonismo na ciência, é ainda limitado o número de nossas tecnologias de sucesso e engatinhamos na inovação", afirmou.
Ele ressaltou a importância do CNPq nesse cenário e citou diversas ações do conselho, como os programas de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), Primeiros Projetos (PPP) e Casadinho. "Todos esses programas devem ser ampliados e aprimorados, com calendários bem definidos, desburocratização, agilidade e qualidade. Essas são as metas a serem alcançadas em todos eles", disse.
O novo presidente também considerou como fundamental a participação do CNPq para a concretização do Plano Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010), que conta com quatro linhas estratégicas: Expansão e Consolidação do Sistema Nacional de CT&I; Promoção da Inovação Tecnológica nas Empresas; P,D&I em Áreas Estratégicas; e CT&I para o Desenvolvimento Social.
Aragão lembrou que qualquer uma das linhas do Pacti requer forte participação do conselho, tanto para formar recursos humanos, quanto para apoiar a criação e o aprofundamento de linhas de pesquisa. "O avanço de cada um dos eixos do plano deverá ser impulsionado por um crescimento constante do CNPq, crescimento em orçamento, em investimentos e qualidade", afirmou.
Currículo
Graduado em física e com mestrado na mesma área, ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Aragão concluiu o doutorado em física pela Princeton University e o pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça.
O novo presidente do CNPq também é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), e da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas).
Aragão tem experiência na área de física, com ênfase em física das partículas elementares e campos, atuando principalmente nos seguintes temas: teorias quânticas de campos e suas aplicações, teorias quânticas de campos a temperatura finita, métodos semiclássicos em geral, fotônica e plasmônica.
Informações sobre as ações do CNPq podem ser obtidas no site www.cnpq.br.
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EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
Presidente:
Isa Assef dos Santos
Vice-Presidentes:
Alfredo Gontijo de Oliveira,
Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
Michel François Fossy
Informe ABIPTI
Jornalista Responsável:
Bianca Torreão (DF-3520/JP) -
bianca@abipti.org.br
Web Designer:
Oscar Júnior -
junior@abipti.org.br
Reportagem:
Bianca Torreão
Isadora Lionço -
isadora@abipti.org.br
Apoio:
Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Entidades Parceiras:
Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec