Fevereiro de 2010 — Nº 010 — Ano 1
1. Entrevista - Marco Aurélio Pinheiro Lima
2. ABIPTI lança fórum para fomentar debate na área de CT&I
3. Projeto mede potencial energético do lixo descartado em MG
4. Entidades destacam importância da melhoria na gestão para o fortalecimento dos institutos de pesquisa tecnológica
5. Institutos apresentam Boas Práticas de Gestão do Ciclo 2009
6. Redes colaborativas no setor de C&T é tema de palestra em Brasília
7. Gestor de Marketing da FQN fala sobre excelência em modelos de gestão
8. Programa de apoio à gestão muda cultura das empresas públicas
9. Arraes apresenta Ações Destaque 2010 da Embrapa
10. LNCC inicia os preparativos para a Olimpíada de 2016
11. Secretário de C&T do Amapá diz que Fundação Tumucumaque irá fortalecer o Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia
1 - Entrevista - Marco Aurélio Pinheiro Lima
O diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Marco Aurélio Pinheiro Lima, destaca, em entrevista ao Informe ABIPTI, as prioridades da instituição que será responsável por ampliar a produção do etanol nacional em dez vezes, chegando a 250 bilhões de litros. De acordo com ele, esse resultado trará um incremento de cerca de 13% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
“Nove milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos seriam gerados em todo o país e 600 novas destilarias de álcool seriam criadas”, afirma. Veja, a seguir, a entrevista na íntegra:As prioridades do CTBE estão relacionadas aos objetivos dos cinco programas de pesquisa inicialmente criados. Cada um deles aborda diferentes gargalos do ciclo produtivo de etanol de cana-de-açúcar.
Nosso Programa Agrícola, por exemplo, busca implantar uma estratégia de manejo agrícola (plantio direto) na cultura de cana capaz de reduzir custos e preservar o solo. Nosso Programa Industrial foca no desenvolvimento de uma tecnologia comercial de produção de etanol de segunda geração a partir do bagaço e palha da cana.
O terceiro programa do CTBE, de Avaliação Tecnológica, atua no desenvolvimento de uma Biorrefinaria Virtual de Cana-de-açúcar. Esta consiste em uma ferramenta de simulação computacional que avalia o nível de sucesso de tecnologias em desenvolvimento.
Já o nosso Programa de Sustentabilidade trabalha na elaboração de modelos de sustentabilidade para o ciclo cana/etanol, levando em consideração o desenvolvimento de novas tecnologias para o setor.
Por fim, o Programa de Pesquisa Básica visa gerar conhecimento científico aplicável aos demais programas do Laboratório, além de possuir uma agenda própria de pesquisa. É preciso lembrar que o CTBE busca uma intensa articulação institucional. Nosso desejo é que o maior número de instituições de pesquisa e companhias do setor de biocombustíveis utilizem nossa infraestrutura aberta a grupos externos, pois somos um laboratório nacional, para realizar aprofundamentos científicos e desenvolver processos tecnológicos.
Quanto será investido na implantação do centro? De onde esses recursos são provenientes?
O CTBE recebeu até 2009 R$ 69 milhões do MCT para a implantação da sua infraestrutura de C&T, contratação de profissionais e criação dos programas de pesquisa. Além deste investimento inicial, nossos pesquisadores já receberam cerca de R$ 2 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para a realização de projetos na área de etanol de cana-de-açúcar.
O CTBE faz parte da projeção de ampliar a produção do etanol em dez vezes, chegando a 250 bilhões de litros. Quais são as ações previstas para atingir esse número?
Na verdade o que ocorreu é que a criação do CTBE foi inspirada em um estudo exploratório realizado em 2005, através do convênio NIPE-Unicamp/CGEE-MCT, que visava descobrir o que era preciso ser feito para o Brasil substituir 10% da gasolina utilizada no mundo por etanol em 2025. O resultado final desta pesquisa intitulada Projeto Etanol apontou que, entre as ações necessárias à produção dos 250 bilhões de litros anuais de etanol (cerca de 10 vezes a produção atual), estava a necessidade de aprimorar a ciência e a tecnologia ligadas aos principais gargalos produtivos do etanol de cana. Este cenário motivou o surgimento do CTBE.
