Maio de 2010 — Nº 013 — Ano 1
2. ABIPTI realiza workshop para definir PGE
3. ABIPTI promove duas capacitações em julho
4. Troca de informações sobre normalização estreita relações comerciais do Brasil com a Ásia
5. Aplicativo móvel do CPqD garante inovação em serviços corporativos
6. Cesar realiza programa de formação na área de negócios
7. Governo cria mecanismo para induzir a inovação
8. Pesquisa do CGEE aponta que descentralização do fomento à CT&I avançou no país
1 - Entrevista - WALTER COLLI
Quais serão as suas prioridades no Centro Nacional de Pesquisas em Energias e Materiais (CNPEM)?
A resposta a essa pergunta dependerá do orçamento que o MCT concederá em 2010 à ABTLuS, organização social que faz a gestão de três laboratórios nacionais: o de Luz Síncrotron (LNLS), o de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) e o de Biociências (LNBio).Ainda não sabemos com quanto contaremos, mas estamos aguardando uma definição para o início de julho. Se houver a concessão adicional de aproximadamente R$ 400 mil para cinco anos, atacaremos com força a construção da nova fonte de Luz Síncrotron, batizada com o nome de Sirius.
Do que trata esse projeto?
O projeto, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, já está em andamento e alguns protótipos de equipamentos já estão prontos. Trata-se de uma fonte de 3ª geração, mais potente e mais brilhante que, quando pronta, irá colocar o Brasil ao lado dos países mais desenvolvidos na área de estudo da estrutura da matéria.Além disso, temos que dar continuidade aos programas já lançados pelo CTBE oferecendo tecnologia em parceria com empresas. Finalmente, teremos que dar apoio ao LNBio, laboratório que reúne um grande número de cientistas empenhados na análise da estrutura molecular das proteínas, entre outras.
Esse Laboratório de Biociências também é responsável por iniciativas pioneiras, como a assessoria para a produção de animais transgênicos para a finalidade de estudo da função de genes, e pelo estabelecimento de parcerias de pesquisa com empresas das áreas de fármacos, químicas e cosméticos, no âmbito de um programa de plataforma tecnológica.
Qual a importância do complexo de laboratórios do CNPEM para o desenvolvimento científico e tecnológico do país?
O complexo de laboratórios abriga um conjunto de cientistas e técnicos da mais alta qualidade que podem fazer a interface entre o conhecimento proveniente das universidades e as demandas de empresas que querem investir em tecnologia de ponta.Por se tratar de laboratórios nacionais, todos estão abertos à comunidade de pesquisa e empresarial de todo o país. O LNLS, por exemplo, que opera a única Fonte de Luz Síncrotron da América Latina, é utilizado anualmente por mais de 1,5 mil pesquisadores de todo o país e do continente, envolvidos, em média, com 400 estudos que resultam em aproximadamente 250 artigos publicados em revistas científicas indexadas. Além disso, mantém parcerias com empresas como a Petrobras, Braskem e Oxiteno.
Como os pesquisadores podem ter acesso aos laboratórios?
É finalidade precípua dos laboratórios atender à demanda da comunidade científica e das empresas, públicas ou privadas, que querem desenvolver alta tecnologia. Os laboratórios já são conhecidos e a demanda é grande. Cada um deles tem sites na internet para comunicação com futuros usuários. Em outras vezes é a relação direta entre um cientista de fora e o cientista de dentro que leva à prestação do serviço.Os laboratórios que integram o CNPEM mantêm diversas parcerias de desenvolvimento científico e tecnológico com instituições internacionais. Quais áreas são contempladas?
Na área do desenvolvimento de alta tecnologia que envolve: eletrônica; mecânica de precisão; microscopia eletrônica de alta resolução; processos de ruptura da celulose para a produção de etanol, que envolve enzimas específicas e de alta atividade específica e métodos de análise de proteínas; construção de leveduras, que produzem insumos químicos; e modificação genética de pequenos animais para a produção de animais knock-outs, não há uma só nacionalidade.Os laboratórios vinculados ao CNPEM têm que pagar salários competitivos para atrair cientistas estrangeiros, além de procurar o conhecimento onde ele estiver. Essa é uma das razões de eles operarem de acordo com o modelo de Organização Social (OS), que confere maior agilidade ao desenvolvimento de pesquisas estratégicas.
