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Informe ABIPTI Nº 188 - setembro de 2007

ABIPTI vai à China e participa de evento sobre bioeconomia

Paulo Brunet

     O secretário executivo adjunto da ABIPTI, Zuahir Warwar, participou, em junho deste ano, do BioEco 2007. O convite foi feito pela Associação da Ciência e Tecnologia de Pequim (Bast, sigla em inglês). O evento reuniu especialistas de vários países para discutirem aquela que já começa a mudar os padrões produtivos do século 21, a bioeconomia.
     O encontro contou com um fórum específico e sessões de workshop que debateram os mais recentes progressos da C&T e seus impactos na sociedade. Entre os temas analisados, estavam a bioagricultura, a biomedicina e a bioenergia.
     O termo bioeconomia não é novo. Na década de 70, já causava impacto entre cientistas, mas, com a chegada de outras tecnologias, como a da informação (TI), acabou ficando em segundo plano. Agora, com os novos paradigmas trazidos pela biociência, o tema se renovou.
     Teoricamente, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) define bioeconomia como “a parte das atividades econômicas que capturam valor a partir de processos biológicos e biorrecursos para produzir saúde, crescimento e desenvolvimento sustentável”. Na prática, pesquisadores a encaram como a quarta onda da revolução industrial. Isto porque ela é capaz de se desenvolver em inúmeros setores, como na medicina e na energia, sem os males gerados pelas outras revoluções tecno-industriais, como as agressões ambientais e a centralização do poder tecnológico.
     Outro destaque da bioeconomia é o fato de ela inovar utilizando, de forma sustentável, a biodiversidade. Assim, países fartos em recursos naturais, como o Brasil, podem ocupar posições de destaque no cenário tecnológico mundial.      Atualmente, poucas nações atuam no campo. Entre elas, destacam-se França, China e Estados Unidos, que investem 49% de seus fundos para a pesquisa básica em ciências da vida e biotecnologia. No Brasil, não existe política específica, mas há um grupo de discussão. Entre os membros, estão a ABIPTI, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP).
     O convite feito à ABIPTI aconteceu após a assinatura de um acordo com a Bast. A parceria prevê diversas formas de cooperação, como a promoção conjunta de eventos e intercâmbios acadêmicos. Em ofício encaminhado ao secretário executivo da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, elogiou a iniciativa. “Ressalto que a China é um parceiro privilegiado do Brasil, o qual atribui prioridade ao fortalecimento das relações bilaterais, sendo que a cooperação sino-brasileira em C&T tem especial importância.”