Um dos principais desafios a ser enfrentado pelo CTBE é, sem dúvida, desenvolver uma tecnologia industrial de conversão do bagaço e palha da cana em etanol. Segundo nossos cálculos, tal tecnologia ampliaria a produção brasileira atual em algo entre 40% e 50%, sem aumentar a área de cana plantada.
Ao ampliar a produção para esse número qual será o impacto no Produto Interno Bruto do país? Como o Brasil será contemplado com esse aumento na produção?
De acordo com a equipe de pesquisadores que participou do Projeto Etanol, produzir 250 bilhões de litros de etanol por ano traria um incremento de cerca de 13% no PIB brasileiro atual. Nove milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos seriam gerados em todo o país e 600 novas destilarias de álcool seriam criadas. Um dos principais benefícios de uma iniciativa como esta é a interiorização da economia. Ao se construir um conjunto de novas usinas de cana-de-açúcar em uma região com baixo nível de desenvolvimento humano e tecnológico você gera riquezas em setores relacionados à cadeia produtiva do etanol, como o produtor de fertilizantes, maquinário agrícola etc. Criar uma grande quantidade de novos empregos em uma região como esta faz com que mais dinheiro circule na economia, beneficiando o comércio e as indústrias locais.
Quantos pesquisadores atuarão no local? Que tipo de pesquisas serão desenvolvidas?
Atualmente temos cerca de 60 profissionais trabalhando no CTBE, entre pesquisadores, engenheiros e técnicos. Até o final de 2013 esperamos que este número chegue a 170 profissionais. Estamos em fase de contratação, as vagas abertas podem ser acessadas em nosso site (www.bioetanol.org.br). Como o CTBE atuará como um laboratório nacional, esperamos ter uma população flutuante de cientistas e técnicos em quantidade semelhante à de profissionais contratados.
Durante a cerimônia de inauguração do CTBE foram assinados dois acordos de cooperação científica e tecnológica internacionais. O que está previsto nessas parcerias?
Assinamos um acordo de cooperação com uma das principais universidades da Inglaterra, o Imperial College London. Aos ingleses interessam os estudos conjuntos na área de sustentabilidade dos biocombustíveis, em especial os de 2ª geração produzidos a partir da celulose presente no bagaço da cana e em resíduos florestais. Os pesquisadores do Brasil e da Inglaterra também unirão esforços no desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de biocombustíveis e em estudos sobre biorrefinarias.
Outra parceria internacional anunciada durante a inauguração do CTBE se deu com a Lund University, da Suécia. A universidade sueca possui 25 anos de experiência em pesquisas com etanol de 2ª geração, em especial os processos de pré-tratamento de material lignocelulósico (bagaço de cana, por exemplo) e fermentação de pentoses. Trocaremos informações com eles sobre esses processos.
Assinamos ainda um importante acordo de colaboração nacional com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Este visa o estudo de estratégias agrícolas capazes de elevar a produtividade e a sustentabilidade da cultura de cana. A Embrapa vai coordenar os estudos agronômicos ligados ao Programa Agrícola do CTBE.
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2 - ABIPTI lança fórum para fomentar debate na área de CT&IA ABIPTI lançou, neste mês, um fórum que promete fomentar o debate em torno de diversos temas realcionados à área de ciência, tecnologia e inovação. “A idéia é disponibilizar outro canal de comunicação com os nossos associados e com o público em geral, que dará a sua opinião sobre diversas pautas de interesse do setor”, afirma a gerente executiva da Associação, Flaudemira Paula.
Além dos associados e dos colaboradores da ABIPTI, o fórum também contará com a participação do público em geral. Para isso, os interessados deverão criar uma conta de acesso de identificação.
A ferramenta foi desenvolvida pela equipe de tecnologia da informação da Associação, em parceria com a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi). Com base nas demandas apresentadas pela ABIPTI, foi selecionada uma ferramenta que utilizou a plataforma de software livre.
“A iniciativa trouxe economia para a Associação, que não precisou adquirir software proprietário. Após a modificação de layout e a realização de testes, realizamos o treinamento para a administração da solução, finalizando, assim, a implantação”, afirma Márcio Gomes, desenvolvedor de Web da Fucapi.
Na Fucapi, um projeto similar já foi usado para promover discussões sobre temas como ferramentas livres e mercado de capitais. “Uma das principais vantagens de uma iniciativa como essa é a facilidade de membros de vários lugares do país participarem dos diversos temas, conseguindo incluir sua opinião sobre o assunto”, lembra Gomes.
