Cristiane Rosa
O diretor da Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, assume novo desafio em 2011: a vice-presidência da ABIPTI pela região Sul. Entre as suas metas está a busca pela revisão das legislações vigentes que emperram o processo de inovação. Em entrevista ao Informe ABIPTI, Antoniazzi também ressalta o cenário de C&T promissor do Rio Grande Sul, com ênfase em investimentos na saúde e em energias renováveis, temas que estão entre as prioridades da Cientec.
Quais serão as suas prioridades como vice-presidente da ABIPTI?
A principal preocupação será o fortalecimento da Associação, especialmente na região Sul, divulgando as atividades da entidade junto a instituições de pesquisa tecnológica que ainda não estão associadas, propondo sua adesão. Também pretendo intensificar o apoio e maior participação junto às associadas do Sul, ouvindo sugestões para agir como um interlocutor entre as entidades e a ABIPTI.
Quais ações estão previstas para este semestre?
A implantação do Programa da Excelência na Gestão e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia por meio de várias reivindicações expressas em documento elaborado no Workshop de Gestores das Entidades de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (EPDIs), promovido pela ABIPTI, no dia 27 de abril, que será entregue ao ministro Aloizio Mercadante. Entre as várias reivindicações, destaco a revisão da legislação vigente e das normas dos órgãos de controladoria quanto à aquisição de equipamentos, insumos e serviços para a pesquisa tecnológica, hoje sufocada por inúmeros entraves burocráticos que têm comprometido a eficácia dos investimentos em inovação.
Na sua opinião, qual a importância das EPDIs no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia?
As EPDIs são fundamentais e imprescindíveis para estabelecer a ligação entre a universidade (academia) e o setor produtivo, viabilizando desta forma a inovação, por meio da pesquisa e dos mecanismos de transferência de tecnologia. Somente dessa forma a sociedade poderá se apropriar da riqueza gerada nos centros de pesquisa e terá acesso ao retorno dos investimentos disponibilizados pelos órgãos de fomento.
Como o senhor avalia o cenário de C&T no Rio Grande do Sul?
É promissor, tendo em vista a política de CT&I definida pelo atual governo do Estado em sintonia com o governo federal. A política atual prioriza a inovação e a articulação em rede do sistema estadual por meio do estabelecimento de áreas estratégicas de atuação, tais como: energias renováveis e limpas; saúde; microeletrônica; polo naval e offshore.
Fale sobre o trabalho da Cientec. Quais os investimentos para 2011 e quais as prioridades da fundação?
Em 2012, a Cientec - uma das entidades tecnológicas mais antigas do país e sócio-fundadora da ABIPTI - celebrará 70 anos. A instituição atua nas áreas de geotecnia, construção civil, eletroeletrônica, alimentos, química e engenharia de processos. Estabelecemos por meio de planejamento estratégico participativo com todos os funcionários que a atuação da Cientec terá como meta a inovação, tanto na prestação de serviços tecnológicos, quanto na pesquisa. Os focos de atuação são as energias renováveis, o polo naval, os novos materiais de construção a partir de resíduos industriais e insumos para a saúde, com recursos provenientes de investimentos próprios, das agências de fomento e de projetos financiados pela Petrobras. |