Como esses acordos podem trazer benefícios para o país?
A ligação dos laboratórios com outros países tem várias formas: a atração de cientistas estrangeiros que acabam por internar no Brasil o conhecimento que detêm, o intercâmbio de pessoal jovem para aquisição de novos conhecimentos ou o estabelecimento de convênios com outros laboratórios ou estruturas similares ao CNPEM/ABTLuS.No campo da ciência avançada e do desenvolvimento tecnológico de ponta é obrigatória a internacionalização não havendo lugar para nacionalismos ou reservas de mercado.
Há, ainda, uma quarta forma de relacionamento com instituições internacionais que se dá por meio de comitês científicos, responsáveis por avaliações periódicas das atividades dos laboratórios.
Entre os oito cientistas que compõem o comitê científico do LNLS, por exemplo, seis pertencem a instituições de pesquisas internacionais, como o National Synchrotron Light Source, do Brookhaven National Laboratory, e Lawrence Berkeley National Laboratory, ambos norte-americanos, European Synchrotron Radiation Facility (ESRF), da França e o European XFEL Project Team, da Alemanha.
O senhor esteve à frente da Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio) por vários anos. Em sua opinião, como a aprovação da lei que regulamenta o tema no Brasil contribuiu para o avanço do setor?
Quando assumi em fevereiro de 2006 havia apenas dois organismos geneticamente modificados com produção e comercialização aprovadas no país. Quando saí, em dezembro de 2009, esse número tinha saltado para 27. E a comissão não aprovou somente alimentos, mas vacinas para animais, a soja criada pela Embrapa/Cenargen e a primeira levedura transgênica para a produção de óleo diesel.Além disso, muitos experimentos com cana-de-açúcar, cítricos e outros foram autorizados e são continuamente monitorados. Nos últimos quatro anos, a CTNBio colocou o país na agenda de produção agrícola de alta tecnologia, não esquecendo que o agronegócio - incluindo os agricultores familiares - é responsável por quase 40% do PIB nacional.
Toda essa atividade foi reconhecida pela acolhida que tivemos em evento científico em 2009, em Haia, na Holanda, quando o Brasil foi mencionado por todos os participantes como um exemplo de país que criou uma lei moderna e que foi aplicada de maneira responsável.
Como o senhor avalia o cenário atual da ciência e tecnologia no país? Quais avanços foram obtidos recentemente?
O desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil não é um processo infeccioso agudo. Ele vem de longe e é marcado pela criação do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, na década de 60, da Finep. Igualmente importante foi a fundação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em 1962, com uma singularidade de gestão que é exemplo a ser seguido pelas administrações públicas.Em 1970 foi fundamental a implantação da pós-graduação, responsável principal pela profissionalização da pesquisa. Portanto, a implantação da atividade rotineira de pesquisa no Brasil é um processo que levou 60 anos, sem contar os pioneiros, no início do século 20.
As universidades que levavam em consideração apenas os cursos de graduação passaram a reconhecer a atividade de pesquisa e a pós-graduação, principalmente pela iniciativa dos próprios docentes e pela existência de agências que apóiam a pesquisa com auxílios e bolsas.
A ciência brasileira já é responsável pela produção de cerca de 2% da ciência mundial relevante. Parece pouco, mas coloca o país na 13ª posição no concerto das nações. O desafio agora é aproximar cientistas e empresários para construir uma tecnologia no país que possa agregar valor aos produtos aqui fabricados.
Essa junção fatalmente virá, pressionada pela necessidade de competição internacional a que se submetem as empresas brasileiras ou sediadas em território brasileiro. Se quisermos agregar valor aos produtos não podemos prescindir da ciência e da tecnologia. O CNPEM/ABTLuS atua exatamente nessa interface.