A gerente executiva da ABIPTI destaca que, por meio da ferramenta, a Associação levantará discussões em torno de temas importantes que fazem parte da agenda do Sistema Nacional de CT&I. “Com isso, teremos noção de quais temas são prioritários para os nossos associados”, diz.
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3 - Projeto mede potencial energético do lixo descartado em MGEm janeiro deste ano, o Setor de Análises Químicas (STQ) da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) iniciou a preparação para análise de amostras de lixo recolhidos nas ruas de Belo Horizonte. A pesquisa compõe uma etapa do projeto que irá medir o potencial energético dos resíduos sólidos descartados pelas cidades da região metropolitana do Estado. Atualmente a iniciativa está na segunda campanha e o plano é fazer mais duas análises de campo (sazonal) para que todas as estações do ano sejam avaliadas.
O principal objetivo do projeto é determinar o poder calorífico superior e inferior dos resíduos sólidos domiciliares e comerciais do município de Belo Horizonte. Conduzido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), as análises prometem servir como referência para estudos que concluem a viabilidade técnica e econômica de processos térmicos de tratamento de resíduos, como incineração, ciclo combinado, pirólise e plasma.
“Do ponto de vista ambiental, a implantação de um sistema de tratamento térmico de resíduos seria muito importante, visto que seria outra opção interessante para a destinação final destes resíduos, diminuindo o aterramento, eliminando os possíveis impactos na saúde pública e diminuindo o impacto ambiental”, afirmou Cláudio Jorge Cançado, pesquisador do Setor de Recursos da Terra do Cetec, em entrevista ao Informe ABIPTI.
De acordo com o pesquisador, responsável pela coordenação do projeto de pesquisa, os resultados ainda dependem da trituração das amostras, etapa que está com alguns problemas operacionais. Para sanar o problema está sendo desenvolvido um moinho em parceria com a Empresa Tecnal para trituração de resíduos como entulho, borracha, madeira, sapatos, entre outros.
Estratificação sócio-econômica
Para determinar o poder calorífico superior e inferior dos resíduos domiciliares e comerciais do município de Belo Horizonte foi feita uma estratificação sócio-econômica em nove locais da região metropolitana. Os domicílios foram divididos em cinco classes (de A a E), onde A é a mais rica e a E a mais pobre.“Esta estratificação se deve ao fato dos resíduos sólidos urbanos variarem em função da renda. Desta maneira, é possível estimar as características segundo a classe, tendo, desta forma, uma visão mais aprofundada da geração dos resíduos sólidos urbanos dos municípios”, lembrou Cançado.
Após a estratificação, foram coletadas amostras e, em seguida, os resíduos tiveram sua composição verificada. Após a caracterização, os resíduos foram triturados e encaminhados para análises de poder calorífico e determinação do CNHS/O (Carbono, Nitrogêncio, Enxofre e Oxigênio).
“Os resultados de poder calorífico superior observados apresentam valores superiores a 2.500 Kcal/g de resíduos. Como 1KW=860 Kcal, o valor equivale a aproximadamente 2,91 KW/kg de resíduos”, avaliou Cançado. A caracterização do lixo de acordo com a renda ainda está sendo avaliada com mais detalhes. Cada regional será analisada individualmente por campanha.
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4 - Entidades destacam importância da melhoria na gestão para o fortalecimento dos institutos de pesquisa tecnológicaA ABIPTI realizou, nos dias 4 e 5, em Brasília (DF), o seminário "Em busca da excelência nas entidades tecnológicas", evento que marca a abertura do ciclo 2010 do Programa da Excelência na Gestão. A iniciativa é realizada pela Associação e Finep, com o apoio do MCT. Durante o encontro, a presidenta da Associação, Isa Assef dos Santos, falou da importância da retomada do programa, suspenso em 2008.
“Recomeçamos o Programa da Excelência na Gestão em 2009, mas ainda de uma forma muito acanhada. Hoje estamos renascendo e fico satisfeita porque não podíamos deixar que esta iniciativa desaparecesse no cenário de ciência e tecnologia do país”, disse.
