Janeiro de 2011 — Nº 021 — Ano 1
1 - Entrevista - Claudio Benedito Silva Furtado, novo presidente da Fapesq
2 - Programa Excelência na Gestão recebe termo de adesão até o próximo mês
3 - Site da ABIPTI tem novo layout
4 - Acordo intensifica estudos sobre utilização do carvão mineral com menor grau de poluição
5 - Indústria brasileira do petróleo terá medições mais confiáveis
6 - UFRJ abriga simulador de guindastes portuários construído com tecnologia 100% nacional
7 - Itep capta mais de R$ 84 milhões em 2010
8 - Nova associada à ABIPTI investe US$ 100 mil em modernização de laboratório
9 - Crise ambiental gera oportunidades para C&T, diz Mercadante
10 - Mesmo com orçamento enxuto, Secretaria de C&T do DF planeja ampliar atuação da pasta
1 - Entrevista - Claudio Benedito Silva Furtado, novo presidente da Fapesq
Tomou posse no dia 4 de janeiro o novo presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), Claudio Benedito Silva Furtado. Em entrevista ao Informe ABIPTI, o dirigente ressaltou a importância da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) para o Estado, e as prioridades e desafios à frente da fundação.
“A Fapesq precisa ter o papel que a comunidade científica e a sociedade esperam, que é fomentar CT&I para o desenvolvimento da Paraíba”. Segundo Furtado, apesar de a Paraíba passar por dificuldades financeiras, o governador não deixará de investir no Sistema Estadual de CT&I.
Confira a entrevista na íntegra:Quais serão as suas prioridades à frente da Fapesq?
A nossa prioridade é fazer com que a Fapesq volte a fomentar ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Estado da Paraíba. Para que isto aconteça temos que honrar uma série de contrapartidas que estão em atraso de vários programas, como o de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), o de Desenvolvimento Científico Regional (DCR), o Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS), entre outros. Sanando esta situação poderemos abrir novos editais em conjunto com órgãos de fomento federais. Outra questão é a dos marcos regulatórios e, dentro deste contexto, está a nova Lei de Inovação do Estado, que é uma prioridade do governo da Paraíba. A Fapesq precisa ter o papel que a comunidade científica e a sociedade esperam, que é fomentar CT&I para o desenvolvimento da Paraíba.
Qual é o orçamento da fundação neste ano?
O orçamento para 2011 ainda não foi aprovado pela Assembléia Legislativa, mas o novo governo tem como uma das prioridades o investimento em CT&I para o desenvolvimento da Paraíba e faz parte da reestruturação que está sendo executada.
Assim que o orçamento for definido, em quais áreas o senhor pretende aplicar os recursos?Os recursos serão alocados nas contrapartidas de projetos que estão atrasadas. Vale a pena frisar aqueles de implantação da Rede Metropolitana de João Pessoa e da Rede Paraibana de Pesquisa em parceria com a Finep, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e Estado da Paraíba, para os quais as contrapartidas já foram obtidas via empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em breve, começaremos a sua implantação. Este projeto da Rede Paraibana de Pesquisa interligará todos os órgãos de CT&I do Estado.
O que o senhor considera como principais desafios?
A Paraíba é um Estado pobre em vários aspectos, mas tem uma excelente base de CT&I instalada. A relação de doutores por 100 mil habitantes é muito boa. Temos que ter a confiança da comunidade científica da Paraíba, o que vai aparecer assim que a fundação saldar algumas contrapartidas de editais em vigência e voltar a lançar novas chamadas, fomentando pesquisa e garantindo o apoio do Estado nestes novos editais. A Paraíba passa por dificuldades, mas o governador está com o objetivo de investir no Sistema Estadual de CT&I.
Como o senhor analisa o cenário atual do Sistema Estadual de CT&I?
Nos últimos anos, as ações do governo federal na área de CT&I foram muito bem articuladas, com estreita participação dos Estados e de entidades científicas. Dentro deste modelo, o Sistema Estadual de CT&I tem se consolidado no fomento à pesquisa, isto porque existe um consenso da maioria dos governantes que é imprescindível investir em CT&I tanto nos Estados mais desenvolvidos quanto nos menos desenvolvidos. Está claro que a maioria das políticas de CT&I do governo federal tendem a fortalecer ainda mais o sistema estadual.
Na sua opinião, qual é a importância da Fapesq nesse contexto?