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2 - ABIPTI realiza workshop para definir PGEA ABIPTI receberá, em agosto próximo, representantes de instituições relevantes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) para traçar as questões centrais do Plano de Gestão Estratégica (PGE) da Associação. O encontro será realizado nos dias 12 e 13, em Brasília (DF), e o objetivo é definir a visão de futuro da instituição, assim como propor ações estratégicas para curto, médio e longo prazo.
“Queremos o envolvimento máximo de nossas associadas na construção desse documento, para que possamos elaborar uma proposta que contemple as expectativas e as demandas desse conjunto da melhor maneira”, destaca a consultora responsável pelo projeto na Associação, Leoni Lüdke.
No workshop serão desenvolvidos exercícios coletivos para definir o foco de atuação, a missão e a visão de futuro da entidade, tendo como norte os pontos levantados no primeiro semestre deste ano, durante as entrevistas presenciais e a consulta online. Juntos, esses dois processos ouviram a opinião de mais de 50 instituições de todo país, o que confere ao documento construído até agora, pluralidade e ampla abrangência.
“O questionário eletrônico foi enviado para o e-mail de todas as instituições associadas e também para entidades parceiras e de grande representação no setor de C&T do país. O resultado foi satisfatório e colaborou significativamente para a construção do PGE”, explica Lüdke.
Poderão participar do workshop, representantes das instituições associadas e entidades parceiras indicados pelos vices-presidente da ABIPTI. Para ser selecionado, é preciso ser dirigente ou ocupar cargo de relevância dentro da instituição, além de ter experiência na área de planejamento estratégico. Serão escolhidos profissionais de diversos segmentos, como associações, institutos de pesquisa, empresas públicas e privadas, fundações, entre outras.
“Esse evento permitirá desenvolver uma análise completa do papel da ABIPTI, considerando o futuro do SNCTI e o perfil das suas associadas”, completa Lüdke. O evento contará, ainda, com as presenças do corpo diretor e colaboradores internos da Associação, diretores do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e demais atores que participaram das entrevistas realizadas no início dos trabalhos.
A partir das conclusões do workshop, será elaborada a versão preliminar do PGE, que também será ajustada e validada pelos associados. A data para a sua apresentação ainda não foi definida, mas a meta da Associação é reunir o maior número de pessoas nesse fórum. Só após esse processo o documento será finalizado. O PGE está sendo elaborado pela equipe técnica do CGEE e da ABIPTI desde o último trimestre de 2009. Todo o processo de construção do plano conta com suporte financeiro da Finep.
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3 - ABIPTI promove duas capacitações em julhoA ABIPTI realizará no mês de julho a Capacitação do Examinador Líder e o curso Balanced Scorecard (BSC), ações do Programa da Excelência na Gestão (PEG). A capacitação será realizada nos dias 12 e 13, em Brasília (DF), na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e o curso acontece nos dias 14 e 15, no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro (RJ).
A Capacitação do Examinador Líder tem como objetivo promover e consolidar a avaliação como estratégia de desempenho e instrumento de melhoria da gestão. Em segundo plano, a iniciativa visa promover atividades de pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos dos institutos de pesquisa.
O curso Balanced Scorecard (BSC) tem por finalidade traduzir a missão e a estratégia das instituições em um conjunto abrangente de medidas de desempenho que servem de base para um sistema de medição e gestão estratégica contínua. O desempenho organizacional é medido sobre quatro perspectivas equilibradas: financeira, cliente, processos internos da empresa, e aprendizado e crescimento.
PEG
O Programa da Excelência na Gestão é realizado pela ABIPTI, em parceria com a Finep e com o apoio do MCT. A iniciativa apóia a melhoria contínua do desempenho dos institutos de pesquisa tecnológica (IPTs) brasileiros, por meio do aprimoramento da gestão.Entre os objetivos específicos, constam: estimular e promover a implementação de práticas modernas de gestão empresarial nos IPTs; formar multiplicadores, promotores e avaliadores do modelo de excelência da gestão dos institutos; e consolidar e validar um conjunto de indicadores de desempenho para os IPTs.