De acordo com ela, o Programa da Excelência na Gestão proporciona não só a reestruturação dos institutos, como também a troca de conhecimento e de boas práticas, colocando as instituições no caminho da evolução, do crescimento, e do desenvolvimento. “Em 2010 teremos uma resposta maior, vamos intensificar a integração, a cooperação entre os institutos porque a ABIPTI é uma associação que representa uma classe e tem que trabalhar em prol dela”.
A presidenta destacou ainda a parceria com o MCT. “Posso garantir hoje que estamos no caminho de reerguer a instituição. Não podemos deixar de frisar o apoio total do ministério que, através da Finep e do CNPq, nos deram todo o suporte para que pudéssemos continuar, reconhecendo a importância da Associação no Sistema Nacional de C&T, completou.
Presente no evento, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Ronaldo Mota, disse que o país, ao longo das últimas décadas, passou a produzir conhecimento de uma forma muito efetiva. Segundo Mota, todos os indicadores mostram que o Brasil conseguiu estruturar uma pós-graduação de alto nível e ainda a capacidade de produzir uma ciência muito expressiva, tanto em número como em qualidade.
“No entanto, do ponto de vista da capacidade de transferir esse conhecimento, tanto para o setor produtivo como para a sociedade em geral, demonstramos grandes fragilidades”, ponderou.
Corroborando a idéia do secretário, o representante da Secretaria de Inovação Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Vinícius de Souza, acredita que, para atravessar esse “vale da morte” do conhecimento, uma das principais vias são as entidades tecnológicas. “O Programa de Excelência na Gestão vai ao encontro do que é feito nos países mais desenvolvidos, de fortalecimento dos institutos, de como preparar esses institutos para transformar conhecimento em resultados”.
Na mesma ocasião, o diretor de Programas Horizontais e Instrumentais do CNPq, Glaucius Oliva, falou da necessidade de se aprofundar a gestão do conhecimento e da propriedade intelectual, incorporando esses conhecimentos no ambiente empresarial. “Temos hoje um esforço grande de traduzir o conhecimento em desenvolvimento social e econômico e esse papel depende das instituições de pesquisa tecnológica”, disse.
A melhoria da qualidade da gestão também foi abordada pela representante do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Silvia Velho. Segundo ela, esse é um dos braços do centro. “De um lado tentamos conhecer as novas metodologias, reforçar os novos conhecimentos, e por outro lado aplicamos esse conhecimento junto às instituições que se propõem a melhorar sua gestão”,afirmou.
Sibratec
O chefe do Departamento de Institutos Tecnológicos e de Pesquisa da Finep, Edgard Rocca, apresentou o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) durante o seminário. De acordo com Rocca, a idéia é que a iniciativa seja uma ação de Estado que perdure entre os governos, além de ser um instrumento de apoio ao desenvolvimento tecnológico das empresas.Para Rocca, o Sibratec traz dois elementos relevantes. “Um deles é procurar ouvir o cliente para orientar as suas ações, tornando-as mais eficazes. O outro elemento é a questão da colaboração, uma vez que a estrutura do Sibratec é a formação de redes para atendimento de demandas entre o governo e o setor produtivo. Isto é, estamos criando um ambiente facilitador para que as empresas possam se estabelecer e se tornem mais competitivas, mas isso vai depender delas”, concluiu.
Informações sobre o Programa da Excelência na Gestão podem ser obtidas com a coordenadora Bibiana Moura, pelo telefone (61) 3348-3127.
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5 - Institutos apresentam Boas Práticas de Gestão do Ciclo 2009Quatro institutos de Pesquisa que participam do Programa da Excelência na Gestão (PEG), iniciativa realizada pela ABIPTI e Finep, com o apoio do MCT, divulgaram neste mês os resultados obtidos durante o Ciclo 2009. As apresentações foram feitas no dia 5, em Brasília (DF), durante o Seminário “Em Busca da Excelência nas Entidades Tecnológicas”, que marcou o início das atividades do PEG neste ano.
As apresentações do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Melo (Cenpes/Petrobrás), Embrapa Tabuleiros Costeiros (CPATC) e Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) estão detalhadas no site do Observatório de Tecnologias de Gestão (OTG), no subitem “Palestras”.
A Fucapi apresentou as boas práticas de gestão de responsabilidade social e inteligência competitiva implantadas dentro da fundação. De acordo com o relatório anual divulgado neste mês, as ações sócio-responsáveis evoluíram e amplificaram-se gradativamente desde 1988, ano em que a instituição começou a promover ações com a comunidade. Desde então, são organizadas ações sociais anuais, como o Programa de Ensino Acelerado, Prêmio Setor Solidário, entre outros.