Dentro deste cenário é importantíssimo que a Fapesq participe desta articulação e fomente CT&I dentro do Estado, participando da expansão do sistema estadual. A Paraíba passa por sérias dificuldades financeiras, mas o investimento em ciência, tecnologia e inovação será fundamental para o crescimento do Estado.
voltar
2 - Programa Excelência na Gestão recebe termo de adesão até o próximo mêsA ABIPTI receberá até o dia 21 de fevereiro o termo de adesão para o Programa Excelência na Gestão (PEG), ciclo 2011 e 2012. Podem participar todas as instituições parceiras que tenham como interesse aprimorar as práticas de gestão. As capacitações têm início na segunda quinzena de março, com cursos em todas as regiões do país.
“As ações serão desenvolvidas sem custos de inscrição ou honorários de qualquer natureza. As entidades participantes custearão, apenas, o deslocamento dos seus colaboradores para a realização das atividades propostas”, explicou a gerente executiva da Associação, Flaudemira Paula.
Pela iniciativa, a ABIPTI ofertará ao longo de 12 meses capacitação e orientação, como por exemplo, para que as instituições utilizem o modelo de “Gestão do Prêmio Nacional Qualidade” (PNQ) e “GesPública”, considerados os maiores reconhecimentos à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil.
Entre as atividades, destaque para a elaboração do programa de melhoria do desempenho dos institutos de pesquisa; geração de indicadores de desempenho; capacitação de pessoal; implementação de práticas inovadoras na gestão organizacional; e produção de plano de comunicação. Todas tendo como base os critérios de excelência disseminados pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e pela GesPública.
As instituições que elaborarem o relatório de gestão receberão visita dos examinadores da ABIPTI, com vistas a medir a aderência da gestão das mesmas aos requisitos propostos. Esta atividade é realizada mediante termo de sigilo assinado pelos avaliadores.
“É importante a participação de todos para que possamos construir um novo patamar de desempenho organizacional, com a conseqüente melhoria de desempenho do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, completou a gerente da Associação.
Programa
Criado há 12 anos, o programa atende entidades públicas e privadas de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico de todo país, com o intuito de promover a melhoria contínua no desempenho desses institutos e torná-los mais competitivos.Mais de 120 instituições já participaram do programa, que também tem por meta ampliar o conhecimento das entidades parceiras sobre as demandas do segmento, com reflexos na elaboração, disseminação e avaliação de seus instrumentos de políticas de ciência e tecnologia (C&T). O programa é atualizado a cada ciclo e tem o apoio da Finep.
Informações sobre o PEG podem ser obtidas neste link.
Já as instruções para o preenchimento do termo de adesão podem ser conferidas neste link.voltar
3 - Site da ABIPTI tem novo layoutA ABIPTI lançou no dia 24 o novo layout do site institucional, que traz mais interatividade para sua carteira de associadas e demais usuários. O espaço possibilita melhor navegabilidade, com utilização de cores e elementos associativos à nova marca, além de equilíbrio na disposição das imagens gráficas e informações.
“Nossa proposta é facilitar a disseminação de informação qualificada em ciência, tecnologia e inovação e buscar uma maior proximidade com nossos associados e leitores”, disse a gerente executiva da Associação, Flaudemira Paula.
Como exemplo, foi criada uma área exclusiva para o associado com disponibilização de ferramentas de comunicação que facilitam o contato entre eles e a ABIPTI. Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), forum, espaço para atualização de dados e para novas associações são algumas opções.
Outra novidade é a área de arquivos multimídia, que contará com vídeos, fotos e áudio das coberturas dos eventos, realizadas pela equipe de jornalismo da ABIPTI. As principais matérias jornalísticas também serão divulgadas na página principal, no link Notícias.
O novo site ainda traz em destaque os projetos da Associação, como o Programa Excelência na Gestão, os informativos Gestão C&T online e Informe ABIPTI, além da Frente Parlamentar da Pesquisa e Inovação e o Observatório de Tecnologias de Gestão (OTG).
Os leitores e associados também terão acesso aos principais eventos ligados ao setor de ciência, tecnologia e inovação, que serão disponibilizados com atualização periódica. Em breve, o site estará disponível na versão inglês e espanhol.
Para conferir o novo layout acesse www.abipti.org.br.
voltar
4 - Acordo intensifica estudos sobre utilização do carvão mineral com menor grau de poluiçãoA Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec) e a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC) assinaram termo de cooperação para a realização de estudos conjuntos sobre carvão mineral, considerado hoje como importante fonte energética. A parceria firmada em dezembro passado permitirá, por exemplo, caracterizar melhor este material, para que ele possa ser utilizado com o menor grau de poluição ambiental.