Informações sobre o programa podem ser obtidas pelo telefone (61) 3348-3127.
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4 - Troca de informações sobre normalização estreita relações comerciais do Brasil com a Ásia
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto de Normalização da Turquia (TSE) assinaram um acordo de cooperação para fortalecer a relação comercial entre os dois países. A proposta da parceria é criar um canal para troca de informações e expertises no setor de normalização, para que as normas técnicas não se constituam barreiras ao comércio entre as nações.
“Estamos abrindo um novo caminho de relacionamento técnico com a Ásia”, destaca o diretor geral da ABNT, Ricardo Rodrigues Fragoso. Para fortalecer o intercâmbio, será formulada uma agenda de trabalho com vistas a identificar os pontos de convergência entre as instituições. A primeira atividade está marcada para outubro próximo, na Turquia, e a idéia é debater as principais questões sobre a normalização e avaliação da conformidade.
“Entendemos que essa troca de informação auxiliará os exportadores a se adaptarem às exigências de um mercado globalizado e criará transparência nas transações comerciais”, explica Fragoso. A cooperação incrementará o comércio de produtos e serviços dos mais diversos setores. A iniciativa permitirá, ainda, que os dois países atuem em conjunto no cenário internacional.
O Brasil é signatário do Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) da Organização Mundial do Comércio (OMS), o que coloca o país no seleto grupo de nações que incrementam suas relações comerciais. “Essa ação faz com que a normalização técnica não seja um escudo protetor, mas sim um instrumento a mais na consolidação de novos negócios”, conclui Fragoso.
Somente a ABNT já possui diversos acordos de cooperação com os maiores organismos de normalização do mundo, como American National Standards Institute (ANSI), dos Estados Unidos; Deutsches Institut für Normung (DIN), da Alemanha; Associação Francesa de Normalização (Anfor), da França; entre outras. Os assuntos de interesse contemplam alimentos, geração de energia, biocombustível, responsabilidade social e gestão sustentável de eventos.
Informações sobre a ABNT podem ser obtidas no site www.abnt.org.br.
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5 - Aplicativo móvel do CPqD garante inovação em serviços corporativosO Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) desenvolveu um gateway de serviços que promete atender as demandas do mercado corporativo. A plataforma permite que o usuário utilize serviços da web, de forma direcionada, em dispositivos móveis. A solução foi adaptada para a Eletropaulo, primeiro cliente a aderir à solução.
"A aplicação possibilita aos funcionários o acesso a indicativos de desempenho, mapa de chuvas, de raios ou coisas específicas para o setor elétrico", explica Izidro Lopes, coordenador de desenvolvimento do produto.
O CPqD Gateway de Serviços é uma nova abordagem para o desenvolvimento de aplicações móveis. A solução representa uma alternativa à implantação de serviços, pois se utiliza de um único agente cliente, denominado Browser de Serviços, instalado no celular. Sem a necessidade de download de novos programas executáveis, ele oferece ao usuário o acesso a uma rede dinâmica de operações relacionadas. De acordo com o pesquisador, a utilidade tem um propósito geral e as soluções são adaptadas de acordo com as necessidades do mercado.
"O gateway pode ser explorado por diferentes tipos de empresas. Vamos supor que um gerente queira saber indicadores, deixar mensagens, pedir que alguém ligue para ele, ou realizar qualquer tipo de serviço corporativo, ele poderia suportar. Pode servir também para serviços gerais de telecomunicações e serviços de setores específicos como o de logística, orientando conduções", explica Lopes. A idéia geral é atender o cliente que precise de uma informação específica, adequada para tela.
A plataforma permite a incorporação e o relacionamento com vários tipos de serviço, como redes sociais (Twitter) ou multimídia (YouTube), ou mesmo serviços bancários. A ferramenta opera em plataformas Java versão Micro Edition (ME) e Andróide. Segundo o pesquisador, atualmente o CPqD trabalha no desenvolvimento de uma versão para o iPhone.