De acordo com a coordenadora do programa, Bibiana Moura, as práticas de gestão estão sendo publicadas para que os outros institutos interessados tomem conhecimento e as utilizem em seus processos de melhoria contínua. “Podem servir, também, como exemplos para a realização de benchmarking entre os institutos ou fornecer elementos para a elaboração e aprimoramento dos seus planos de melhoria na gestão”, afirma.
As boas práticas de gestão apresentadas fazem parte do acervo da ABIPTI, que conta com a contribuição das entidades participantes. Tais práticas de gestão são exercitadas pelos envolvidos e foram selecionadas pelo OTG, tendo como base os relatórios de avaliação elaborados pelas bancas examinadoras do PEG da ABIPTI.Moura parabeniza os institutos que apresentaram as boas práticas e participaram do seminário realizado em Brasília. “Além de dar os cumprimentos pelos bons resultados alcançados, quero reforçar a importância da participação dos IPTs no PEG”, lembra Bibiana Marcondes de Moura, coordenadora do projeto.
Modelo de Excelência da Gestão
A ABIPTI utiliza conceitos do Modelo de Excelência em Gestão (MEG), desenvolvido pela Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), dentro do Programa da Excelência na Gestão, que é destinado a seus associados.Os critérios de orientação para melhoria do desempenho das empresas envolvem itens como análise do desempenho da organização, formulação e implementação de estratégias, relacionamento com o cliente, responsabilidade socioambiental, capacitação e processos. A etapa final baseia-se na análise e divulgação dos resultados alcançados.
Para saber mais sobre o PEG acesse o site www.abipti.org.br no link Programa da Excelência na Gestão.
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6 - Redes colaborativas no setor de C&T é tema de palestra em BrasíliaO líder de Gestão do Conhecimento e Inovação do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Felipe Miguel Cassapo, desmitificou a idéia de que o ‘segredo é a arma do negócio’. No seminário “Em busca da excelência nas entidades tecnológicas”, promovido pela ABIPTI, no dia 5, Cassapo mostrou como a formação de redes colaborativas pode impulsionar negócios e preparar as empresas para crescerem de forma sustentável.
No evento, ele apresentou a “Rede de Inovação”, blog que traz notícias sobre os mais diversos temas nas áreas de ciência e tecnologia. O projeto, conduzido pelo Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep, disponibiliza, em ambiente digital, informações que possam potencializar a criação e a transferência de experiências e boas práticas de inovação das indústrias e partes interessadas do Estado. “O resultado de uma idéia somada a outra não são duas. As possibilidades de criação são infinitas a partir dessa soma”, diz.
Dentro desse cenário, ele garante que os institutos de pesquisa têm um desafio importante para fomentar a troca de saberes. “Essas entidades devem se posicionar como atores e articuladores do relacionamento entre as diversas partes interessadas, como indústrias, a sociedade civil, instituições governamentais e não-governamentais”, explica.
Segundo ele, a representatividade da pesquisa brasileira tem crescido de forma extremamente significativa nos últimos tempos. Dados apontam que cerca de 2% das pesquisas mundiais são realizadas no Brasil e 66% desse total é realizado nas universidades. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos esse percentual é de 13%.
“O grande desafio agora consiste em fortalecer a aproximação da pesquisa, da ciência e da tecnologia com as empresas, de forma que todo conhecimento gerado nos centros de pesquisas das universidades possa ser transferido e transformado em produtos, serviços e, portanto, em empregos e bem-estar para todos”, destaca.
Mas Cassapo alerta para a necessidade dos institutos de pesquisa investirem em tecnologias que contribuam para o desenvolvimento com responsabilidade e sustentabilidade. “Essas entidades podem ser inovadoras delas para elas mesmas, modificando seus relacionamentos com as partes interessadas. Em termos de sustentabilidade, por exemplo, será que o instituto tem também processos internos de desenvolvimento sustentável? E por que não teria?”, questiona.
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7 - Gestor de Marketing da FQN fala sobre excelência em modelos de gestãoA excelência em uma organização depende fundamentalmente de sua capacidade de adotar uma visão sistêmica, primar pelo desenvolvimento sustentável, além de manter-se em rede e conectada a uma visão empreendedora. O modelo “tripé” de sustentação foi apresentado por Adriano Silva, gestor de Marketing da Fundação Nacional de Qualidade (FQN), na palestra “A importância da melhoria na gestão”, durante seminário organizado pela ABIPTI nos dias 4 e 5 de março.