“Estas ações poderão contribuir para impulsionar o setor de ciência, tecnologia e inovação (CT&I), no que diz respeito à utilização de carvão mineral de todo o setor carbonífero brasileiro, destacando-se o existente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”, explicou Luiz Augusto Pereira, que presidiu a instituição até janeiro deste ano.
Ainda de acordo com ele, a ação é motivada, principalmente, pelo desenvolvimento de novos projetos na área de geração de termoeletricidade na região de Candiota (RS), onde está localizada a maior reserva de carvão mineral do país. A parceria prevê também o intercâmbio técnico, científico e tecnológico entre as instituições, bem como a realização de atividades como trabalhos de pesquisas, projetos, cursos e consultorias.
Segundo a Cientec, as atividades já começaram e englobam a utilização conjunta da planta caldeira multicombustível de 1,5 MW (megawatt), de propriedade da fundação, localizada no município de São Jerônimo (RS), junto à termoelétrica da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE). Entre os resultados esperados é possível citar a construção de caldeiras multicombustível em escala ampliada, com capacidade de geração de 25 MW.
“A SATC, com experiência em formação de recursos humanos específicos, poderá, com a parceria, transmitir à Cientec conhecimentos estratégicos para que possamos ter pesquisadores e técnicos interagindo em benefício do desenvolvimento da sociedade”, completou Pereira. Os trabalhos contam com a participação da Rede Nacional de Carvão Mineral e da Associação Brasileira de Carvão Mineral.
Balanço
Luiz Augusto Pereira presidiu a Cientec entre os anos de 2007 e 2010. Na avaliação do pesquisador, a instituição manterá neste ano a produção de soluções tecnológicas em ritmo crescente. O orçamento inicial da fundação para 2011 é de R$ 31 milhões, mas de acordo com ele, “a tendência é que, gradativamente, o governo gaúcho aplique mais recursos orçamentários em áreas estratégicas como CT&I”.A instituição, que completou 68 anos em dezembro passado, registrou um significativo aumento no número de projetos e no montante da receita própria, durante a gestão de Luiz Pereira. Somente nos últimos três anos, a alta foi de 1.600%, tendo, atualmente, um saldo em conta superior a R$ 10 milhões.
“Nada do que foi alcançado neste período teria sido concretizado sem a colaboração competente e dedicada de todos os funcionários da fundação e do apoio de muitas instituições, como a ABIPTI e a Finep”, reconheceu Pereira. Ainda na avaliação dele, a expectativa é que os governos, nas diversas esferas, apliquem mais recursos no setor, visto que a CT&I passaram a ser no mundo contemporâneo decisivas para o desenvolvimento de qualquer país.
“Destaca-se que não se trata só de recursos financeiros, mas de investimentos em pesquisadores, especialmente, criando mecanismos de fixação no setor produtivo. No Brasil, diferentemente de outros países desenvolvidos, a maioria dos pesquisadores encontram-se na universidade e não nas empresas, local onde realmente ocorre a inovação”, lembrou.
Para saber mais sobre a Cientec acesse o site www.cientec.rs.gov.br.
voltar
5 - Indústria brasileira do petróleo terá medições mais confiáveisNovo laboratório de medição de vazão de óleo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo (SP), permitirá que indústrias de diversos setores, além do segmento de petróleo, façam suas medições no Brasil. A operação do laboratório também poderá ajudar na exploração do pré-sal, melhorando a confiabilidade da medição de óleo, além de permitir a realização de ensaios em componentes associados à exploração, refino e distribuição.
A metrologia de vazão propicia medições exatas de volume de produto por meio de técnicas que asseguram sua confiabilidade. O novo laboratório é vinculado ao Centro de Metrologia de Fluidos (CMF) do instituto. De acordo com o diretor do CMF, Kazuto Kawakita, o ambiente terá capacidade de medição igual ou até melhor que a dos laboratórios no exterior. Além disso, ele permitirá realizar ensaios que possibilitarão pesquisas e desenvolvimento de novos medidores e tecnologias para o setor.
“Esperamos incentivar novos estudos que venham agregar conhecimento, produzam tecnologia e acelerem o desenvolvimento da indústria nacional, principalmente na melhoria da confiabilidade metrológica dos sistemas de medição de óleo utilizados no país”, ressaltou.
O novo laboratório já foi inaugurado, mas está em fase de testes. A previsão de funcionamento é março de 2011. Instalado em uma edificação de 750 m² dentro do campus do IPT, o espaço conta com 500 m² destinados ao ensaio e armazenamento dos medidores. O restante da área corresponde às salas de máquinas, de controle e recepção.
O laboratório recebeu investimento total de R$ 6,7 milhões, dos quais R$ 4 milhões vieram da Petrobras, por meio de projeto da Rede de Metrologia; R$ 2 milhões foram investidos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) do Estado de São Paulo, como parte do projeto de modernização do IPT; e R$ 700 mil foram destinados pela Finep.
Segundo Kawakita, o argumento usado para a captação dos recursos está ligado à importância do novo empreendimento para a indústria nacional do petróleo, uma vez que as medições de volumes de produtos são a base quantitativa para a contabilização das receitas, custos e lucros das empresas do setor.
“Hoje esse segmento necessita de laboratórios acreditados, melhores níveis de incerteza, maiores faixas de vazão, ensaios em condições mais próximas às de utilização do medidor e calibrações em campo. Todas essas condições permitem o desenvolvimento da indústria nacional do setor de petróleo, especialmente a de fabricantes de medidoras, outro anseio da área”, ressaltou.
Confiabilidade da medição
Além do novo laboratório, o CMF possui outros cinco: de vazão de gás de alta vazão; de vazão de gás de baixa vazão; de vazão de água; de vazão de óleo (capacidade até 90 m³/h); e laboratório de calibração de medidores diafragma.Em sistemas de medição de vazão de óleo, explica Kawakita, um dos itens que garantem a confiabilidade da medição é a calibração do medidor de vazão. A faixa de vazão do laboratório existente, limitada a 90 m³/h, possui incerteza de 0,1%. Com o novo laboratório, a capacidade máxima sobe para 1.000 m³/h, com melhor capacidade de medição de 0,03%.
Kawakita ressaltou que a necessidade de implantação de um laboratório como esse também ganhou força com a publicação do Regulamento Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural, aprovada pela portaria conjunta ANP/Inmetro n° 1, de 19 de junho de 2000. A portaria passou a exigir que os medidores sejam calibrados com o próprio fluido de operação.
Até o momento, muitos medidores de hidrocarbonetos são calibrados com água. E quando as correções são aplicadas, devido às variações das propriedades físicas dos fluidos de operação do medidor com relação à ela, acabam sendo efetuadas de forma empírica. “No Brasil, não havia laboratório com esta capacidade, o que levava as empresas a enviarem seus medidores para calibração em laboratórios no exterior”, assinalou.
As novas instalações laboratoriais são totalmente climatizadas e focam na eficiência energética dentro do sistema de bombeamento (maior consumo de energia elétrica do laboratório). O espaço também conta com câmeras para visualização remota dos ensaios pelos clientes, além de maior área de trabalho, onde será possível realizar montagens e arranjos experimentais simulando as condições reais de instalação.
voltar
6 - UFRJ abriga simulador de guindastes portuários construído com tecnologia 100% nacionalO Brasil ganhou o primeiro Centro de Simulação de Guindastes Portuários e Offshore, desenvolvido com tecnologia nacional. O ambiente foi inaugurado no mês passado pela Virtualy, empresa incubada do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).
O espaço reproduz o real cenário dos profissionais que atuam na área. Todas as operações serão feitas dentro de uma réplica de uma cabine de comando, conferindo maior grau de realismo à simulação. Os equipamentos permitem o treinamento de diferentes tipos de guindastes como portainers, guindastes de bordo, ponte rolante e mobile crane.
“O centro conta inicialmente com dois simuladores de guindaste imersivos, com projeção do tipo caverna digital ou ‘cave’. Ao centro dessa caverna está instalada uma réplica do acento e painéis de controle do guindaste, com dispositivos que permitem reproduzir movimentos e vibrações do equipamento durante a operação, e sistema de som”, disse o diretor de Tecnologia da Virtualy, Gerson Cunha.
De acordo com ele, o centro ainda dispõe de três estações de treinamento, compostas por simuladores com versões reduzidas dos painéis de controle dos guindastes e monitores de 42 polegadas. Eles foram concebidos como versões móveis dos simuladores de grande porte, o que permite o deslocamento para treinamento nos próprios portos.
O ambiente também conta com um simulador para caminhões, tratores, empilhadeiras e reachstackers, que é um tipo especial de empilhadeira de grande porte para containers. “Com o centro, os trabalhadores portuários passam a ter acesso a treinamento com tecnologia de ponta. Os portos ganham em segurança e produtividade, e o país ganha com o aumento da eficiência e redução dos custos nas importações e exportações”, ressaltou o diretor.
Segundo Cunha, o centro está aberto a escolas, empresas e interessados que desejam iniciar carreira ou aprimorar seus conhecimentos e habilidades de operação de equipamentos portuários. “O centro não se constitui em uma escola e, sim, numa infraestrutura para o treinamento em simuladores”, acrescentou.
Como exemplo do que pode ser realizado no simulador, Cunha cita os exercícios de operações normais, onde os alunos principiantes adquirem os conhecimentos básicos e os experientes aprimoram sua habilidade e perícia, fixando práticas de segurança e procedimentos de prevenção de acidentes.
Além disso, também são realizadas atividades que levam em consideração situações de emergência. Nesse caso, os alunos são confrontados com cenários impossíveis de serem experimentados de forma segura em equipamentos reais, como panes hidráulicas, perda de freio, cargas com peso superior à capacidade do guindaste, rompimento de cabos, entre outros.
“Os alunos podem ser submetidos a condições climáticas adversas como tempestades repentinas, vendavais súbitos, situações de neblina e nebulosidade. Tudo isso em diferentes horários do dia e da noite”, disse. O diretor acredita que a prática exaustiva das operações rotineiras e a exposição às situações de emergência no simulador, permitirão aos operadores adquirir habilidades avançadas em menos tempo, além de prepará-los para enfrentar todas as situações críticas da atividade.
De acordo com ele, a demanda por novos operadores e a reciclagem permanente dos atuais é uma necessidade crescente nos portos brasileiros. “Hoje o país tem uma demanda de mais de 15 mil trabalhadores necessitando de formação e/ou reciclagem, apesar dos operadores experientes no Brasil possuírem alto índice de produtividade”.
Recursos
Cunha informou que o desenvolvimento dos protótipos contou com recursos de projetos da Finep e do CNPq, que tinham como premissas atender a demandas reais da sociedade, além de reduzir a dependência do país em relação à tecnologia estrangeira. A iniciativa também teve o apoio do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO) do Estado do Rio de Janeiro e da Marinha do Brasil.Os equipamentos foram desenvolvidos com componentes totalmente nacionais, permitindo que o tempo e custo de manutenção fossem reduzidos quando comparados aos equipamentos importados. “O produto final tem qualidade semelhante ao dos importados, mas com preço 4 a 5 vezes menor”.
A iniciativa vai ao encontro das novas diretrizes governamentais de transferência de tecnologia da universidade para a indústria. Um dos objetivos do Centro de Simulação de Guindastes Portuários e Offshore é melhorar a segurança, a produtividade com relação à carga e descarga, além de reduzir o tempo necessário para formação plena de novos operadores.
voltar
7 - Itep capta mais de R$ 84 milhões em 2010O Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) captou em 2010 recursos da ordem de R$ 84,6 milhões. De acordo com o balanço divulgado pela instituição, somente em recursos obtidos para o governo do Estado, por meio de apresentação de projetos a ministérios e órgãos de fomento, o valor alcançou R$ 60 milhões, verba direcionada para as áreas de educação e de ciência e tecnologia.
Outro destaque foi o aumento orçamentário das duas principais fontes de receita da instituição. Por meio do contrato de gestão que mantém com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma), o volume captado foi de R$ 15,4 milhões. Já a prestação de serviços tecnológicos fechou o ano com R$ 7,6 milhões. De acordo com o Itep, somando todas as fontes, foram captados cerca de R$ 24,6 milhões.
Segundo o presidente do instituto, Frederico Montenegro, as expectativas para 2011 são positivas. Além de elevar o orçamento, espera-se também ampliar a atuação e melhorar os serviços tecnológicos ofertados. Para se ter uma ideia, apenas com as ações relativas ao contrato de gestão e com a execução do Programa de Produção e Difusão de Inovações para a Competitividade de Arranjos Produtivos Locais do Estado, financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Itep vai contar com um orçamento de R$ 46,7 milhões.
Já as verbas aprovadas pelo Programa Brasil Profissionalizado do Ministério da Educação somam R$ 30 milhões. A proposta é ampliar as ações realizadas por quatro centros tecnológicos (CTs) instalados no Estado, bem como implantar novas unidades.
Ainda de acordo com o instituto, a partir deste ano o Itep poderá tornar-se um organismo certificador e pretende também melhorar os serviços tecnológicos ofertados à iniciativa privada, principalmente para apoio aos novos empreendimentos.
Informações sobre o Itep podem ser obtidas no site www.itep.br.
(Com informações do Itep)
voltar8 - Nova associada à ABIPTI investe US$ 100 mil em modernização de laboratório
Ano novo, casa nova. Em 2011, a Tecnolamp do Brasil, recém associada à ABIPTI, prepara-se para inaugurar sua nova sede, no bairro Ponte Pequena, na Av. Tiradentes, área estratégica de São Paulo. O local centralizará as atividades de logística, comercial, contábil, financeira e técnica, o que possibilitará melhor atendimento aos clientes.
Há 16 anos no mercado, a empresa é especializada no setor de iluminação. A Tecnolamp começou suas atividades no segmento multimarcas, com foco voltado ao varejo, mas ao aprimorar seus serviços, passou a oferecer lâmpadas de qualidade para iluminação pública.
A empresa também atende todos os demais segmentos de iluminação, do residencial ao industrial, além da variedade de marcas e modelos de lâmpadas para decoração, que incluem motivos natalinos. Até hoje, a Tecnolamp forneceu cerca de 10 milhões de lâmpadas distribuídas em todo o país.
Em 2005, instalou seu próprio Laboratório Mecânico, Elétrico e Fotométrico, onde desenvolve atividades de qualidade assegurada, ensaios de tipo e referência para clientes públicos e privados. Com a mudança para a nova sede, o laboratório será ainda mais moderno, com estrutura e recursos tecnológicos para desenvolver ensaios previstos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pela International Electrotechnical Comission (IEC), federação internacional dos organismos de normalização para a área elétrica, por exemplo.
“A montagem do laboratório nos ajudará a garantir ainda mais qualidade aos nossos produtos. O investimento para a modernização do laboratório será de US$ 100 mil”, informou o diretor da Tecnolamp, João Bico de Souza. Ele destacou que a empresa investe cerca de 10% do faturamento em tecnologia e inovação.
Qualidade garantida
A Tecnolamp importa e distribui com exclusividade no Brasil as Lâmpadas J*B Light® e WIKO®, além dos pára-raios e isoladores poliméricos das marcas J*B Light® e Ohio-Brass®. Todos são certificados com o selo concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que indica ao consumidor produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria, proporcionando economia na conta de energia elétrica. A fábrica também possui o ISO 9001, certificação que garante à empresa estar de acordo com padrões internacionais.
voltar9 - Crise ambiental gera oportunidades para C&T, diz Mercadante
No início do mês, o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, assumiu a pasta com a promessa de promover mais avanços no setor, levando em consideração a sustentabilidade ambiental, a inovação como ponto central das agendas pública e privada, o fortalecimento da pesquisa e o aumento da formação de recursos humanos.
Mercadante considera imprescindível a transição mundial para uma economia de baixo carbono, o que implicará em investimentos de ponta para a maior parte dos países. Para ele, a atual crise ambiental planetária não gera apenas custos e sacrifícios, mas também cria um amplo horizonte de oportunidades.
“Contribuir para mitigar as causas do aquecimento global e impulsionar a economia verde e criativa, aprofundando a pesquisa e a inovação para gerar mais valor agregado à nossa biodiversidade em direção a sustentabilidade será uma de nossas grandes prioridades. Nesse sentido a ciência e tecnologia terão centralidade”, disse.
O ministro também elencou como prioridade de seu governo o aprofundamento de políticas de formação de recursos humanos. Ele defende a criação de espaços permanentes de motivação e estímulo para os jovens se interessarem pelo mundo da ciência. De acordo com Mercadante, a banda larga e a inclusão digital são mecanismos fundamentais para atingir este objetivo.
“A inserção da banda larga nas escolas públicas e nas áreas rurais permitirá um grande salto de qualidade da educação dos nossos jovens, além de reduzir a enorme discrepância no acesso à tecnologia da informação”.
Entre as ações, o novo dirigente da pasta também citou a ampliação de parcerias com o Ministério da Educação (MEC), a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o CNPq com o intuito de aumentar em todas as áreas a concessão de bolsas de estudos.
Mercadante ainda ressaltou a necessidade de ampliar o investimento público em C&T. Segundo ele, hoje o Brasil investe 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), e impõe o desafio de alcançar a marca de 2% a 2,5% na próxima década, meta que considera difícil de ser atingida, mas necessária para o desenvolvimento do país.
“Devemos combinar educação de qualidade, pesquisa científica, inovação na perspectiva de uma nova produção científica mundial. Assumo o dever de ampliar cada vez mais a participação da ciência, tecnologia e inovação no PIB brasileiro. Nossa gestão vai utilizar ferramentas que implantem definitivamente o item da inovação na agenda pública e privada e continuar o processo de distribuição dos benefícios dos avanços científicos e tecnológicos para toda a sociedade”.
Mercadante lembrou que o país situa-se na 13ª posição em termos de produção de pesquisa básica e afirmou que é preciso intensificar os esforços na direção de aumentar o volume global de pesquisa, assim como aprofundar o atual processo de desconcentração regional. Nesse sentido, o ministro considera fundamental o fortalecimento da pós-graduação nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, essenciais para a redução das assimetrias regionais.
Inovação
Ainda na avaliação do ministro, outra prioridade é o fomento à inovação. “Afirmo desde já que a articulação entre a Política de Desenvolvimento Produtivo [PDP] e o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação será um dos eixos estruturantes da fase 2 da nossa política de CT&I”.
Para Mercadante é preciso reconhecer que a pesquisa científica brasileira ainda é fortemente concentrada nas universidades e instituições públicas. De acordo com ele, no Brasil a participação de empresas no número de pedidos de patentes é de somente 53%, ao passo que no Japão e Alemanha esse índice é de cerca de 90%. As empresas brasileiras investem aproximadamente 0,51% do PIB em C&T. No Japão o investimento é de 2,7%.
Segundo o novo dirigente, esse descolamento entre a produção científica nacional e o processo produtivo é histórico. “Nossa contribuição estará em estimular e agilizar o processo de reconhecimento de patentes no país. Vamos orientar e fortalecer os núcleos tecnológicos de inovação para difundir a cultura da propriedade intelectual no meio acadêmico”.
Mercadante também atribui importância na articulação com o setor empresarial, lembrando que a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) continuará recebendo o apoio do MCT. “Trabalharemos ativamente para que a sala da inovação seja um espaço de diálogo estratégico com aquelas empresas que venham a conduzir projetos inovadores”.
O ministro afirmou que manterá ainda um diálogo construtivo com as instituições de controle como Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal com a finalidade de criar regras específicas para o setor. Outra medida será a ampliação e o aprimoramento do marco regulatório de incentivo a pesquisa. Para ele, apesar dos grandes avanços, o Brasil ainda não dispõe de uma política de incentivo de subvenções em nível adequado.
As empresas também serão chamadas para enfrentar o desafio de investir mais em inovação. Do mesmo modo, a Finep terá seu papel ampliado, passando a ser mais do que uma agência de fomento e, sim, uma instituição financeira que atuará fortemente para oferecer recursos reembolsáveis e não reembolsáveis para apoio à pesquisa e ao desenvolvimento do país.
Mercadante disse que em sua gestão também serão criados novos fundos setoriais e lembrou que nesse primeiro ano de governo serão feitos imprescindíveis ajustes fiscais. “Vamos melhorar o mecanismo de controle dos gastos e otimizar os recursos disponíveis. Devemos aprender a fazer mais com menos”.
voltar10 - Mesmo com orçamento enxuto, Secretaria de C&T do DF planeja ampliar atuação da pasta
O novo secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Gastão Ramos (PSB), apresentou no início do mês, quais serão suas prioridades à frente da pasta. De acordo com ele, entre os desafios está fortalecer a atuação do órgão a partir de uma maior articulação com outros setores, como educação e saúde.
“A tecnologia não pode mais ser vista como atividade fim e sim de meio. Trata-se de uma ação transversal”, destacou Ramos. O novo secretário já atuou no meio acadêmico, na administração pública e na iniciativa privada.
Os recursos para implementar os programas estruturantes, como universalização da banda larga, construção do parque tecnológico, assim como fortalecer as ações exitosas em curso, são enxutos, estimados em R$ 13 milhões. O valor está previsto no orçamento de 2011, mas ainda não foi sancionado.
O secretário reconheceu que o montante é pequeno para o que se pretende fazer, mas garantiu que a sua gestão será pautada por planejamento de longo prazo, o que contribuirá para colocar em prática os planos que ainda estão no papel. “Apesar do meu viés político e da minha filiação partidária essa secretaria não será objeto de política. Essa gestão será marcada por uma atuação técnica”, falou.
Outro fator decisivo para fortalecer o setor de C&T que ainda patina no DF é uma forte articulação com o governo federal, já que o governador, Agnelo Queiroz (PT), é da mesma legenda política da presidente da República, Dilma Rousseff, e do ministro da C&T, Aloizio Mercadante. “Estamos num momento ímpar porque estamos alinhados com o governo federal, o que torna o diálogo mais fácil. O cenário é altamente favorável”, avaliou.
Projetos estruturantes
De acordo com Gastão Ramos, neste primeiro momento serão priorizados três grandes projetos, que na opinião dele têm impactos importantes não só no setor científico, mas também em toda a economia do DF. Um deles é efetivar o Parque Tecnológico Capital Digital, que poderá gerar cerca de 80 mil empregos, sendo 20 mil diretos, além de dobrar a capacidade de recursos e de geração de receitas.
“Vamos precisar de 500 doutores, 3,5 mil mestres e 11,5 mil tecnólogos. Se o parque estivesse pronto hoje, nós não teríamos essa capacidade”, reconheceu. Para sanar esse gargalo, Gastão disse que já está em contato com universidades locais, com o intuito de realinhar os currículos acadêmicos. “Precisamos definir o modelo de técnico que queremos preparar para o futuro. Não basta construir a cidade digital, temos que estabelecer projetos que possibilitem o seu funcionamento”.
A segunda ação é ampliar o acesso rápido à internet, por meio do projeto Banda Larga, que poderá ser gratuita em alguns setores. Segundo Gastão Ramos, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, já disponibilizou recursos para a iniciativa.
O terceiro projeto é implementar a infovia, uma rede de comunicação de voz, dados e imagens de alta velocidade que permite a integração de todos os órgãos da administração pública. “Vamos aproveitar a infraestrutura que já está pronta e dar continuidade”, disse. Ele se refere à rede implementada pelo governo federal, que conecta os 52 órgãos instalados em 47 prédios na Esplanada dos Ministérios.
Bons ventos para inovação
Vindo do setor privado, Gastão também tem uma forte preocupação em transformar em produtos o conhecimento produzido nos centros de pesquisa e na academia. De acordo com ele, a sua gestão também priorizará ações que impulsionem a inovação no DF, como a aprovação da lei local de inovação.
Segundo ele, o tema já foi tratado com o deputado Chico Vigilante (PT) e com o presidente da Câmara Distrital, Cabo Patrício (PT), que se comprometeram em desengavetar a proposta. De acordo com o novo secretário de C&T, a lei poderá ser sancionada ainda neste semestre. “Isso vai depender do nosso esforço e do empenho do legislativo”, lembrou.
De acordo com dados do MCT, até dezembro do ano passado 14 Estados já tinham leis de inovação sancionadas (AM, CE, PE, AL, SE, BA, GO, MT, MG, ES, RJ, SP, SC e RS). Outras duas unidades da federação estavam com projetos em tramitação (DF e MS) e outras três já haviam elaborado minutas de lei (PR, MA e PA). A meta era fechar 2010 com 17 Estados com leis sancionadas.
Informações sobre a SECT-DF podem ser obtidas no site www.sect.df.gov.br.
voltar
EXPEDIENTE ______________________________________________
ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
Presidente:
Isa Assef dos Santos
Vice-Presidentes:
Alfredo Gontijo de Oliveira,
Antônio Diomário de Queiroz,
João César Dotto,
José Geraldo Eugênio de França e
Michel François Fossy
Informe ABIPTI
Jornalista Responsável:
Bianca Torreão (DF-3520/JP) -
bianca@abipti.org.br
Web Designer:
Oscar Júnior -
junior@abipti.org.br
Reportagem:
Bianca Torreão
Isadora Lionço -
isadora@abipti.org.br
Apoio:
Finep - Financiadora de Estudos e Projetos - www.finep.gov.br
MCT - Ministério da Ciência e Tecnologia - www.mct.gov.br
Entidades Parceiras:
Fórum Nacional de Secretários Municipais da Área de C&T
Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I - Consecti
Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa - Confap
Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras - Anpei
Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores - Anprotec