Ciab Fenabram 2010
O CPqD Gateway de Serviços foi um dos destaques no estande no Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras - Ciab Febrabam 2010. Na ocasião, a tecnologia foi adaptada para a simulação de um banco real, capaz de realizar serviços de mobile banking (consultas, pagamentos e outras transações bancárias)."No congresso alguns bancos se interessaram, inclusive um deles pediu para fazermos um vídeo do celular em funcionamento. O mercado bancário é o mais difícil de penetrar, mas a expectativa e a reação das pessoas de TI dos bancos que viam isso foi positiva", concluiu Lopes. A Ciab Febrabam 2010 aconteceu entre os dias 9 e 11 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).
Sobre o CPqD
O CPqD é uma instituição independente, com foco na inovação em tecnologias da informação e comunicação (TICs). No Brasil, as soluções do CPqD são utilizadas por grandes empresas e instituições dos setores de telecomunicações, energia elétrica, financeiro, industrial, corporativo e administração pública. Com 33 anos de atuação, o centro possui mais de 1,2 mil profissionais capacitados para oferecer tecnologias de produto, sistemas de missão crítica, serviços tecnológicos e consultorias.Informações sobre o CPqD podem ser obtidas no site www.cpqd.com.br.
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6 - Cesar realiza programa de formação na área de negóciosO Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) está em fase de execução do Programa Trainee de Negócios, que disponibilizou quatro vagas para interessados em assumir uma posição na área de negócios da instituição. As inscrições se encerraram no dia 17 de junho e a demanda ficou em torno de 50 candidatos por vaga.
De acordo com Eduardo Peixoto, executivo de Desenvolvimento de Negócios do Cesar, trata-se do primeiro projeto de formação do instituto que não é na área de tecnologia. "A iniciativa reflete o reconhecimento da importância dos negócios na inovação. Precisamos de pessoas com formação nessa área para conseguir criar e inovar de maneira mais eficiente”, constatou. A idéia é que a capacitação seja realizada anualmente.
O programa se baseia na vivência diária em negócios e vendas ligados a projetos que têm apoio e supervisão de profissionais seniores. Cada treinando terá um mentor dentro da organização, que vai auxiliá-lo e orientá-lo nas atividades. "O objetivo da seleção é achar pessoas talentosas, que gostam de desafios, de aprender e que estão alinhadas com a instituição. Os selecionados devem ocupar áreas de destaque", garantiu Peixoto.
O processo de seleção teve início com a aplicação de teste online de inglês, raciocínio lógico, português e matemática. Em seguida, segue-se para a etapa presencial, onde serão realizadas prova de redação, entrevista, trabalho de grupo, avaliação psicológica e de proficiência em inglês. A última etapa consiste em um estudo de caso e entrevista técnica. A admissão está prevista para agosto de 2010.
Treinamento
A iniciativa promoverá 18 meses de treinamento, a ser dividido em duas etapas. Na primeira fase, com duração de um ano, os candidatos irão para a área de Negócios & Marketing do Cesar, em Recife (PE), onde recebem capacitação e desenvolvem atividades práticas sob orientação. Nesse período serão realizadas avaliações e os aprovados passam para a segunda fase.Os trainees aprovados irão para uma das filiais da instituição, em São Paulo ou Curitiba, onde devem desenvolver, durante um semestre, atividades de campo nas respectivas localidades. Os candidatos serão orientados por um gerente de negócios e contratados em regime celetista (CLT).
Cesar
Com cerca de 400 funcionários, o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife realiza serviços de estudo, pesquisa, prototipação e desenvolvimento de produtos e serviços intensivos em tecnologias da informação e comunicação (TICs) para clientes no Brasil e no exterior. Em 2005, ganhou o prêmio Finep como instituição mais inovadora de pesquisa do Brasil e em 2006 recebeu o Prêmio Info200 de melhor empresa de serviços de software.Informações sobre o Cesar podem ser obtidas no site www.cesar.org.br.
