Bianca Torreão
Tomou posse ontem (27), em Brasília (DF), o novo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão. Ele substitui Marco Antonio Zago no cargo. A cerimônia contou com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e de diversas autoridades e membros da comunidade acadêmica. A presidente da ABIPTI, Isa Assef dos Santos, esteve presente na solenidade.
Na ocasião, o novo presidente lembrou que a atuação do CNPq, juntamente com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), contribuiu significativamente para a formação de pesquisadores nas mais diversas áreas do conhecimento e para a criação, melhoria e expansão da infra-estrutura de pesquisa do país.
Aragão destacou que hoje o Brasil já superou diversos desafios, como nas áreas de biocombustíveis, nas técnicas de apoio à agropecuária e na prospecção de petróleo e gás em águas profundas. "No entanto, falta-nos liderança em protagonismo na ciência, é ainda limitado o número de nossas tecnologias de sucesso e engatinhamos na inovação", afirmou.
Ele ressaltou a importância do CNPq nesse cenário e citou diversas ações do conselho, como os programas de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), Primeiros Projetos (PPP) e Casadinho. "Todos esses programas devem ser ampliados e aprimorados, com calendários bem definidos, desburocratização, agilidade e qualidade. Essas são as metas a serem alcançadas em todos eles", disse.
O novo presidente também considerou como fundamental a participação do CNPq para a concretização do Plano Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (Pacti 2007-2010), que conta com quatro linhas estratégicas: Expansão e Consolidação do Sistema Nacional de CT&I; Promoção da Inovação Tecnológica nas Empresas; P,D&I em Áreas Estratégicas; e CT&I para o Desenvolvimento Social.
Aragão lembrou que qualquer uma das linhas do Pacti requer forte participação do conselho, tanto para formar recursos humanos, quanto para apoiar a criação e o aprofundamento de linhas de pesquisa. "O avanço de cada um dos eixos do plano deverá ser impulsionado por um crescimento constante do CNPq, crescimento em orçamento, em investimentos e qualidade", afirmou.
Currículo
Graduado em física e com mestrado na mesma área, ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Aragão concluiu o doutorado em física pela Princeton University e o pós-doutorado no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear na Suíça.
O novo presidente do CNPq também é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), e da Academia de Ciência de Países em Desenvolvimento (Twas).
Aragão tem experiência na área de física, com ênfase em física das partículas elementares e campos, atuando principalmente nos seguintes temas: teorias quânticas de campos e suas aplicações, teorias quânticas de campos a temperatura finita, métodos semiclássicos em geral, fotônica e plasmônica.
Informações sobre as ações do CNPq podem ser obtidas no site www.cnpq.br.
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