“O principal desafio das empresas é manter a questão da sustentabilidade, o eixo. É importante ter a consciência de que a auto-avaliação constante é essencial para que ela possa detectar seus pontos fracos e ver a oportunidade de melhoria”, disse Silva. É também preciso persistência durante o período de aplicação de um novo modelo de gestão. “O modelo não é uma coisa que se adapta de uma hora para outra. Você precisa de tempo, longevidade e, principalmente, persistência para colher resultados futuros”, acrescentou.
A ABIPTI utiliza conceitos do Modelo de Excelência em Gestão (MEG), desenvolvido pela FQN, dentro do Programa da Excelência na Gestão, que é destinado a seus associados. Silva lembrou que a entidade tem servido como ponte entre o modelo de inovação e as organizações associadas a ela. “A ABIPTI tem levado o setor de inovação a um desenvolvimento maior. Ela tem ajudado as organizações a serem mais inovadoras cuidando da gestão delas”, lembrou.
O seminário “Em busca da Excelência nas Entidades Tecnológicas” aconteceu, em Brasília (DF), no auditório da Fundação Ceres. O ciclo de palestras contou com a participação de entidades públicas e privadas. Além da ABIPTI e da FNQ , estiverem presentes representantes da Finep, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes/Petrobrás), a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), o Centro Internacional de Inovação do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e a Embrapa Meio Ambiente (CNPMA).
Caso de sucesso
O Laboratórios Ghanem (Joinvile-SC) é a empresa vencedora em duas categorias da etapa nacional do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas MPE Brasil 2008 em serviços de saúde e destaque em responsabilidade socioambiental.O empresário Omar Amin Ghanem Filho, proprietário do laboratório, é um grande entusiasta do modelo. “Ghanem adotou o modelo há dois anos e ela vem, cada vez mais, melhorando os processos, melhorando a questão da gestão e hoje é uma das microempresas mais competitivas do país. O presidente do laboratório defende o modelo até o fim e sempre fala o quanto ele trouxe benefícios para a empresa: como deixou o laboratório sistêmico, mais alinhado e mais competitivo para o mercado”, concluiu Silva.
O prêmio é uma grande oportunidade para que as micro e pequenas empresas tenham seu desempenho avaliado após a adoção do MEG. Na última premiação cerca de 53 mil MPEs inscritas foram avaliadas em relação à sua gestão e aos processos que adotam, além terem recebido sugestões de melhorias para as diferentes etapas do processo de implementação de um modelo de gestão inovador.
As inscrições para o MPE Brasil 2010 estarão disponíveis a partir do dia 23/03, no site do Movimento Brasil Competitivo, no www.mbc.org.br/mpe.
voltar8 - Programa de apoio à gestão muda cultura das empresas públicas
A busca por excelência na gestão não é mais prioridade do setor privado. De acordo com o diretor de Programas de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Bruno Carvalho Palvarini, as empresas públicas estão cada vez mais atentas para a necessidade de adotarem uma política voltada para resultados. A observação dele é a partir de um lugar privilegiado. Ele coordena o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GesPública). Criada em 2005, a iniciativa objetiva impulsionar uma melhor prestação de serviços e a competitividade no país.
Quem ganha com essa mudança de posicionamento das instituições públicas é a população. “O programa tem como missão promover uma cultura de excelência na gestão para que, entre outras coisas, melhore a qualidade dos serviços prestados ao cidadão. Para que a gente possa medir isso, desenvolvemos todo um conjunto de indicadores e o mais importante deles é justamente o que avalia o impacto gerado para o cidadão”, destacou Palvarini, durante o seminário "Em busca da excelência nas entidades tecnológicas", promovido pela ABIPTI, nos dias 4 e 5 deste mês.
Para ele, já é possível notar uma sensível evolução da qualidade da gestão interna nas instituições que fazem parte dos ciclos anuais do Prêmio Nacional da Gestão Pública. “Nós vemos que passou a ser parte da cultura da organização se preocupar com a gestão no dia a dia, fazendo avaliações periódicas do seu nível de gestão”, diz.