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7 - Governo cria mecanismo para induzir a inovaçãoO secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias, anunciou na última quinta-feira (24), no Rio de Janeiro (RJ), que o governo vai editar uma Medida Provisória (MP) para fortalecer a inovação no país por meio das compras públicas. O texto propõe alterações na Lei de Licitações (8.666/1993) e está sendo analisado por uma comissão interministerial que contempla os ministérios de Ciência e Tecnologia, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e da Fazenda.
“A medida dará preferência nas compras públicas do governo federal, que chegará a R$ 57 bilhões neste ano, às empresas que aliam pesquisa e desenvolvimento no lançamento de produtos que tenham impacto no mercado”, destacou o secretário executivo Elias durante a reunião conjunta dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap). Ainda de acordo com ele, a proposta irá aliar o sistema de preços e marcas à Lei de Inovação. A MP poderá ser lançada ainda nesta semana pelo presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva.
Luiz Elias também adiantou que está sendo finalizada pelos ministérios do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, e da Fazenda uma medida que prevê a desoneração tributária quase integral na subvenção econômica. “A idéia é beneficiar a área empresarial em várias categorias que interagem nessa agenda”, disse. Ainda de acordo com ele, o governo anunciará até o próximo mês novas perspectivas de metas para o período de 2011 a 2020 dentro da política industrial aliada com a política de C&T.
Também será anunciada em breve a Lei de Acesso à Biodiversidade, que dispõe sobre a coleta, transporte e acesso ao material biológico e recursos genéticos. O texto preparado pelo MCT e ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi encaminhado à Casa Civil e a expectativa é enviá-lo ao Congresso Nacional até julho.
“Trabalhando em rede, de forma cooperada e articulada, focando nos objetivos centrais de uma política certamente atingiremos aquilo que o Luiz Davidovich [secretário executivo da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação] colocou como desafio nacional, que é uma política de Estado", disse.
voltar8 - Pesquisa do CGEE aponta que descentralização do fomento à CT&I avançou no país
O processo de descentralização do fomento à CT&I é muito recente no Brasil, mas o país avançou de forma intensa nos últimos dez anos. Esse é um dado que integra o estudo recém-lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) apresentado no último dia 24, no Rio de Janeiro (RJ), durante a reunião conjunta dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).
O trabalho sintetiza um esforço de 2,5 anos do CGEE, que atuou em articulação com o MCT, Finep, CNPq e com o Consecti e Confap. A análise direta da pesquisa envolveu os seguintes programas: Primeiros Projetos (PPP); de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe); e o Pappe Subvenção.
De acordo com o diretor do CGEE, Antonio Carlos Filgueira Galvão, a pesquisa não foi feita com uma data fixa no cenário. A idéia foi a de ter um panorama da evolução histórica do problema da descentralização das políticas de CT&I no Brasil. “O foco principal foram os anos 2000”, afirmou.
Ele apontou, como um dos resultados do estudo, o avanço significativo do espaço de articulação federativa e da descentralização das políticas e do fomento à CT&I no país. De acordo com Galvão, hoje não é possível pensar em uma política para o futuro sem levar em consideração a articulação entre Estados, União e municípios.
O diretor também destacou a aderência das agendas capitaneadas na implementação dos programas pelas Fundações de Amparo à Pesquisa. “O recurso é federal e é repassado para as FAPs, que atuam lá na ponta do sistema. Com isso, aumentamos a capilaridade regional da ação de fomento e garantimos a maior eficácia no apoio àqueles projetos realmente mais relevantes”, afirmou.
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EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
Presidente:
Isa Assef dos Santos
Vice-Presidentes:
Alfredo Gontijo de Oliveira,
Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
Michel François Fossy
Informe ABIPTI
Jornalista Responsável:
Bianca Torreão (DF-3520/JP) -
bianca@abipti.org.br
Web Designer:
Oscar Júnior -
junior@abipti.org.br
Reportagem:
Bianca Torreão
Isadora Lionço -
isadora@abipti.org.br
Apoio:
Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Entidades Parceiras:
Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec