Nº 16 - agosto de 2010 - Ano 02

Rede APLmineral apresenta plano de gestão para os próximos anos

Cynthia Ribeiro

   A Rede Brasileira de Informação de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral (Rede APLmineral), apresentou no dia 31 de agosto (31), os planos de reestruturação e de desenvolvimento que prevêem ações até 2012. As propostas foram divulgadas em plenária no 7º Seminário Nacional de Arranjos Produtivos Locais de Base Mineral e 4º Encontro da Rede APLmineral, que ocorreram simultaneamente em Goiânia (GO).

     A iniciativa, criada pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibicti), com o apoio da ABIPTI, é uma rede de informação responsável pela divulgação e disseminação de informações sobre o setor, com foco em temas como extração, beneficiamento e transformação mineral.

     De acordo com o coordenador geral da rede, Elzivir Guerra, o plano de trabalho traz 12 objetivos estratégicos, sustentados nos eixos de sustentabilidade, gestão do conhecimento e desenvolvimento sustentável dos APLs de Base Mineral. As ações foram elaboradas com base nas preposições e recomendações apresentadas no 2º encontro da rede, realizado em 2008, e tem como norte a análise dos cenários interno e externo.

     Os recursos orçados para realizar esse plano é da ordem de R$ 2,7 milhões. "Desse total já captamos R$ 750 mil, sendo R$ 600 mil oriundos do Fundo Setorial Mineral e os outros R$ 150 mil provenientes da realização de eventos", pontuou Guerra.

     A proposta de reestruturação seguiu o modelo de gestão adotado pela Rede de Tecnologia Social (RTS) e propõe a adequação para o documento base e o regimento interno da rede. "A nova estrutura seguiu os moldes da RTS devido a sua constituição formal, que foi constituída para não possuir personalidade jurídica", explicou Tássia Arraes, uma das coordenadoras da rede.

     Entre as principais alterações estão a possibilidade de participação de pessoas físicas e jurídicas, que poderão ser mantenedoras, investidoras, articuladoras ou divulgadoras. O investidor e o mantenedor têm papéis bem parecidos nessa nova estrutura, sendo que o primeiro aplicará recursos financeiros no desenvolvimento de ações, enquanto o segundo disponibilizará verba para garantir a manutenção da infraestrutura da iniciativa.

     "O articulador irá mobilizar a participação de entidades não governamentais locais as quais ele representa e o divulgador irá coordenar ações de divulgação sobre a rede", completou Arraes. Neste novo ciclo, a rede conta com a parceria do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), entre outros atores.

     Para saber mais sobre as ações da rede acesse o site www.redeaplmineral.org.br..