A aposta do programa para que as empresas aprimorem cada vez mais os serviços prestados é o instrumento batizado de "carta de serviços ao cidadão". Trata-se de um mecanismo em que a organização descreve os serviços ofertados e a qualidade que pode ser esperada por ele. “E a partir desse modelo, a população pode então exercer o controle na atuação da instituição”, explica.
Para alcançar empresas de Norte ao Sul do país, o programa conta com uma extensa rede de colaboradores, que já chegou a ter mais de 20 mil instituições ativas. “Nós temos um grupo de parceiros do mundo privado, como o NBC, FNQ, institutos de pesquisa e entidades como a ABIPTI, que nos auxiliam para que as novidades sejam incorporadas pelo programa com tempestividade”, diz.
Também segundo ele, o papel ativo da população tem sido decisivo para essa mudança comportamental. “Nós temos a noção de que o cidadão de uma década para cá é muito mais consciente do seu papel na sociedade de como exigir a prestação de serviços. Acho que o mais importante é isso: conseguirmos fazer com que essa cultura de gestão chegue ao cidadão e que ele demande a nós o que é necessário ser alterado para cumprir suas necessidades”, completa.
Informações sobre o Gespública podem ser obtidas no site https://conteudo.gespublica.gov.br/.
voltar9 - Arraes apresenta Ações Destaque 2010 da Embrapa
Fortalecimento da pesquisa e desenvolvimento (P&D), atendimento à sociedade, e inovação da governança. Esses são os três pilares que vão nortear as ações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em 2010, apresentados no dia 9, pelo diretor-presidente da empresa, Pedro Arraes.
De acordo com Arraes, no quesito P&D, o foco este ano será a área de Recursos Genéticos Vegetais, que ele considera como um dos maiores ativos do país. O diretor informou que serão investidos R$ 20 milhões para estrutura física de cinco bancos de germoplasma, cujos produtos são a mandioca, o feijão-caupi, o arroz, a soja e a uva. O recurso é proveniente do Agrofuturo, um programa financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O diretor da Embrapa citou ainda o lançamento de dois laboratórios multiusuários, o Multilab. “Um será em bioinformática, em São Paulo, e o outro em produtos naturais, localizado em Fortaleza. São laboratórios que serão referência para o Brasil no sentido de poupar recursos e aumentar competência específica”, disse.
Já o pilar de atendimento à sociedade traz como meta a reorganização das ações de transferência de tecnologia. Nesse sentido, a Embrapa fará uma reestruturação em termos de departamento, de concepção e de organização. “A Embrapa está um pouco pesada na questão administrativa. Esperamos chegar ao fim do ano com um novo sistema de transferência de tecnologia”, comentou Arraes.
Na ocasião, o diretor também falou da inauguração, prevista para o próximo mês, do Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical que, segundo ele, vai auxiliar a Embrapa na antecipação dos cenários da agricultura brasileira e na possibilidade de resolver os gargalos futuros, e ainda na forma de organizar as demandas internas e externas de capacitação.
Já no que tange à inovação da governança, Arraes mencionou a necessidade de implantar os pilares da desburocratização, da agilidade, e da melhoria da qualidade. “Criar procedimentos que efetivamente possibilitem que os pesquisadores atendam demandas de maneira mais ágil”, destacou.
Essa linha de pensamento foi reforçada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que se mostrou a favor de uma extrema facilitação, defendendo o posicionamento de que a Embrapa inove na sua gestão administrativa. “Não é com processo que se produz pesquisa. Deve-se fazer uma reengenharia para se diminuir a burocracia”, disse.
Em seu discurso, Stephanes, além de destacar a importância dos pesquisadores da instituição para o Brasil, falou da necessidade de se manter a marca Embrapa. “À medida que saem servidores, novos vão chegando e devemos pensar numa estratégia sobre como se manter essa marca”, afirmou.
Presente no evento, o deputado federal Paulo Piau (PMDB/MG), presidente da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação (FPPI), disse que a Embrapa precisa exercer firmemente a coordenação do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária. “Ela precisa investir mais junto às universidades, às empresas estaduais para que esse potencial possa ser um instrumento de crescimento cada vez maior”.
voltar10 - LNCC inicia os preparativos para a Olimpíada de 2016
A primeira Olimpíada da América do Sul será realizada no Rio de Janeiro (RJ), em 2016. Apesar de distante, alguns preparativos já estão sendo providenciados, a exemplo do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) que está iniciando o levantamento da tarefa do Data Warehouse Científico, um ambiente de software que será desenvolvido para armazenamento de diferentes dados dos atletas olímpicos, desde os fisiológicos à aqueles de resultados em competições.
“Em seguida desenvolveremos algoritmos de mineração de dados para tentar desvendar correlações ainda não conhecidas entre os dados e potenciais melhoras no desempenho dos atletas”, disse Fábio Porto, coordenador do projeto no LNCC.
De acordo com Porto, a participação do LNCC inclui ainda o fornecimento do parque computacional de alto desempenho para avaliação de processos computacionalmente intensivos no Laboratório Olímpico e a criação de modelos matemáticos e computacionais de apoio a preparação dos atletas.
Laboratório Olímpico
O projeto, que pretende ser o maior centro de ciência do esporte na América Latina, é uma parceria entre a Finep, que investirá R$ 13 milhões na iniciativa, e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que irá gerenciá-lo. A sede ficará no Complexo Esportivo do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca (RJ).Além desta parceria, a proposta conta com a participação do LNCC, que será responsável pela gerência e análise de dados e apoio à plataforma computacional. Segundo Porto, o COB já demonstrou interesse em vários centros de pesquisa do LNCC.
“A área médica do COB, por exemplo, está interessada nos projetos associados ao instituto MACC, de medicina apoiada por ciência da computação, coordenado pelo LNCC. Além disso, tem interesse no parque computacional de alto desempenho gerido pelo SINAPAD e junto à coordenação de computação, com o laboratório DEXL, e outras colaborações que devem surgir ao desenvolver o projeto”, destacou.
De acordo com o LNCC, a expectativa é de que até 2012 sejam realizados programas de avaliações e treinamentos conjuntos com 20 confederações de esportes, atendendo a dez modalidades.
voltar11 - Secretário de C&T do Amapá diz que Fundação Tumucumaque irá fortalecer o Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia
Criada, oficialmente, no dia 7 de janeiro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá, conhecida como Fundação Tumucumaque, vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Setec) do Estado, é a 24ª FAP do país a promover o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas.
De acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Aristóteles Viana, a fundação será fundamental na execução das propostas, proporcionando mais agilidade no fomento da ciência e tecnologia. “A fundação é importante para o Sistema de C&T do Estado, uma vez que a instituição tem como motivo maior a indução e o fomento de pesquisas e formação de recursos humanos”.
Viana destacou algumas prioridades da nova FAP que, segundo ele, vão se concentrar na área de biotecnologia e biodiversidade. “Vamos atuar fortemente na questão da formação, popularização da ciência, capacitação de recursos humanos, interiorização das ações de C&T, enfim, as pesquisas seguirão a matriz de desenvolvimento do Estado do Amapá”, completa.
De acordo com o secretário, a Fundação Tumucumaque irá executar o fundo de ciência e tecnologia do Estado. O governo amapaense destinou inicialmente um crédito de R$ 300 mil à nova instituição. Viana informou que ainda este mês, o governador irá nomear os membros que ocuparão os 16 cargos que comporão o quadro funcional da fundação.
Ripap
A Fundação Tumucumaque executará uma programação estabelecida pelo sistema de ciência e tecnologia que, no Estado, será operacionalizado por meio da Rede Integrada de Pesquisa do Amapá (Ripap), formada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (Setec), pela Universidade Estadual do Amapá (UEAP), pela Universidade Federal do Amapá (Unifap), pela Embrapa, e pelo Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica do Amapá (Iepa).Segundo Viana, essas instituições de ensino e pesquisa do Estado deram uma grande contribuição no processo de criação da fundação. “Elaboramos essa proposta conjunta, com a participação de todas essas instituições porque cremos que a FAP terá um importantíssimo papel na consolidação do Sistema Estadual de C&T”, afirma.
Além destas entidades, o secretário disse que o Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) também foram importantes por envidarem esforço junto ao governo do Estado para a implantação da FAP.
Viana informou que os próximos editais já serão executados pela Fundação Tumucumaque, a exemplo do Programa Primeiros Projetos (PPP), do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), Programa Integrado de Bolsas de Iniciação Científica, entre outros.
Para conhecer as ações da Setec acesse o site www.setec.ap.gov.br.
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